Nesta entrevista exclusiva, o Dr. Simão Sereno revela os bastidores de uma trajetória construída com coragem, intuição e valores sólidos. Filho de uma família marcada pela ética, pelo trabalho árduo e pela fé, ele compartilha como esses pilares moldaram não apenas o médico, mas também o empresário e gestor que se tornou.
Especialista em cirurgia mamária e cirurgias corporais, o Dr. Simão fala sobre escolhas consideradas arriscadas, como a decisão de abandonar uma residência em um dos hospitais mais renomados do país para seguir um caminho alinhado à sua visão de excelência. Ao longo da conversa, ele aprofunda sua relação com a cirurgia plástica como propósito de vida, destacando o impacto transformador que vai muito além da estética, alcançando autoestima, identidade e qualidade de vida de seus pacientes.
A entrevista também aborda o período da pandemia como um marco de crescimento ativo, sua filosofia de priorizar qualidade e conexão humana em vez de volume cirúrgico, e os desafios de assumir papéis de liderança, gestão e empreendedorismo dentro da medicina. Com uma visão clara sobre o futuro da profissão, o Dr. Simão defende uma medicina mais consciente, estratégica e humana, e compartilha o legado que deseja construir por meio da educação médica e das mentorias.
Um conteúdo profundo e inspirador sobre propósito, visão e a verdadeira essência de cuidar de pessoas.
Dr. Simão, sua história na medicina começa muito antes da faculdade, dentro de uma família ligada tanto à saúde quanto ao agronegócio. De que forma esses valores familiares moldaram o profissional e o empresário que você se tornou hoje?
Vi meus pais saírem do nada. Rodaram o Brasil trabalhando. Sempre foram pessoas honestas, íntegras, de muito valor. Trabalharam muito e investiram na família. Tementes a Deus, transferiam todas essas características aos filhos. Sendo assim, de forma natural, seguindo o exemplo deles, me moldei como homem, médico e empresário.
Ao longo da sua trajetória, você tomou decisões consideradas arriscadas, como abandonar uma residência em um dos hospitais mais renomados do país. O que te fez confiar na sua intuição mesmo quando muitos ao redor questionavam suas escolhas?
Falando dessa instituição em si, eu não acreditei que o método de ensino aplicado me tornaria o cirurgião que eu almejava. Sempre fui muito bom em confiar na minha intuição, principalmente quando as pessoas ao meu redor me desafiam. Na grande maioria das vezes, acabo mostrando para elas que eu estava certo. Com os anos e o autoconhecimento, tenho ainda mais convicção de que confiar em si mesmo é a melhor opção.

A cirurgia sempre esteve presente na sua formação, mas a cirurgia plástica surgiu como um verdadeiro chamado. O que, nesse universo, especialmente na cirurgia mamária e nas cirurgias corporais, te fez ter certeza de que esse era o seu propósito?
Eu gosto muito de fazer a diferença na vida das pessoas e também gosto de tudo aquilo que me desafia. Na cirurgia plástica, encontrei as duas coisas: uma maneira de transformar por completo a vida de homens e mulheres que já estavam desanimados com a própria imagem, não reconheciam sua autoestima, tinham relacionamentos fragilizados ou já nem se lembravam de como era tirar uma foto. Além disso, a cirurgia corporal e principalmente a mamária é extremamente complexa, especialmente quando queremos entregar um resultado espetacular.
A pandemia foi um divisor de águas para muitos profissionais da saúde. Enquanto grande parte do sistema desacelerou, você escolheu buscar aprendizado ativo pelo Brasil. O que esse período te ensinou sobre crescimento, visão de futuro e construção de carreira?
A pandemia me ensinou que o crescimento não acontece quando tudo está confortável, mas justamente nos momentos de crise. Enquanto muitos aguardavam o cenário melhorar, eu entendi que aquele era o momento de investir ainda mais em conhecimento, técnica e visão. Rodei o Brasil aprendendo com grandes nomes, observando diferentes modelos de trabalho e entendendo que a carreira médica não pode ser passiva. Quem espera, fica para trás. Esse período ampliou minha visão de futuro e reforçou algo que carrego até hoje: o profissional que se move cresce; o que se paralisa, estagna.

Hoje você se posiciona como um cirurgião que prioriza qualidade, verdade e conexão humana, e não volume cirúrgico. Como essa filosofia impacta seus resultados e a relação com suas pacientes?
Essa filosofia transforma completamente a relação médico-paciente. Quando você não está focado em volume, tem tempo para ouvir, entender histórias, expectativas e limites. Isso gera confiança, segurança e resultados muito mais alinhados com a realidade de cada paciente. Minhas pacientes não procuram apenas uma cirurgia, procuram alguém que caminhe junto com elas nesse processo. Quando existe verdade e conexão, o resultado não é apenas estético; ele é emocional, psicológico e duradouro. E isso traz mais propósito para a minha vida.
Além da atuação médica, você também assumiu o papel de empresário e gestor hospitalar. Quais foram os maiores desafios dessa transição e o que você acredita que a formação médica tradicional ainda falha em preparar?
O maior desafio foi entender que ser um bom médico não garante, automaticamente, ser um bom gestor. A formação médica tradicional nos prepara muito bem para cuidar de doenças, mas pouco para liderar pessoas, gerir negócios, tomar decisões estratégicas e construir estruturas sustentáveis. Aprendi isso na prática, errando, ajustando e estudando muito. A medicina precisa entender que gestão, liderança e visão empresarial não afastam o médico do cuidado; elas potencializam o impacto que ele pode gerar.

Você costuma dizer que a marca Dr. Simão Sereno vai além da cirurgia e se envolve com a vida das pessoas. Em um cenário cada vez mais tecnológico, por que a conexão humana continua sendo essencial na medicina?
A conexão com o ser humano é justamente o propósito que nos mantém motivados a ser melhores diariamente e a fazer a diferença, de alguma forma, na vida do outro. Sou extremamente a favor da tecnologia e me considero um cirurgião tecnológico, mas, acima de tudo, me considero um cirurgião humano, compreensivo, com escuta ativa e palavras precisas.
Com a entrada no campo da educação médica e das mentorias, qual é o legado que você deseja construir para os médicos que estão começando ou para aqueles que já atuam, mas sentem que perderam propósito ao longo do caminho?
Meu maior legado é ajudar médicos a pensarem de forma mais ampla: como líderes, estrategistas e seres humanos. Quero mostrar que é possível ter excelência técnica sem perder propósito, ética e qualidade de vida. Muitos médicos se perdem no caminho, ficam frustrados, cansados e desconectados do motivo pelo qual escolheram a medicina. Se eu conseguir ajudar alguém a reencontrar esse sentido e a construir uma carreira sólida e alinhada com seus valores, já terei cumprido minha missão.

A trajetória do Dr. Simão Sereno revela que a cirurgia plástica, quando conduzida com propósito, ética e humanidade, vai muito além do ato cirúrgico. Sua história é marcada por escolhas conscientes, coragem para seguir a própria intuição e compromisso genuíno com a transformação real da vida das pessoas.
Entre técnica refinada, visão estratégica e conexão humana, o Dr. Simão constrói uma carreira que não se apoia apenas em resultados estéticos, mas em impacto emocional, confiança e resgate da autoestima. Ao compartilhar sua visão sobre medicina, liderança e educação, ele reforça que o futuro da profissão pertence aos profissionais que unem excelência técnica, sensibilidade e responsabilidade.
Mais do que um cirurgião, Dr. Simão Sereno se posiciona como um médico que entende a cirurgia como ferramenta, e o ser humano como prioridade deixando um legado que inspira pacientes, médicos e toda uma nova geração da medicina.
Foto: @fotografiadeluxo