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Órgão regulador ordena recolhimento de lote pirata de toxina botulínica após alerta

Órgão regulador ordena recolhimento de lote pirata de toxina botulínica após alerta
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão urgente de unidades irregulares ligadas a um medicamento amplamente utilizado em procedimentos estéticos e terapêuticos. A medida regulatória visa proteger a população contra os riscos associados ao uso de substâncias que não possuem garantia de procedência ou eficácia comprovada pelos órgãos competentes.

A publicação oficial detalha que a restrição recai sobre o lote 025155 do produto comercializado sob a denominação Dysport. A determinação foi formalizada após fiscalizações e alertas emitidos pelos canais oficiais de regulação sanitária do país, que intensificam o monitoramento do mercado farmacêutico nacional.

Identificação de irregularidades e divergências no produto

A constatação da fraude ocorreu após a própria detentora do registro do neuromodulador à base de toxina botulínica, identificada como Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., relatar inconsistências graves nas unidades encontradas no mercado. A empresa apontou que o material apreendido apresenta características físicas e visuais completamente divergentes do padrão original de fabricação.

Entre as principais falhas apontadas na apuração técnica estão divergências na data de validade impressa, alterações visíveis no formato do frasco em comparação com o modelo original e a constatação de que o código de barras afixado corresponde, na verdade, a outra numeração de controle, especificamente o lote nº W26232. Houve também a identificação de falhas severas nas informações contidas no rótulo da caixa da embalagem secundária.

Proibição total de comercialização e uso clínico

Diante do potencial risco à saúde pública, a diretoria do órgão regulador estabeleceu restrições severas para toda a cadeia de distribuição do produto falsificado. As diretrizes determinam que os itens irregulares não podem ser comercializados, distribuídos a clínicas ou profissionais, nem aplicados em pacientes sob nenhuma circunstância.

Especialistas da área médica reforçam que a utilização de produtos falsificados ou adulterados pode acarretar reações adversas graves, infecções locais e falhas terapêuticas severas. Estabelecimentos de saúde e profissionais da Agência Brasil que tenham adquirido o lote citado devem suspender imediatamente o uso e notificar os órgãos de vigilância sanitária locais para o recolhimento adequado do material.

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