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Bradesco anuncia capitalização de R$ 10 bilhões e reforça plano de expansão

O aumento de capital de R$ 10 bilhões faz parte da estratégia do Bradesco para fortalecer a estrutura financeira e ampliar investimentos. Foto: Seed/Divulgação
O aumento de capital de R$ 10 bilhões faz parte da estratégia do Bradesco para fortalecer a estrutura financeira e ampliar investimentos. Foto: Seed/Divulgação

O Bradesco anunciou nesta sexta-feira um aumento de capital de R$ 10 bilhões, medida divulgada inicialmente pelo jornalista Daniel Navas, da InfoMoney, que integra a estratégia da instituição para ampliar investimentos, fortalecer sua estrutura financeira e acelerar o crescimento dos negócios. A operação será realizada por meio da emissão de novas ações, garantindo aos atuais acionistas o direito de preferência na subscrição.

Serão emitidas 302.876.396 ações ordinárias (ON), com preço de emissão de R$ 15,43, e até 301.976.357 ações preferenciais (PN), ao valor de R$ 17,64 por papel. Segundo o banco, os preços representam um desconto de aproximadamente 6% em relação ao fechamento das ações no pregão anterior da B3.

Os acionistas poderão exercer o direito de preferência entre 6 de agosto e 4 de setembro. Quem optar por não participar da subscrição terá a possibilidade de negociar esses direitos na Bolsa entre 6 de agosto e 1º de setembro.

Além da capitalização, o banco antecipou o pagamento de R$ 6,5 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP), recursos que poderão ser utilizados pelos investidores interessados na aquisição das novas ações. O pagamento complementar previsto anteriormente para outubro de 2026 e janeiro de 2027 será realizado em 15 de setembro de 2026, enquanto o JCP deliberado em dezembro de 2025 permanece programado para 31 de julho.

O aumento de capital de R$ 10 bilhões faz parte da estratégia do Bradesco para fortalecer a estrutura financeira e ampliar investimentos. Foto: Seed/Divulgação
O aumento de capital de R$ 10 bilhões faz parte da estratégia do Bradesco para fortalecer a estrutura financeira e ampliar investimentos. Foto: Seed/Divulgação

Em comunicado aos investidores, o presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que a operação demonstra a confiança dos acionistas controladores no plano de transformação da instituição.

“Os controladores resolveram aumentar seu investimento no banco confiantes no plano de transformação. Será dinheiro novo impulsionando nossa capacidade de execução e de crescimento.”

Segundo o executivo, os acionistas controladores assumiram o compromisso de investir até R$ 8 bilhões na operação. A proposta foi aprovada pelo Conselho de Administração.

Outro fator destacado por Marcelo Noronha foi a evolução dos indicadores de rentabilidade do banco. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ultrapassou o custo de capital no fim de 2025, alcançando 15,2% no quarto trimestre daquele ano e 15,8% no primeiro trimestre de 2026. O indicador é considerado um dos principais parâmetros para avaliar a capacidade de geração de valor de uma instituição financeira.

De acordo com o banco, os recursos captados serão direcionados ao fortalecimento de iniciativas estratégicas, incluindo tecnologia, eficiência operacional, expansão dos negócios e projetos ligados ao financiamento sustentável.

Analistas do BTG Pactual avaliaram que a decisão surpreendeu parte do mercado, mas enxergam potencial positivo para a instituição. Na visão da equipe, o reforço de capital pode acelerar a geração de capital tangível e ampliar o aproveitamento dos Ativos Fiscais Diferidos (DTAs), estimados em aproximadamente R$ 120 bilhões.

O anúncio ocorre em um momento de melhora dos resultados financeiros do banco. No primeiro trimestre de 2026, o Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões, crescimento de 16,1% na comparação anual. Em 2025, o lucro recorrente somou R$ 24,652 bilhões, avanço de 26,1% sobre o exercício anterior.

Nesta semana, a instituição também informou que retomou a liderança brasileira no mercado de originação de renda fixa, encerrando o primeiro semestre de 2026 com R$ 62 bilhões em emissões e participação de 27,8%, segundo dados da Anbima.

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