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Transtorno de escoriação: entenda os riscos e os caminhos para o tratamento

Transtorno de escoriação: entenda os riscos e os caminhos para o tratamento
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O transtorno de escoriação, também reconhecido clinicamente como dermatilomania ou skin picking, caracteriza-se por um comportamento repetitivo e compulsivo de cutucar, arranhar ou espremer a própria pele. O que pode começar como um hábito aparentemente inofensivo transforma-se em um distúrbio quando o indivíduo perde o controle sobre a ação, resultando em lesões físicas significativas e sofrimento psicológico persistente.

Diferente de preocupações estéticas pontuais, a escoriação ocorre frequentemente de forma automática ou inconsciente. O paciente pode focar tanto em áreas de pele saudável quanto em pequenas imperfeições, como espinhas ou cicatrizes, sem conseguir interromper o ciclo de autolesão, mesmo diante das consequências visíveis na derme.

Origens multifatoriais e manifestações clínicas

A ciência ainda não isolou uma causa única para o desenvolvimento deste quadro. Trata-se de uma condição de natureza multifatorial, na qual interagem predisposições genéticas, alterações neuroquímicas, variações hormonais e influências do ambiente. A ansiedade atua frequentemente como um gatilho central, levando o paciente a buscar na escoriação uma forma disfuncional de aliviar tensões emocionais.

O transtorno é classificado no espectro dos transtornos obsessivos-compulsivos (TOC). Os sintomas manifestam-se através de lesões recorrentes, sendo as mãos, os braços e o rosto as áreas mais atingidas. Além do dano físico, o comportamento pode evoluir para quadros de infecção, sangramento e cicatrizes permanentes, levando muitos pacientes ao isolamento social devido ao estigma e à vergonha das marcas corporais.

Critérios diagnósticos e intervenção médica

O diagnóstico é realizado por médicos psiquiatras, que avaliam a impulsividade do paciente e a ausência de intenção primária de causar dano a si mesmo. É fundamental diferenciar a dermatilomania de outras condições dermatológicas ou psiquiátricas. O profissional analisa se o comportamento é recorrente, se houve tentativas frustradas de interrupção e se não há relação direta com o uso de substâncias ou outras patologias clínicas específicas.

O tratamento é estruturado de forma personalizada, combinando suporte farmacológico e intervenções psicoterapêuticas. Embora não exista um medicamento específico para a condição, o uso de antidepressivos, ansiolíticos ou antipsicóticos pode ser indicado para equilibrar aspectos neuroquímicos. A terapia cognitivo-comportamental destaca-se como uma ferramenta eficaz, utilizando técnicas de reversão de hábito para auxiliar o paciente a retomar o controle sobre suas ações.

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