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Dra. Cris Caram: Técnica, Estrutura e a Evolução da Estética no Brasil

Com uma trajetória que atravessa a Ortodontia, os casos cirúrgicos dentofaciais e a consolidação como uma das maiores referências nacionais em fios e reposicionamento tecidual, a Dra. Cris Caram construiu uma carreira marcada por profundidade técnica, pesquisa contínua e absoluta responsabilidade estética. Sua base cirúrgica, somada a anos de planejamento tridimensional e compreensão avançada das estruturas faciais, serviu como alicerce para uma transição natural e pioneira para a harmonização facial, ainda antes de seu reconhecimento oficial como especialidade.

Ao longo de sua formação, que inclui mestrado, doutorado e capacitação em Biomedicina, a especialista desenvolveu um olhar científico raro na prática estética, pautado pela análise crítica, pelo estudo constante e por decisões clínicas embasadas. Não por acaso, participou do lançamento de diversas marcas de fios no Brasil e se tornou uma das vozes mais respeitadas quando o assunto é reposicionamento tecidual, vetores, regeneração facial e resultados naturais de alta performance.

Nesta entrevista exclusiva, Dra. Cris compartilha sua visão sobre os avanços da engenharia biomédica, as diferenças entre a estética brasileira e a internacional, os princípios éticos indispensáveis na formação de novos profissionais e os rumos da harmonização facial nos próximos anos. Um conteúdo que revela não apenas técnica, mas propósito e reafirma por que seu nome segue entre os mais influentes da estética avançada no Brasil.

Dra. Cris, sua carreira começou na Ortodontia e avançou profundamente nos casos cirúrgicos dentofaciais. De que forma essa base sólida influenciou a profissional que você se tornou na harmonização facial?

Minha formação em Ortodontia e, principalmente, nos casos cirúrgicos dentofaciais moldou totalmente a profissional que sou hoje. Trabalhar por tantos anos com planejamento tridimensional, equilíbrio estético-funcional e estrutura óssea me deu uma visão muito precisa da face. Antes mesmo de pensar em preencher ou tracionar, eu já compreendia profundamente proporções, vetores e alterações estruturais. Essa base técnica me tornou extremamente criteriosa e segura nas decisões estéticas, além de me ensinar a respeitar a individualidade anatômica de cada paciente.

Em 2017, quando a harmonização facial ainda nem era oficialmente reconhecida como especialidade, você já atuava intensamente na área. O que te motivou a enxergar esse movimento antes do mercado e apostar nele com tanta segurança?

Em 2016 fui convidada para estagiar em uma clínica que já trabalhava com toxina e fios. Em 2017, eu já atuava intensamente com harmonização facial, mesmo antes de existir a especialidade. O que me motivou foi entender que aquele novo campo não se tratava apenas de estética era ciência, técnica e uma evolução natural da minha trajetória cirúrgica. Eu tinha repertório anatômico e biomecânico para entregar resultados seguros e naturais. Percebi que esse seria o futuro da odontologia estética e entrei de cabeça, com estudo e responsabilidade.

Você é considerada uma das referências nacionais no uso de fios e reposicionamento tecidual. Na sua visão, quais avanços científicos tornaram os fios uma técnica tão segura e estratégica na estética atual?

A evolução dos fios está diretamente relacionada aos avanços da engenharia biomédica. Entre eles: composições mais biocompatíveis, como PLLA com caprolactona, que apresentam degradação progressiva e estável; tecnologias de espículas mais homogêneas e precisas, que garantem tração consistente; além de calibres, comprimentos e desenhos pensados para cada plano anatômico. Hoje, os fios permitem reposição real de tecido, controle vetorial e estímulo de colágeno. Eles deixaram de representar apenas tração imediata para se tornarem parte fundamental da regeneração facial.

Ao longo da sua trajetória, você participou do lançamento de diversas marcas de fios no Brasil. Como foi estar na linha de frente desse desenvolvimento e quais critérios considera fundamentais na escolha de um bom fio?

Estar na linha de frente desses lançamentos foi um privilégio. Participei de momentos que marcaram a história dos fios no Brasil e tive contato com bastidores científicos, testes, protocolos e evolução de técnicas. Para mim, um bom fio precisa cumprir três pilares: segurança biológica, engenharia bem executada e resultados reprodutíveis. Quando esses pontos se encontram, o fio deixa de ser apenas um dispositivo e se torna um método de tratamento.

Sua carreira acadêmica inclui mestrado, doutorado e formação em Biomedicina. Como essa base científica robusta influencia suas decisões clínicas e sua maneira de ensinar novos profissionais?

A ciência sempre foi o alicerce da minha carreira. Mestrado, doutorado e Biomedicina me ensinaram a questionar, estudar, interpretar artigos e nunca trabalhar por achismo. Isso muda completamente a prática clínica. Cada técnica que aplico e cada protocolo que ensino precisa ter lógica anatômica, embasamento fisiológico e riscos compreendidos. Ao formar novos profissionais, meu compromisso é entregar conhecimento responsável, claro e completo.

Com experiência internacional em palestras no Canadá, Estados Unidos, Chile e Europa, o que você vê de diferente entre a harmonização facial brasileira e a praticada fora do país? Há algo que o mundo ainda pode aprender com o Brasil?

O Brasil é um dos países mais avançados em harmonização facial. Somos criativos, anatômicos e buscamos resultados naturalmente belos. No exterior, percebo uma abordagem mais conservadora. Aqui, integramos técnicas, personalizamos cada detalhe e buscamos impacto com naturalidade. O mundo ainda pode aprender conosco sobre visão global de face, inovação e nossa habilidade de unir tecnologia, estética e humanização.

Ao coordenar áreas científicas e formar centenas de profissionais, quais são os princípios éticos e técnicos indispensáveis para quem deseja atuar com excelência na harmonização facial?

Excelência exige ética, formação contínua, respeito anatômico, capacidade de dizer não ao paciente, coerência científica e técnica segura. Não é sobre fazer tudo é sobre fazer o certo, com responsabilidade e evolução constante.

Sua trajetória é marcada por inovação e responsabilidade. Hoje, qual você considera ser o maior desafio da harmonização facial no Brasil e qual é o próximo passo da estética para os próximos anos?

O maior desafio é separar estética séria de estética superficial. Existe excesso de informação e pouca curadoria. O próximo passo está no reposicionamento inteligente, na regeneração tecidual e na tecnologia aplicada à análise facial. Estamos saindo da era do volume e entrando na era da estrutura inteligente, dos vetores e da naturalidade de alta performance.

A entrevista com a Dra. Cris Caram reforça o quanto sua trajetória combina ciência, técnica e responsabilidade. Com visão clara sobre o futuro da harmonização facial, ela destaca a importância da naturalidade, do reposicionamento inteligente e da ética como base do trabalho. Sua contribuição segue influenciando profissionais em todo o país e fortalecendo uma estética cada vez mais segura, precisa e consciente.

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