Um dos nomes mais importantes da história do surfe nacional, Dadá Figueiredo morreu após ser internado para tratar uma pneumonia, aos 61 anos. O carioca alcançou notoriedade nas décadas passadas, incorporando um estilo radical que ajudou a popularizar e consolidar a modalidade no país.
A trajetória do atleta marcou gerações não apenas pelas conquistas nas ondas, mas também pela personalidade irreverente e pela forte influência na cultura urbana e esportiva.
Quando a pneumonia se torna fatal
A pneumonia é uma inflamação que atinge os pulmões e prejudica principalmente os bronquíolos, responsáveis pelo transporte de ar até os alvéolos, onde ocorrem as trocas gasosas. Esse problema normalmente tem origem infecciosa, a partir de doenças virais ou bacterianas, mas também pode ser causado por fungos ou pela exposição a agentes químicos irritantes.
Em geral, a condição é caracterizada por uma dificuldade respiratória que pode se manifestar também em outros sintomas associados à falta de oxigenação do corpo, como palpitações. No entanto, há casos silenciosos e com sintomas atípicos, que muitas vezes incluem sinais de desorientação mental, tontura e piora geral de saúde.
No caso de Dadá Figueiredo, não foram divulgadas informações sobre a origem da infecção ou quanto tempo ele enfrentava o problema de saúde. Pessoas nessa faixa etária são consideradas parte dos grupos de risco para complicações, em função de uma menor capacidade do sistema imune de lidar com agentes externos e da maior chance de comorbidades preexistentes.
A trajetória e a revolução no surfe nacional
Dadá Figueiredo se tornou um nome marcante no esporte ao trazer para as ondas uma série de manobras inspiradas no skate. Conhecido por uma postura contestadora, ele também construiu uma trajetória no universo da música punk e empreendeu em marcas voltadas aos surfistas, como a Necrose Social.
Em manifestações de condolências nas redes sociais, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro descreveu Figueiredo como uma das maiores lendas da modalidade no país. A instituição destacou que ele rompeu paradigmas, transformou a cultura esportiva carioca e nacional e inspirou gerações a surfarem com verdadeira paixão e identidade própria.