A imagem do atleta costuma ser associada à disciplina, ao foco e à resistência. Durante os anos de carreira, esses profissionais vivem sob rotinas rigorosas, com treinos intensos, monitoramento nutricional e uma entrega diária que exige corpo e mente no limite. No entanto, quando chega o momento de deixar as competições, muitos se veem diante de um novo desafio: reorganizar a própria vida longe da estrutura do esporte.
A transição costuma ser marcada por dificuldades para manter o peso, o ritmo de atividade física, a constância dos treinos e até o foco na alimentação. O corpo, antes condicionado a um alto gasto calórico, passa a responder de forma diferente, enquanto os hábitos adquiridos ao longo de anos permanecem. O que leva tantos atletas ao auge da performance, como genética, metabolismo acelerado e forte senso de comprometimento, também pode torná-los mais vulneráveis quando a rotina competitiva chega ao fim, sobretudo em quadros associados a comorbidades ou predisposições hereditárias.

Especialistas ressaltam que o acompanhamento profissional contínuo faz diferença nessa fase. Contar com médicos do esporte, clínicos gerais, endocrinologistas, nutricionistas, educadores físicos, terapeutas e psicólogos ajuda a manter um cuidado integral e reduz riscos físicos e emocionais.
Entre os recursos que vêm ganhando espaço está a eletroestimulação muscular. A técnica tem sido adotada tanto por atletas em atividade quanto por ex-atletas que enfrentam limitações decorrentes de lesões. Os treinos, geralmente de 20 minutos, oferecem intensidade ajustável e podem ser adaptados a diferentes condições, inclusive em períodos de recuperação pós-cirúrgica, fase na qual a perda de massa magra é comum. Equipamentos como os do sistema I-Motion, com tecnologia europeia e coletes sem fio, facilitam a execução dos exercícios e ampliam as possibilidades de treinamento, sempre aliados a uma rotina adequada de alimentação, hidratação recomendada pela OMS e descanso.
Não há soluções instantâneas. A vida de alto rendimento é marcada por esforço constante, e o pós-carreira também exige disciplina. Independentemente da idade, o ponto central permanece: preservar a saúde física e mental para viver com qualidade.
Colunista: Maria Claudia Vieira