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Dra. Giulia Soto: Naturalidade, Empreendedorismo e uma Beleza que Preserva a Identidade

A beleza sempre esteve presente na trajetória da Dra. Giulia Soto, muito antes de se tornar sua profissão. Com um olhar atento aos detalhes, às proporções e às características individuais, ela encontrou na Harmonização Facial uma forma de unir sensibilidade estética, conhecimento técnico e cuidado com a autoestima. Cirurgiã-dentista e biomédica, especialista em Harmonização Facial e Corporal, Giulia construiu uma carreira marcada pela busca constante por conhecimento, pela valorização da naturalidade e pelo desejo de oferecer resultados que respeitem a identidade de cada paciente.

Formada em Odontologia em 2022, a profissional decidiu trilhar seu próprio caminho no empreendedorismo ao perceber que desejava construir uma experiência de atendimento alinhada à sua visão de cuidado. Assim nasceu sua clínica, um projeto que cresceu com dedicação, coragem e aprendizado contínuo. Ao longo dessa trajetória, ampliou sua formação por meio de cursos, especializações e novas experiências acadêmicas, buscando acompanhar a evolução da estética e aprofundar seus conhecimentos nas áreas facial, corporal e cirúrgica.

Para Giulia, harmonizar não significa transformar todos os rostos em um mesmo padrão, mas reconhecer aquilo que torna cada pessoa única e valorizar sua beleza de maneira equilibrada. Essa filosofia também se reflete em sua postura profissional: compreender as necessidades individuais, orientar com responsabilidade e reconhecer que o melhor tratamento nem sempre é o mais complexo ou o mais procurado.

Além da carreira na saúde estética, Giulia também se destaca como empreendedora e mãe. Conciliar a maternidade com os estudos e a construção de seu negócio exigiu determinação, renúncias e resiliência, experiências que fortaleceram sua visão sobre propósito, realização e futuro. À frente de seus projetos, entre eles a clínica e a GS Fashion Store, ela segue movida pela vontade de crescer sem abrir mão dos valores que considera essenciais.

Nesta entrevista à Revista Pulsar Brasil, a Dra. Giulia Soto compartilha sua trajetória na estética, os desafios de empreender, a importância da formação multidisciplinar e sua visão sobre uma beleza que valoriza a individualidade, a confiança e a naturalidade.

Como foi o início da sua trajetória na estética e o que despertou sua paixão pela Harmonização Facial?

A estética sempre fez parte de mim, muito antes de eu imaginar que ela se tornaria a minha profissão. Sempre fui muito observadora, gostava de cuidar da minha imagem e tinha um olhar muito atento aos detalhes. E, de alguma forma, as pessoas ao meu redor também percebiam isso em mim.

Quando entrei na faculdade de Odontologia nem imaginava que iria acabar trabalhando com essa área, mas, quando comecei a conhecer a Harmonização Facial, foi como se as coisas começassem a fazer sentido. Percebi que poderia unir algo de que sempre gostei a uma profissão que exige estudo, responsabilidade e conhecimento técnico.

O que mais me encantou foi entender o quanto a estética pode impactar a autoestima de alguém. Não é simplesmente mudar um rosto. Às vezes, um detalhe que parece pequeno para nós é algo que incomoda aquela pessoa há anos. Esses dias li uma frase que considero muito real: cada vez que ajudamos a transformar a autoestima de alguém e fazemos o paciente voltar a se amar, algo em nós também muda. É extremamente gratificante.

Foi aí que me encontrei. Percebi que queria trabalhar com uma estética que valorizasse as pessoas, e não que transformasse todo mundo em um mesmo padrão.

Você se formou em Odontologia em 2022 e, desde antes da graduação, já era procurada para trabalhos relacionados à imagem e à estética. De que forma essa experiência influenciou sua escolha profissional?

Influenciou muito, porque, antes mesmo de eu ser profissional, as pessoas já me procuravam por confiarem no meu olhar.

Eu sempre gostei muito desse universo. Gostava de beleza, imagem, proporções, de observar o que valorizava cada pessoa. Na época, não imaginava que isso teria tanta relação com a profissional que me tornaria.

Quando comecei a estudar estética de verdade, percebi que aquele olhar que eu já tinha precisava ser acompanhado de muito conhecimento. Porque estética não é simplesmente olhar para alguém e dizer o que ficaria bonito. Estamos lidando com anatomia, saúde, expectativas e, na maioria das vezes, com a autoestima do nosso paciente.

Então, acredito que essa experiência me deu algo que não se aprende somente nos livros: sensibilidade. E a minha formação me deu a base para transformar essa sensibilidade em um trabalho responsável e personalizado.

Você decidiu abrir sua própria clínica pouco tempo depois de se formar, mesmo após perceber que trabalhar em outras clínicas não correspondia ao que buscava. O que foi necessário para transformar essa decisão em um negócio de sucesso?

Quando me formei, tentei seguir o caminho que parecia mais seguro: trabalhar em outras clínicas, ganhar experiência e ir construindo minha carreira aos poucos.

Mas não precisou de muito tempo para eu perceber que não era aquilo que queria para mim.

Eu tinha uma visão muito clara da forma como queria atender meus pacientes, da experiência que queria proporcionar e até da maneira como gostaria que eles se sentissem ao entrar na clínica. Queria ter liberdade para colocar a minha identidade em cada detalhe.

Então, chegou um momento em que pensei: se quero algo diferente, vou precisar ter coragem para construir.

E foi assim que começou. Simplesmente fui, com a cara e a coragem. O máximo que poderia acontecer era não dar certo, e eu voltar para onde já estava e recalcular a rota.

Eu não sabia muita coisa sobre gestão, empreendedorismo ou administração. Praticamente tudo o que sei aprendi fazendo, errando, corrigindo e buscando conhecimento. Houve insegurança, investimento, medo e muita responsabilidade. Mas, principalmente, existia uma vontade enorme de fazer dar certo, e ainda existe, porque não cheguei nem perto de onde quero e pretendo chegar.

A clínica vem crescendo junto comigo. Cada paciente que confiou no meu trabalho, principalmente no início, teve um papel muito importante nessa história e, graças a Deus, a maioria segue comigo até hoje.

Por isso, quando olho para o que construí, sei que não foi algo que aconteceu de uma hora para outra. Foram muitas escolhas, muito estudo, muitas renúncias e muita constância quando ninguém estava vendo.

Sua formação reúne Odontologia, Biomedicina e especializações em Harmonização Facial e Corporal, além da pós-graduação em Cirurgias Faciais. Como essa formação multidisciplinar contribui para oferecer um atendimento mais completo aos seus pacientes?

Sou uma pessoa que dificilmente consegue parar de estudar. Quanto mais aprendo, mais percebo o quanto ainda existe para aprender.

Cada formação que escolhi veio da vontade de compreender melhor o meu paciente e ampliar as possibilidades dentro da minha atuação. A área da saúde evolui a cada dia, e nós também precisamos estar em constante evolução.

A Odontologia me deu uma base muito importante, principalmente em relação à face e à anatomia. Depois da faculdade, fiz dezenas de cursos, residência e especializações para aprender cada vez mais, acompanhar as novidades do mercado e oferecer um atendimento seguro e atualizado aos meus pacientes. Esse processo também contribuiu para que eu me tornasse uma referência em Harmonização Facial na minha cidade.

Depois veio a Biomedicina e a especialização em Harmonização Corporal, ampliando minhas possibilidades de atuação nesse universo que eu já amava, não apenas no rosto, mas também no corpo.

Posteriormente, iniciei mais uma especialização, agora na área cirúrgica, em uma formação voltada às Cirurgias Estéticas Orofaciais, estando entre as turmas pioneiras dessa especialidade no Brasil. Mais uma vez, busco estar preparada e atualizada para oferecer o melhor aos meus pacientes.

Hoje, percebo que tudo isso mudou muito a maneira como conduzo uma consulta. Não quero olhar para o paciente pensando: “Qual procedimento eu poderia fazer?”. Quero olhar e entender: “O que realmente vai trazer um resultado melhor para essa pessoa?”.

Nem sempre o tratamento mais caro, mais complexo ou mais conhecido é o que aquele paciente precisa.

Para mim, conhecimento também serve para saber quando fazer, quanto fazer e, principalmente, quando não fazer.

É essa segurança que quero que o meu paciente sinta quando se senta à minha frente.

Quando falamos em Harmonização Facial, cada vez mais se busca preservar a identidade do paciente e evitar resultados artificiais. Como você trabalha o equilíbrio entre realçar a beleza e manter a naturalidade?

Tenho muito cuidado para que o paciente continue se reconhecendo depois de um procedimento.

Não gosto da ideia de transformar rostos ou seguir padrões. Cada pessoa que entra no meu consultório tem características próprias, uma história e uma beleza que não deveriam ser apagadas.

Costumo dizer que um dos melhores elogios que um paciente pode receber depois de um procedimento é: “Nossa, você está tão bonita. Fez alguma coisa?”.

Porque significa que houve uma mudança, mas ela ficou integrada àquela pessoa.

Claro que cada paciente tem um objetivo, e respeito muito isso. Mas também acredito que faz parte do meu papel profissional orientar e, quando necessário, dizer não.

Para mim, naturalidade não significa fazer o mínimo possível. Significa ter bom senso, planejamento e saber exatamente onde parar.

Meu objetivo nunca é fazer com que alguém pareça outra pessoa. É fazer com que ela se olhe no espelho e continue se reconhecendo, só que se sentindo ainda melhor com aquilo que vê.

Além da atuação facial, você também se especializou em Harmonização Corporal e atualmente se dedica à área cirúrgica estética. Quais são os principais diferenciais de unir essas diferentes áreas dentro da sua atuação profissional?

Nunca gostei da ideia de ficar limitada a uma única possibilidade.

Quando comecei a aprofundar meus estudos, percebi que alguns pacientes chegavam com queixas que não poderiam ser resolvidas da melhor maneira somente com procedimentos minimamente invasivos.

Isso despertou em mim a vontade de ir além.

A Harmonização Corporal ampliou muito a minha visão estética, e a área cirúrgica abriu uma nova etapa na minha carreira. Hoje, consigo entender melhor onde termina a indicação de um procedimento e onde começa a indicação de outra abordagem.

E isso, para mim, é muito importante.

Não quero indicar algo simplesmente porque é o procedimento que tenho disponível. Quero ter conhecimento suficiente para dizer ao paciente qual caminho realmente faz sentido para o caso dele.

No final, não se trata de fazer mais procedimentos. Trata-se de ter mais conhecimento para fazer escolhas melhores.

Você conciliou maternidade, estudos e carreira durante a gravidez, chegando a apresentar seu TCC em São Paulo com nove meses de gestação. O que essa experiência ensinou sobre determinação, prioridades e os desafios de ser uma mulher empreendedora?

Essa provavelmente foi uma das fases mais intensas da minha vida.

Quando lembro que fui para São Paulo apresentar meu TCC com nove meses de gestação, às vezes eu mesma penso: “Como consegui?”.

Mas, naquele momento, simplesmente sabia que precisava continuar.

A maternidade me ensinou uma força que eu ainda não conhecia em mim. Ao mesmo tempo em que estava vivendo a transformação de me tornar mãe, continuava estudando, trabalhando e construindo meus sonhos profissionais.

E não vou romantizar: conciliar tudo não é fácil.

Existem dias de culpa, cansaço e medo de não estar conseguindo dar conta de tudo. Ser mãe, mulher, profissional e empreendedora exige escolhas e renúncias. Aprendi que não precisamos estar perfeitas em todas essas funções o tempo inteiro.

Depois que meu filho nasceu, muita coisa mudou dentro de mim. Passei a olhar para o meu trabalho com ainda mais propósito.

Hoje, quando penso no futuro, penso muito no exemplo que quero deixar para ele. Quero que saiba que a mãe dele teve sonhos, teve medo, enfrentou dificuldades, mas continuou.

E acho que essa é uma das partes da minha história das quais mais me orgulho.

Hoje, olhando para tudo o que já construiu, quais são os próximos sonhos e objetivos da Dra. Giulia Soto para sua carreira, sua clínica e sua vida pessoal?

Ainda sinto que estou no começo de muita coisa.

Quando olho para trás, tenho orgulho da menina que sonhava com tudo isso e de tudo o que precisei enfrentar para chegar até aqui. Mas, ao mesmo tempo, quando olho para frente, vejo que ainda existem muitos sonhos que quero realizar.

Quero crescer profissionalmente, me aprofundar cada vez mais na área estética e cirúrgica e continuar buscando conhecimento. Quero que a minha clínica cresça, mas sem perder aquilo que considero essencial: o cuidado próximo, a confiança e a sensação de que cada paciente é realmente visto de forma individual.

Também quero, no futuro, compartilhar mais daquilo que aprendi. Tenho vontade de ensinar, contribuir com outros profissionais e mostrar que uma carreira sólida na estética não é construída apenas com técnicas ou redes sociais. Existe muito estudo, responsabilidade e trabalho por trás.

E, pessoalmente, quero estar presente para a minha família e acompanhar meu filho crescendo.

Hoje, entendo que sucesso, para mim, não é escolher entre família e carreira. É conseguir olhar para as duas e sentir orgulho da história que estou construindo.

Ainda tenho muitos sonhos. Quero crescer, conquistar coisas que talvez hoje ainda pareçam distantes e continuar me desafiando.

Mas, acima de tudo, quero que cada nova conquista tenha propósito. Mais do que ser conhecida pelo que faço, quero ser lembrada pela forma como faço e pelo impacto que deixei na vida das pessoas.

A trajetória da Dra. Giulia Soto revela uma profissional que encontrou na estética muito mais do que uma área de atuação: encontrou uma forma de unir conhecimento, propósito e realização pessoal. Sua busca constante por aperfeiçoamento, aliada à coragem de empreender e à experiência da maternidade, contribuiu para construir uma visão de carreira que valoriza tanto os resultados quanto o caminho percorrido para alcançá-los.

Ao defender uma Harmonização Facial que respeita a individualidade, Giulia reforça que a beleza não precisa seguir padrões para ser valorizada. Seu compromisso está em compreender cada paciente, oferecer orientações responsáveis e buscar resultados que preservem a identidade e fortaleçam a confiança.

Entre novos projetos, formação contínua e sonhos que ainda deseja realizar, a profissional segue construindo sua história com uma convicção: o verdadeiro diferencial não está em transformar pessoas em outras versões de si mesmas, mas em ajudá-las a reconhecer e valorizar a própria beleza.

Foto: @galleryclub.py

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