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Cobertura incompleta da vacina contra dengue afeta 3 milhões de adolescentes no Brasil

Cobertura incompleta da vacina contra dengue afeta 3 milhões de adolescentes no Brasil
© Rovena Rosa/Agência Brasil

Milhões de adolescentes que receberam a primeira aplicação do imunizante contra a dengue no país ainda precisam retornar aos postos médicos para finalizar o esquema de proteção. O alerta foi emitido durante um evento da área de saúde realizado na região sudeste, evidenciando um desafio persistente na adesão ao público jovem.

A imunização completa exige a administração de duas doses, sendo necessário aguardar o intervalo de três meses para garantir a eficácia adequada contra o vírus. Dados apresentados por autoridades sanitárias mostram que milhões de unidades distribuídas aos municípios continuam armazenadas sem aplicação, enquanto o período de maior circulação da doença se aproxima.

Esquema vacinal pendente entre os jovens

O monitoramento oficial indica que uma fatia expressiva da faixa etária elegível tomou apenas a primeira etapa da proteção. Convencer adolescentes a completarem o ciclo representa um obstáculo adicional, visto que esse grupo frequentemente demonstra menor percepção de risco em relação aos agravos da enfermidade.

Especialistas reforçam que a estratégia ideal consiste em aplicar as doses nos meses de menor incidência viral. Dessa forma, a população consegue ingressar na temporada de altas temperaturas e chuvas com o organismo devidamente preparado contra infecções graves.

Disponibilidade de doses e público-alvo

A estratégia nacional de imunização prioriza crianças e adolescentes na faixa etária determinada com base em critérios de segurança e maior probabilidade de formas graves da doença. A distribuição ocorre de forma ampla após o avanço da campanha em todo o território nacional.

Apesar de restrições na capacidade produtiva da farmacêutica responsável pelo imunizante atualmente em uso, os contratos vigentes asseguram o abastecimento regular para os próximos anos, garantindo a continuidade do atendimento aos municípios cadastrados.

Estudos sobre novas tecnologias nacionais

Enquanto a campanha principal segue com o imunizante importado, pesquisas envolvendo uma alternativa desenvolvida pelo Instituto Butantan permanecem sob análise cautelosa. A aplicação dessa tecnologia nacional foi temporariamente paralisada após a identificação de ocorrências graves em monitoramentos clínicos.

As autoridades de saúde esclarecem que a medida preventiva serve para investigar eventuais correlações temporais e assegurar a confiabilidade do produto. O objetivo é esclarecer todas as dúvidas científicas antes de retomar os planos de ampla cobertura populacional com o imunizante brasileiro.

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