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Segurança do paciente é pilar central no combate às doenças crônicas

Segurança do paciente é pilar central no combate às doenças crônicas
© Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado nesta quinta-feira (17), coloca em evidência a necessidade de práticas assistenciais mais seguras no manejo de doenças não transmissíveis. A data reforça que a qualidade do atendimento deve permear todas as etapas da jornada de saúde, desde a prevenção e o diagnóstico precoce até o tratamento contínuo, a reabilitação e os cuidados paliativos.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crônicas representam um desafio crítico para os sistemas de saúde globais. Essas condições são responsáveis por 74% das mortes em todo o planeta, afetando bilhões de pessoas e exigindo estratégias robustas de monitoramento e intervenção a longo prazo.

Prevenção e manejo das doenças crônicas

As doenças não transmissíveis, que incluem enfermidades cardiovasculares, cânceres, diabetes e problemas respiratórios crônicos, caracterizam-se pela longa duração. Por não possuírem cura imediata, essas condições demandam um acompanhamento constante, que pode se estender por toda a vida do indivíduo.

O enfrentamento dessas patologias é considerado uma prioridade global. A declaração política das Nações Unidas sobre o tema enfatiza que o fortalecimento da prevenção, aliado ao acesso a cuidados seguros e de qualidade, é a chave para reduzir o impacto dessas doenças na população e melhorar a expectativa de vida com bem-estar.

Engajamento do paciente no plano terapêutico

O Ministério da Saúde ressalta que a participação ativa do paciente nas decisões clínicas é um fator determinante para a segurança. A pasta orienta que o indivíduo ou seu responsável busque clareza total sobre o plano de cuidado, questionando profissionais sobre os objetivos do tratamento, a administração correta de medicamentos e os sinais de alerta que exigem atenção imediata.

A comunicação transparente é fundamental nesse processo. Caso as orientações médicas não estejam claras, o paciente deve solicitar explicações em linguagem simples. A recomendação é que, sempre que possível, o atendimento seja realizado com o acompanhamento de uma pessoa de confiança, facilitando a retenção das informações e a organização do tratamento no cotidiano.

Continuidade e suporte em situações de emergência

O acompanhamento regular é a ferramenta mais eficaz para avaliar a evolução da condição de saúde e realizar ajustes necessários no tratamento. Manter um registro das orientações recebidas ajuda a garantir a continuidade do cuidado entre diferentes serviços de saúde, evitando falhas na assistência.

Em cenários de piora repentina ou situações de emergência, a recomendação oficial é buscar atendimento médico imediato. Para casos graves, o cidadão deve acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192, garantindo que o suporte especializado chegue com a rapidez necessária.

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