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Dr. José Neto: Deep Plane Facelift, Implantes Faciais e a Busca por Resultados Naturais

A cirurgia facial exige conhecimento anatômico aprofundado, precisão técnica e sensibilidade para compreender as particularidades de cada rosto. Para o Dr. José Neto, cirurgião bucomaxilofacial com atuação em rejuvenescimento e contorno facial, a excelência cirúrgica está na combinação entre ciência, planejamento individualizado e respeito à identidade de cada paciente.

Natural de Itapuranga, no interior de Goiás, o cirurgião construiu sua formação a partir da graduação em Odontologia, aprofundada durante a residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, em Piracicaba, São Paulo. A vivência hospitalar com traumatismos graves, fraturas complexas e deformidades craniofaciais contribuiu para desenvolver seu conhecimento da anatomia e sua precisão na abordagem das estruturas faciais.

Hoje, sua atuação tem como foco procedimentos avançados, como o Deep Plane Facelift, o Deep Necklift e os implantes faciais personalizados, voltados ao rejuvenescimento e à definição dos contornos da face. Paralelamente à prática estética, mantém projetos sociais que oferecem tratamentos cirúrgicos a pessoas em situação de vulnerabilidade, reafirmando seu compromisso com a função, a qualidade de vida e o impacto social da cirurgia.

Nesta entrevista à Pulsar Brasil, Dr. José Neto compartilha sua trajetória, explica os princípios que orientam suas técnicas e fala sobre a importância da segurança, da naturalidade e da responsabilidade social na construção de sua carreira.

Sua trajetória começou em Itapuranga, no interior de Goiás, e passou por uma formação cirúrgica ampla e desafiadora. Quais experiências foram decisivas para despertar seu interesse pela cirurgia estética facial?

Nasci e cresci em Itapuranga, no interior de Goiás, e me mudei para Goiânia para cursar Odontologia. Desde a graduação, sempre tive muito interesse pela área cirúrgica, principalmente pelos procedimentos que envolviam a anatomia e a reconstrução da face.

Posteriormente, realizei minha residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, em Piracicaba, São Paulo, onde tive uma formação predominantemente hospitalar. Durante esse período, participei do tratamento de pacientes com traumatismos faciais graves, fraturas complexas, ferimentos por arma de fogo, mordidas de animais, infecções e deformidades craniofaciais.

Foi justamente essa experiência que consolidou minha paixão pela cirurgia da face. Com o tempo, passei a me interessar cada vez mais pelas técnicas de rejuvenescimento e de aprimoramento do contorno facial. Percebi que poderia utilizar toda aquela base anatômica e cirúrgica para atuar também na cirurgia estética, que hoje é o foco da minha prática profissional.

Durante sua residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, você teve contato com casos de alta complexidade, incluindo fraturas e deformidades faciais. De que maneira essa vivência hospitalar contribuiu para o desenvolvimento da sua precisão cirúrgica e do seu conhecimento da anatomia facial?

A residência foi fundamental para a minha formação. Quando tratamos fraturas complexas, deformidades faciais e traumatismos graves, precisamos conhecer profundamente a anatomia, compreender as relações entre ossos, músculos, nervos e vasos sanguíneos e, principalmente, saber trabalhar com segurança nessas estruturas.

Em muitos casos, lidávamos com anatomias completamente alteradas pelo trauma, o que exigia planejamento, capacidade de adaptação e precisão durante os procedimentos.

Essa experiência contribuiu diretamente para minha atuação atual. No Deep Plane Facelift, por exemplo, trabalhamos em planos anatômicos profundos, próximos a estruturas nobres, como os ramos do nervo facial. O conhecimento anatômico adquirido durante a formação hospitalar é extremamente importante para compreender esses planos, realizar as liberações necessárias e conduzir a cirurgia com segurança.

Acredito que uma boa cirurgia estética começa muito antes da preocupação com a aparência. Ela começa pelo domínio da anatomia e pelo respeito aos tecidos.

O Deep Plane Facelift é uma técnica avançada de rejuvenescimento facial. Quais são seus principais diferenciais e como ela pode contribuir para resultados mais naturais, respeitando as características individuais de cada paciente?

O Deep Plane Facelift é uma técnica de rejuvenescimento que permite trabalhar não apenas a pele, mas também as estruturas profundas responsáveis pela sustentação da face.

Diferentemente de abordagens baseadas predominantemente na tração cutânea, essa técnica permite liberar determinados ligamentos de retenção e reposicionar os tecidos profundos, incluindo o sistema músculo-aponeurótico superficial, conhecido como SMAS.

Isso possibilita tratar de maneira mais abrangente a flacidez facial, a perda de definição da mandíbula, o aprofundamento dos sulcos e a queda dos tecidos da região malar.

Um dos principais objetivos é conseguir um rejuvenescimento natural, sem aquele aspecto excessivamente esticado que muitos pacientes temem. Não buscamos modificar a identidade do paciente, mas reposicionar estruturas que sofreram alterações com o envelhecimento.

Cada rosto possui características próprias, e o resultado precisa respeitar essas particularidades. Para mim, um bom facelift é aquele em que a pessoa parece mais jovem e descansada, mas continua sendo reconhecida por suas características naturais.

Além do rejuvenescimento, você atua com implantes faciais personalizados para o contorno da face. Como funciona o planejamento desses procedimentos e quais fatores são essenciais para alcançar equilíbrio e harmonia facial?

Os implantes faciais personalizados representam uma evolução importante na cirurgia de contorno facial, principalmente pela possibilidade de individualizar o tratamento conforme a anatomia de cada paciente.

O planejamento começa com uma avaliação clínica detalhada, associada a exames de imagem, especialmente a tomografia computadorizada. A partir dela, conseguimos realizar um planejamento virtual tridimensional e desenvolver implantes específicos para a estrutura óssea do paciente.

Podemos trabalhar regiões como o mento, os ângulos mandibulares e as maçãs do rosto, buscando melhorar projeção, proporção e definição facial.

Entretanto, não se trata simplesmente de aumentar determinadas regiões. Precisamos avaliar o equilíbrio entre os terços faciais, o perfil, a simetria, a espessura dos tecidos moles e as características individuais.

Um mento muito projetado ou uma mandíbula excessivamente larga, que deixa o rosto com uma aparência muito quadrada, por exemplo, podem comprometer a naturalidade e a harmonia facial. Por isso, meu objetivo é sempre buscar proporções equilibradas e um contorno facial compatível com a identidade de cada paciente.

A busca por resultados elegantes e naturais tem ganhado cada vez mais espaço na cirurgia estética. Como você equilibra as expectativas dos pacientes com as possibilidades técnicas e a segurança dos procedimentos?

Acredito que um dos momentos mais importantes de qualquer cirurgia acontece durante a consulta.

É nesse momento que precisamos compreender o que realmente incomoda o paciente, avaliar suas expectativas e explicar com clareza o que podemos alcançar com determinado procedimento.

Nem sempre aquilo que o paciente deseja é o que considero mais indicado do ponto de vista anatômico ou estético. Existem situações em que precisamos ajustar expectativas e, em alguns casos, até contraindicar uma intervenção.

Procuro sempre trabalhar com resultados naturais e proporcionais. Não acredito que a cirurgia estética deva seguir um padrão único de beleza, porque cada pessoa possui características que precisam ser preservadas.

Além disso, a segurança é uma prioridade. A indicação correta, a avaliação pré-operatória, o planejamento cirúrgico e a estrutura adequada para a realização do procedimento são fundamentais.

Meu objetivo não é simplesmente realizar uma cirurgia, mas oferecer um tratamento bem indicado, tecnicamente planejado e compatível com aquilo que é possível alcançar com segurança.

Você também realiza Deep Necklift, blefaroplastias e lifting de sobrancelhas. Como a avaliação individualizada ajuda a definir a melhor abordagem cirúrgica para cada paciente, considerando as diferentes estruturas do rosto?

Um dos pontos mais importantes da avaliação é entender que nem toda queixa estética está relacionada à flacidez e que nem todo paciente precisa de um lifting facial. Em alguns casos, o que compromete o contorno da face não é a queda dos tecidos, mas a própria estrutura óssea, como um mento pouco projetado ou uma mandíbula com pouca definição. Nessas situações, os implantes faciais personalizados podem ser uma alternativa mais adequada.

O mesmo acontece na região dos olhos. Muitas vezes, o paciente acredita que possui excesso de pele nas pálpebras superiores, quando, na verdade, parte desse aspecto está relacionada à queda das sobrancelhas, conhecida como ptose superciliar. Nesses casos, podemos indicar um lifting de sobrancelhas, também chamado de Brow Lift, isoladamente ou associado à blefaroplastia, dependendo da necessidade.

No pescoço, também precisamos avaliar diferentes estruturas. A perda de definição cervical pode estar relacionada à flacidez da pele, ao músculo platisma, ao acúmulo de gordura superficial ou profunda e até mesmo às características anatômicas das estruturas musculares mais profundas. Dependendo do caso, o Deep Necklift permite abordar essas alterações.

Por isso, considero fundamental avaliar a face como um todo, identificando a verdadeira origem de cada queixa. O planejamento individualizado permite escolher a técnica mais adequada, evitar procedimentos desnecessários e buscar resultados naturais, equilibrados e compatíveis com as características de cada paciente.

Paralelamente à cirurgia estética, você desenvolve projetos sociais que oferecem cirurgias gratuitas a pessoas de baixa renda com deformidades faciais. O que motivou essa iniciativa e qual é o impacto desse trabalho na sua visão sobre a profissão e o papel social do cirurgião?

Durante minha residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, atuei em três hospitais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foi um período muito importante não apenas para minha formação cirúrgica, mas também para meu desenvolvimento pessoal. Tive contato com pacientes de diferentes realidades sociais, muitos em situações de extrema vulnerabilidade, e essa convivência me fez desenvolver um olhar muito mais humano e uma empatia ainda maior pelas pessoas.

Ao longo desses anos, percebi que muitas pessoas convivem com deformidades faciais importantes, que comprometem não apenas a aparência, mas também funções essenciais, como a mastigação, a fala e a respiração, e que nem sempre possuem condições financeiras de realizar o tratamento necessário.

Foi a partir dessas experiências que surgiu minha motivação para desenvolver projetos sociais. Mesmo atuando atualmente na cirurgia estética facial, faço questão de continuar utilizando minha formação para ajudar pessoas que precisam de tratamentos cirúrgicos e não têm condições de custeá-los.

Entre os casos que atendemos, estão crianças com deformidades mandibulares graves e problemas nas articulações temporomandibulares, algumas delas sem conseguir abrir a boca adequadamente, com dificuldades importantes para se alimentar, quadros de desnutrição e comprometimento respiratório. São crianças que, em determinadas situações, precisam de reconstruções complexas, utilizando próteses articulares personalizadas, que conseguimos por meio de doações e parcerias. Todo o tratamento é realizado sem custos para essas famílias.

São casos que mostram o quanto a cirurgia pode transformar uma vida. Estamos falando de crianças que podem voltar a abrir a boca, se alimentar melhor e recuperar funções essenciais para seu desenvolvimento e qualidade de vida.

Acredito que o papel do cirurgião vai muito além do centro cirúrgico. Temos a oportunidade de utilizar nosso conhecimento para ajudar pessoas que, muitas vezes, não teriam acesso a tratamentos de alta complexidade.

Esses projetos têm um significado muito especial para mim, porque reforçam diariamente a importância da empatia, da responsabilidade social e do compromisso com o paciente. Mais do que realizar uma cirurgia, nosso objetivo é oferecer a essas pessoas a possibilidade de uma vida melhor.

Conciliando a prática cirúrgica com o mestrado em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial, quais são seus principais objetivos para o futuro e como pretende contribuir para a evolução da cirurgia facial no Brasil?

Atualmente, minha atuação profissional é voltada à cirurgia estética da face, especialmente ao Deep Plane Facelift, Deep Necklift e aos implantes faciais personalizados. Paralelamente, continuo investindo na formação acadêmica, com o mestrado em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial, além das especializações que já realizei em Implantodontia e Harmonização Orofacial.

Acredito que o cirurgião precisa estar em constante evolução. As técnicas mudam, novos estudos são publicados e o conhecimento anatômico e científico continua avançando.

Meus objetivos são continuar aperfeiçoando minhas técnicas, aprofundar meus conhecimentos em anatomia cirúrgica facial e contribuir para a formação de outros profissionais por meio do compartilhamento de experiências e conhecimentos.

Também pretendo ampliar minha participação em atividades científicas e no desenvolvimento de abordagens cada vez mais individualizadas, seguras e previsíveis.

Vejo a cirurgia facial brasileira com enorme potencial de crescimento. Temos profissionais extremamente capacitados, e acredito que podemos contribuir cada vez mais para a produção de conhecimento e para o desenvolvimento de técnicas na área.

Quero construir uma trajetória que una resultados cirúrgicos consistentes, atualização científica, ensino e responsabilidade com os pacientes. Mais do que ampliar o número de cirurgias realizadas, meu objetivo é evoluir continuamente na qualidade do trabalho que entrego.

A trajetória do Dr. José Neto revela como uma formação cirúrgica sólida pode abrir caminhos para uma atuação que integra rejuvenescimento, contorno facial e responsabilidade social. A experiência hospitalar contribuiu para aprofundar seu conhecimento anatômico e fortalecer uma abordagem que prioriza o planejamento, a segurança e o respeito às particularidades de cada paciente.

Na cirurgia estética, sua proposta é buscar resultados elegantes e naturais, considerando as estruturas profundas da face e as necessidades individuais. Já nos projetos sociais, o mesmo conhecimento técnico ganha outra dimensão: a possibilidade de contribuir para a recuperação de funções essenciais e para a melhoria da qualidade de vida de pessoas que enfrentam barreiras de acesso ao tratamento.

Entre o aperfeiçoamento científico, a prática cirúrgica e o compromisso social, Dr. José Neto busca construir uma trajetória em que excelência técnica e cuidado humano caminhem juntos.

Foto: @eliseuvicttor

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