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Burnout: Quando o Excesso de Força se Torna Colapso Interno

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O burnout não nasce da fraqueza, mas do excesso de força mal direcionada. São pessoas altamente responsáveis, comprometidas e exigentes consigo mesmas que, paradoxalmente, mais adoecem.

Neurobiologicamente, o burnout está associado à exaustão do sistema dopaminérgico e ao aumento crônico do cortisol. Isso gera perda de motivação, fadiga intensa e sensação de vazio.

Mas existe um fator essencial: o sentido. Pessoas não adoecem apenas por trabalhar muito — adoecem quando perdem a conexão com o propósito daquilo que fazem.

Na psicanálise, entendemos o burnout como um colapso do ideal do eu. O sujeito tenta sustentar uma imagem de desempenho e controle que, em determinado momento, se torna insustentável.

Na clínica, observo que muitos pacientes não sabem mais quem são além daquilo que produzem. E quando a produção falha, a identidade desmorona.

A espiritualidade, novamente, surge como um eixo de reconstrução. Não no sentido religioso estrito, mas como reconexão com propósito, valores e essência.

Descansar não é desistir. É estratégia de sobrevivência emocional.

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