Um estudo recente trouxe boas notícias para quem vive com a doença de Parkinson: praticar ciclismo regularmente pode ajudar a melhorar os sintomas motores e até estimular a formação de novas conexões neurais no cérebro.
A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade Radboud, na Holanda, acompanhou pacientes com Parkinson que pedalaram em bicicletas ergométricas e ao ar livre, em diferentes intensidades. Os resultados mostraram ganhos significativos no equilíbrio, na coordenação motora e na fluidez dos movimentos, além de indícios de neuroplasticidade a capacidade do cérebro de se adaptar e criar novas conexões.
Segundo o neurologista Dr. Ricardo Nogueira, o efeito pode estar relacionado à combinação de exercício aeróbico e repetição rítmica do movimento. “O ciclismo exige coordenação e ativação de diferentes grupos musculares, ao mesmo tempo em que aumenta o fluxo sanguíneo cerebral. Isso pode favorecer a comunicação entre neurônios e compensar, em parte, a perda de dopamina típica do Parkinson”, explica.
Além dos benefícios físicos, os participantes também relataram melhora no humor e na disposição, fatores importantes para manter a qualidade de vida e a adesão ao tratamento.
Os especialistas ressaltam, no entanto, que a prática deve ser adaptada às condições de cada paciente e acompanhada por um profissional de saúde ou fisioterapeuta especializado, para garantir segurança e prevenir quedas.
O estudo reforça a importância de incluir o movimento como parte do tratamento, mostrando que, no caso do Parkinson, pedalar pode ser mais do que um exercício pode ser um estímulo valioso para o cérebro.