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ONU confirma: o limite de 1,5°C de aquecimento global já foi ultrapassado

A selective focus shot of a thermometer in the beach sand with a blurred background

Um dos marcos mais importantes da luta contra as mudanças climáticas acaba de ser rompido. Segundo o relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a meta de manter o aquecimento global abaixo de 1,5 grau Celsius em relação aos níveis pré-industriais já foi ultrapassada. O número, que parecia distante e técnico, passa a representar um limite que o planeta não conseguiu respeitar, com consequências concretas para todos.

O 1,5 grau não era uma cifra escolhida ao acaso. Esse era o teto estabelecido como ideal pelo Acordo de Paris, justamente por representar a fronteira a partir da qual os efeitos das mudanças climáticas se tornam mais graves e mais difíceis de reverter. Ultrapassá-lo significa, na prática, um mundo mais exposto a eventos extremos, como ondas de calor, secas, enchentes e tempestades mais intensas e frequentes, que afetam desde a produção de alimentos até a saúde das populações.

A notícia, porém, não significa que não há mais o que fazer. Especialistas reforçam que cada fração de grau a mais importa, e que conter o aquecimento o mais próximo possível desse limite ainda é decisivo para evitar cenários ainda piores. A diferença entre um planeta um pouco mais quente e um planeta muito mais quente continua nas mãos das decisões tomadas agora, por governos, empresas e sociedades.

Mais do que um dado alarmante, o relatório funciona como um chamado à realidade. Ele expõe a distância entre os discursos e as ações e cobra respostas concretas diante de uma crise que já não é futura, e sim presente. Para o Brasil e para o mundo, o recado é claro: o tempo de tratar o clima como problema de amanhã acabou, e o que se faz hoje definirá o tamanho da conta que as próximas gerações terão de pagar.

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