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Muito Além da Estética: Os Segredos Por Trás de Uma Rinoplastia de Excelência

Para o Dr. Edvaldo Reis Jr., uma cirurgia de excelência respeita a anatomia, a identidade e as proporções de cada paciente, equilibrando estética, função e naturalidade. 

A rinoplastia não é um procedimento simples. Ela exige muito mais do que uma boa técnica cirúrgica: um planejamento detalhado e bem executado é fundamental para respeitar as características de cada rosto, buscar harmonia e alcançar um resultado natural e equilibrado.

Pensando nisso, o Dr. Edvaldo Reis Jr., especialista em rinoplastia em Goiânia, esclareceu à Pulsar algumas das principais questões sobre esse procedimento tão delicado e que, quando realizado de forma personalizada e criteriosa, pode proporcionar resultados impressionantes. Confira a seguir.

O que caracteriza uma rinoplastia verdadeiramente bem planejada e por que o resultado estético não pode ser dissociado da função respiratória?

Uma rinoplastia bem planejada começa antes da cirurgia, com a compreensão da anatomia, das queixas, das proporções faciais e, principalmente, da função respiratória do paciente. Na minha visão, não existe uma boa rinoplastia estética se o paciente passa a respirar pior. O planejamento deve buscar equilíbrio entre estrutura, estética e função, preservando, modificando ou reconstruindo as estruturas necessárias para um resultado previsível, natural e duradouro.

Como a anatomia e as características individuais de cada paciente influenciam o planejamento de uma rinoplastia e impedem que exista um “nariz ideal” universal?

Cada nariz é único. Temos diferenças de espessura de pele, qualidade das cartilagens, estrutura óssea, proporções faciais, musculatura, padrão respiratório e até características étnicas que precisam ser respeitadas. Por isso, não acredito na ideia de um “nariz perfeito” que possa ser reproduzido em diferentes pacientes. O que funciona muito bem para uma pessoa pode não funcionar para outra. A rinoplastia precisa ser personalizada. Eu gosto de pensar que não devemos simplesmente criar um nariz bonito, mas criar o melhor nariz possível para aquele rosto, respeitando suas características e sua identidade. Essa individualização também é fundamental para estabelecer expectativas realistas. A cirurgia tem limites biológicos, e o resultado precisa respeitar aquilo que a anatomia do paciente permite alcançar. 

A naturalidade se tornou uma das principais buscas na rinoplastia. Como alcançar um resultado estético refinado sem comprometer a identidade e as proporções do rosto?

Naturalidade não significa fazer pouco, mas fazer exatamente o necessário e com precisão. O nariz precisa ser analisado como parte de um conjunto, considerando sua relação com as demais estruturas do rosto e o perfil facial. A preservação de estruturas e o refinamento das técnicas de estruturação permitem buscar um resultado mais harmônico, sem criar um padrão único de beleza. Quando bem planejado, o resultado valoriza o rosto sem deixar evidente a intervenção cirúrgica.

Por que as rinoplastias secundárias são consideradas procedimentos de maior complexidade e quais fatores precisam ser avaliados antes de uma nova cirurgia?

 A rinoplastia secundária é um dos maiores desafios dentro da cirurgia nasal porque, muitas vezes, já não estamos trabalhando com uma anatomia intacta. Podemos encontrar cartilagens enfraquecidas ou ausentes, cicatrizes internas, alterações estruturais, desvios, retrações, comprometimento da válvula nasal e, em alguns casos, uma grande perda de suporte. Por isso, antes de indicar uma nova cirurgia, é fundamental entender não apenas o que incomoda o paciente esteticamente, mas também o que aconteceu na cirurgia anterior e como está a estrutura nasal naquele momento. Em muitos casos, é necessário reconstruir o nariz, e não simplesmente “corrigir” uma alteração. Isso pode exigir a utilização de cartilagem costal, dependendo da quantidade e da qualidade de cartilagem disponível. É uma cirurgia que exige planejamento, experiência e, principalmente, honestidade com o paciente. Em uma rinoplastia secundária, muitas vezes o objetivo não é buscar uma perfeição absoluta, mas recuperar estrutura, função e harmonia dentro do que é biologicamente possível.

Em quais situações o uso de cartilagem ou de gordura pode ser indicado durante uma rinoplastia, e como o especialista decide qual material é mais adequado para cada paciente?

A escolha do material depende fundamentalmente do que precisamos reconstruir ou aperfeiçoar. A cartilagem é um dos principais recursos da rinoplastia porque oferece estrutura. Pode ser utilizada para reforçar o dorso, reconstruir a ponta, melhorar o suporte nasal ou corrigir alterações estruturais, especialmente em rinoplastias secundárias. Quando não existe cartilagem septal suficiente, em casos que exigem maior quantidade e resistência estrutural, podemos recorrer à cartilagem costal. Já a gordura pode ser utilizada em situações selecionadas para pequenos refinamentos de contorno e correção de irregularidades de partes moles. No entanto, utilizo principalmente o nanofat, que pode contribuir para a melhora da cicatrização e da qualidade da pele. Ele não substitui a cartilagem quando precisamos de sustentação estrutural. Portanto, não existe um material universalmente melhor. Existe o material mais adequado para determinada necessidade, naquele paciente específico.

O que uma pessoa deve considerar antes de escolher um especialista em rinoplastia e quais aspectos vão além da técnica cirúrgica na construção de um resultado seguro e duradouro?

A escolha do especialista deve considerar sua formação e experiência, mas também sua dedicação à rinoplastia, sua filosofia e os resultados apresentados em diferentes perfis de pacientes. É fundamental existir uma relação transparente entre médico e paciente, com expectativas, possibilidades e limitações bem estabelecidas. Além da técnica, todo o processo importa: avaliação pré-operatória, planejamento, escolha da técnica, acompanhamento pós-operatório e capacidade de lidar com situações inesperadas. Para mim, uma rinoplastia de excelência precisa unir segurança, função e estética para alcançar resultados naturais e duradouros.

Foto: @mauriciobatistax



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