Da beleza à Odontologia, profissional encontrou na Harmonização Orofacial a possibilidade de unir técnica, saúde e estética em uma abordagem que valoriza a naturalidade e a identidade de cada paciente
Aos 13 anos, a Dra. Gabrielly Ginach já estava inserida no universo da beleza. O que começou com maquiagem e posteriormente passou por cílios e micropigmentação acabou contribuindo para a construção de um olhar atento sobre estética, autoestima e imagem pessoal.
Formada em Odontologia no final de 2025, aos 21 anos, Gabrielly inicialmente imaginava seguir pela Dentística. Foi durante a graduação, porém, que conheceu a Harmonização Orofacial e encontrou uma maneira de unir sua formação na área da saúde à experiência que acumulou desde cedo no universo da beleza.
Hoje, aos 22 anos, à frente da Ginach Clinic, em Suzano, a profissional defende uma estética individualizada, natural e que respeite as características de cada paciente. Nesta entrevista à Pulsar Brasil, Gabrielly fala sobre sua trajetória, os desafios de empreender tão jovem, a reestruturação facial, o futuro da HOF e sua visão sobre beleza e autoestima.

Você começou sua trajetória profissional na área da beleza antes mesmo da Odontologia. Como essa experiência influenciou sua visão sobre estética e o cuidado com a autoestima dos pacientes?
Eu comecei a trabalhar na área da estética aos 13 anos, então esse universo sempre esteve muito presente na minha vida. Comecei com maquiagem e, ao longo dos anos, também trabalhei com cílios e micropigmentação. Essa experiência me fez perceber muito cedo que a estética vai muito além de simplesmente se sentir mais bonita.
Quando uma pessoa se sente bem com a própria imagem, isso reflete na autoestima, na confiança e na segurança que ela transmite, seja na forma de falar, de se posicionar ou de enfrentar situações do dia a dia.
Hoje, levo muito disso para os meus atendimentos: não quero apenas proporcionar uma mudança estética, mas fazer com que o paciente se sinta mais confiante e seguro consigo mesmo.
Quando ingressou na faculdade, seu objetivo era seguir pela Dentística. O que fez a Harmonização Orofacial conquistar seu coração e mudar os rumos da sua carreira?
Quando entrei na Odontologia, minha intenção era justamente me afastar um pouco da estética e me dedicar mais à área da saúde. Apesar de sempre ter trabalhado com beleza e entender a importância da autoestima, também acredito que estética e saúde precisam caminhar juntas.
A saúde bucal tem uma importância enorme para a saúde como um todo, já que a boca pode ser porta de entrada e também reservatório para diversos microrganismos, além de alterações bucais poderem repercutir além da cavidade oral.
Durante a faculdade, me identifiquei muito com a Dentística e acreditava que esse seria meu principal caminho profissional. Até que fiz meu primeiro curso de Harmonização Orofacial e percebi que não precisava escolher entre uma coisa e outra.
Na HOF, consegui unir minha formação como dentista ao olhar estético que desenvolvi desde muito nova. Foi esse encontro entre saúde, técnica e estética que fez com que eu me apaixonasse pela área.

Você destaca a reestruturação facial como uma das áreas com que mais se identifica. O que torna esse trabalho tão especial para você, especialmente em pacientes acima dos 40 anos?
A reestruturação facial é uma das áreas que mais me encanta porque conseguimos tratar as mudanças que acontecem naturalmente com o envelhecimento sem tirar a identidade daquela pessoa.
Com o passar dos anos, temos perda de sustentação, alterações nos compartimentos de gordura, flacidez e mudanças no contorno facial.
O que mais gosto nesses tratamentos é o momento em que a paciente se olha no espelho e consegue, de alguma forma, se reencontrar com uma versão mais jovem dela mesma.
Não é sobre voltar a ter 20 anos ou criar um rosto diferente, mas devolver características que foram se perdendo com o tempo. Ver uma paciente se reconhecer novamente no espelho é uma das partes mais especiais do meu trabalho.
Em uma época em que muitos procedimentos buscam transformações radicais, como você trabalha para entregar resultados naturais e preservar a identidade de cada paciente?
Meu objetivo nunca é transformar um paciente em outra pessoa. Antes de qualquer procedimento, eu avalio o rosto como um todo e procuro entender o que realmente precisa ser tratado.
Nem sempre aquilo que o paciente chega pedindo é exatamente o que vai trazer o melhor resultado para ele. Eu prefiro trabalhar valorizando os pontos fortes, corrigindo o que gera algum desequilíbrio e respeitando as características individuais.
Para mim, um bom resultado é aquele em que as pessoas percebem que você está mais bonita, descansada e harmônica, mas não conseguem apontar exatamente o que foi feito.

Aos 22 anos, você já inaugurou seu próprio consultório. Quais foram os maiores desafios e aprendizados ao empreender tão cedo na área da saúde e estética?
Abrir meu próprio consultório tão nova foi a realização de um sonho, mas também trouxe muita responsabilidade.
Eu me formei no final de 2025, aos 21 anos, e decidi começar minha trajetória profissional já construindo o meu próprio espaço.
O maior desafio foi perceber que, além de ser dentista, eu também precisaria aprender a administrar, tomar decisões e lidar com todas as responsabilidades de um negócio.
Ao mesmo tempo, foi um processo que me fez amadurecer muito. Cada detalhe da clínica foi pensado por mim e representa exatamente aquilo que eu imaginava para o início da minha carreira.
A Ginach Clinic representa uma nova fase da sua vida profissional. Qual é a essência do espaço e a experiência que você deseja proporcionar aos seus pacientes?
A Ginach Clinic nasceu para ser um espaço onde saúde, estética e cuidado caminham juntos.
Eu queria fugir daquela sensação de ambiente clínico frio e criar um lugar acolhedor, onde o paciente se sinta confortável desde o momento em que entra.
Mais do que realizar um procedimento, quero que cada pessoa se sinta ouvida, bem cuidada e segura.
A essência da clínica está muito ligada àquilo em que acredito profissionalmente: valorizar a beleza em todas as fases da vida.

Pulsar Brasil: Como você enxerga a evolução da Harmonização Orofacial nos próximos anos e quais tendências acredita que irão ganhar cada vez mais força?
Acredito que a Harmonização Orofacial está caminhando cada vez mais para tratamentos menos invasivos, mais naturais e, principalmente, para a associação de procedimentos injetáveis com tecnologias.
Hoje já entendemos que não precisamos tratar todas as alterações do envelhecimento com preenchimento.
Tecnologias voltadas para estímulo de colágeno, flacidez, qualidade da pele e remodelação dos tecidos estão ganhando muito espaço e acredito que essa tendência será ainda mais forte nos próximos anos.
Para mim, o futuro está justamente na combinação inteligente dessas ferramentas, tratando cada necessidade com a técnica mais adequada e evitando excessos.

Pulsar Brasil: Se pudesse definir sua missão como profissional em uma única mensagem para quem deseja realizar um procedimento estético, qual seria?
Minha missão é mostrar que cuidar da estética não precisa significar mudar quem você é.
Eu acredito em uma estética que respeita identidade, idade e individualidade.
Meu objetivo é valorizar aquilo que cada paciente já tem de bonito e ajudá-lo a atravessar cada fase da vida se reconhecendo no espelho e se sentindo bem com a própria imagem.
Foto: @pris_rossini @estudiorossinis