“Parece que o ano acabou de começar.” A sensação de que os meses passam cada vez mais rápido é comum entre adultos e costuma se tornar mais perceptível conforme os anos avançam.
Uma das explicações está relacionada à forma como o cérebro registra novas experiências. Períodos cheios de acontecimentos diferentes tendem a produzir mais referências na memória. Já uma rotina muito repetitiva pode fazer com que grandes intervalos sejam posteriormente lembrados como se tivessem passado rapidamente.
Na infância, por exemplo, praticamente tudo é novidade. Aprender algo pela primeira vez, conhecer lugares diferentes e vivenciar novas experiências faz com que o cérebro acumule uma grande quantidade de referências.
Na vida adulta, muitos dias podem seguir uma estrutura semelhante: trabalho, casa, compromissos e tarefas recorrentes. Quando olhamos para trás, semanas ou meses com poucas novidades podem parecer ter desaparecido rapidamente.
Isso não significa que o tempo esteja realmente passando mais depressa. O que muda é principalmente a percepção que temos dele e a maneira como nossas memórias são construídas.
Criar novas experiências, conhecer lugares, aprender habilidades e variar a rotina pode fazer com que determinados períodos sejam percebidos como mais marcantes quando lembrados posteriormente.
No fim, o relógio continua funcionando no mesmo ritmo. O que muda é a forma como o cérebro registra a passagem dos dias.