Empresária de Feira de Santana aposta em modelagens modernas, bordados personalizados e tecidos tecnológicos para reinventar uma peça tradicional do vestuário da área da saúde
Durante muito tempo, o jaleco foi visto apenas como um uniforme utilizado por profissionais da saúde. Modelos amplos, cortes tradicionais e pouca preocupação com design faziam parte da realidade de médicos, dentistas, biomédicos, veterinários e outros profissionais que passam grande parte do dia vestindo a peça. Nos últimos anos, porém, essa percepção começou a mudar, e uma empresária baiana tem papel direto nessa transformação.
Em Feira de Santana, na Bahia, Joselita Oliveira construiu à frente da Bordô Fardamentos e Bordados um conceito que rompe com o modelo tradicional. A proposta é desenvolver jalecos que valorizem quem os veste, sem abrir mão da praticidade exigida pela rotina de trabalho, unindo modelagens inspiradas na alfaiataria, tecidos tecnológicos e bordados exclusivos. O resultado conquistou clientes em diferentes estados brasileiros e transformou a peça em símbolo de identidade profissional.
Em entrevista ao Portal Pulsar Brasil, a empresária que ficou conhecida como a “Rainha do Jaleco” fala sobre a origem do conceito, o impacto da imagem na postura dos profissionais, as inovações em tecidos e o que representa ver o jaleco deixar de ser apenas uma roupa de trabalho. Confira:

Como surgiu a ideia de reinventar uma peça tão tradicional quanto o jaleco?
A maior parte do nosso tempo é passada no ambiente de trabalho. Então, por que não trabalhar bem vestido, com elegância, conforto e sofisticação? Foi justamente pensando nisso que decidimos desenvolver peças capazes de valorizar esses profissionais e fazer com que eles se sintam bem durante toda a jornada.

O que diferencia os jalecos desenvolvidos pela Bordô dos modelos tradicionais?
Investimos em modelagens inspiradas na alfaiataria, recortes estratégicos, bolsos embutidos, tecidos mais leves e confortáveis e bordados personalizados. O jaleco deixa de ser apenas um uniforme e passa a ser uma peça que também comunica estilo e personalidade, sem abrir mão da praticidade que a rotina de trabalho exige.

Essa mudança vai além da estética? De que forma a imagem influencia a postura do profissional?
Nós buscamos criar peças que transmitam elegância e posicionamento. Quando o profissional veste um jaleco que valoriza sua imagem, ele também transmite mais segurança e credibilidade ao paciente.

Como os clientes reagem quando conhecem os modelos da marca?
Muitos profissionais entram aqui dizendo que querem o jaleco tradicional. Nós apenas pedimos que experimentem um dos nossos modelos, sem compromisso. Depois que vestem a peça, percebem a diferença no caimento, no conforto e na elegância. Na maioria das vezes, acabam escolhendo justamente o modelo que inicialmente não imaginavam usar.

Quais são as novidades em tecidos e tecnologia nas peças?
Hoje estamos trazendo jalecos em malha, um tecido confortável, prático e que dispensa o uso do ferro de passar. Sabemos que a rotina dos profissionais é corrida e pensamos em soluções que tragam mais praticidade para o dia a dia.
Os bordados personalizados continuam sendo uma marca registrada do trabalho da Bordô?
Sim, os bordados seguem sendo uma das principais marcas do nosso trabalho. Iniciais, nomes, especialidades, brasões e detalhes exclusivos tornam cada jaleco uma peça personalizada, reforçando a identidade de quem o utiliza.

A Bordô atende profissionais de todo o Brasil?
Atendemos clientes de diferentes estados brasileiros e realizamos envios para todo o país. Os interessados podem entrar em contato por meio do link do WhatsApp disponível no perfil oficial da marca no Instagram. Mais do que confeccionar jalecos, nosso objetivo é desenvolver peças que acompanhem a evolução da própria profissão.

O que representa para você ver um profissional vestindo uma peça da marca?
Quando vemos um profissional vestindo uma peça nossa, elegante, confortável e confiante, temos a certeza de que estamos no caminho certo.
Para Joselita Oliveira, cada jaleco entregue representa muito mais do que uma peça de trabalho. É a oportunidade de contribuir para a autoestima, a confiança e a identidade de profissionais que dedicam a maior parte dos seus dias ao cuidado com outras pessoas. Ao transformar um uniforme em uma peça de personalidade, a empresária reforça a ideia de que vestir-se bem também é uma forma de valorizar a própria profissão. “O jaleco deixou de ser apenas uma roupa de trabalho. Hoje ele também representa identidade, cuidado com a própria imagem e valorização da profissão”, conclui.