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A estética que respeita a essência: Biomédica Tayná Vieira fala sobre harmonização facial natural

Em um cenário em que os excessos estéticos ainda predominam, a Biomédica Tayná Vieira segue o caminho oposto. Referência em harmonização facial natural, ela construiu sua trajetória unindo ciência, sensibilidade e propósito.

“Quando uma paciente ouve das pessoas: ‘você está linda, mas ninguém sabe o que mudou’, eu sei que fiz o trabalho da forma certa”, afirma.

Desde a infância, Tayná compreendeu que cuidar é um ato de conexão. Diagnosticada com hipotireoidismo ainda criança, conviveu com os efeitos da oscilação de peso e os impactos emocionais da busca por um corpo ideal. Foi nesse processo de autoconhecimento que percebeu que a verdadeira beleza nasce do equilíbrio e da aceitação.

Em entrevista ao Portal Pulsar Brasil, a biomédica fala sobre sua história, a escolha pela naturalidade e a importância de resgatar a essência em cada rosto que passa por suas mãos.

Como começou a sua trajetória até chegar à área da saúde e estética?

A minha trajetória começou muito antes de eu saber que seria esteta. Eu não vim de uma família rica, tudo o que conquistei foi com muito esforço, estudo e fé em algo que sempre senti dentro de mim: o desejo de transformar pessoas.

Desde criança, o autocuidado já fazia parte da minha vida, ainda que de forma ingênua.

Lembro que o meu pai sempre me pedia para limpar o rosto dele com leite de rosas, e aquele gesto simples despertava algo em mim. Era mais do que um cuidado físico, era um momento de conexão, de carinho, de poder fazer alguém se sentir melhor.

Com o tempo, enfrentei minhas próprias batalhas. Fui diagnosticada com hipotireoidismo ainda na infância, o que me fez viver intensamente o efeito sanfona e os impactos disso na autoestima.

Por muitos anos, acreditei que precisava ter o corpo de uma modelo para me sentir bonita.

Cheguei ao peso que considerava ideal, 47 kg com 1,58 m, e ainda assim não me sentia suficiente. Foi nesse ponto que comecei meu processo de autocura.
Entendi que a minha beleza não precisava seguir um padrão.

Que eu poderia ser bonita de diferentes formas. E, curiosamente, foi quando percebi que até as pessoas que eu admirava por sua aparência também tinham suas inseguranças.

Quando entrei para a estética, eu entendi que o meu propósito não seria empadronizar rostos, mas ressignificar a beleza.

Meu papel é harmonizar sem descaracterizar, rejuvenescer sem distorcer e mostrar a cada paciente que a sua beleza já basta.

Em que momento você decidiu que queria priorizar a naturalidade nos resultados?

Desde o início. Eu nunca tive uma visão diferente, nem por curiosidade, nem por influência do mercado.

Quando comecei a pós-graduação em estética, ainda antes mesmo de concluir a graduação, já tinha muito claro dentro de mim que a beleza verdadeira não precisava ser forçada para ser percebida.

Naquela época, era comum ver rostos sendo transformados por 40 ou 50 ml de preenchedores.

Lembro-me de olhar e pensar: “Mas essa pessoa não é mais ela.”

Aquilo me incomodava profundamente. Porque, para mim, a estética nunca foi sobre descaracterizar, e sim sobre valorizar.

Enquanto muitos seguiam a tendência dos ângulos marcados e traços quadrados, eu decidi trilhar outro caminho.

Comecei a estudar profundamente sobre pele, rejuvenescimento, colágeno e técnicas naturais, buscando compreender como devolver a harmonia sem apagar a essência.

Hoje, vemos os excessos sendo revistos, tanto pelo impacto estético quanto emocional. E o mais gratificante é ouvir das minhas pacientes:Todo mundo está dizendo que a minha pele está diferente, mas ninguém sabe dizer o que fiz.” Isso, para mim, é o maior elogio que posso receber.

O que pesou mais na sua escolha de não seguir a linha de procedimentos artificiais?

Tudo. Desde o início da minha carreira, eu sabia que iria seguir um caminho diferente, mas nem sempre foi fácil sustentar isso. No começo, muitas pessoas me olhavam com desconfiança.

Diziam que eu falava sobre naturalidade porque não sabia fazer diferente, ou que eu era nova demais para ter uma opinião tão firme.

Mas eu sempre soube que não era sobre saber fazer mais, e sim sobre fazer melhor, com propósito e consciência.

A minha verdade sempre foi cuidar, e não apenas corrigir.

Sempre defendi que o verdadeiro segredo está em preservar a saúde da pele, começar cedo, cuidar com constância e evitar que o rosto precise ser reconstruído no futuro por excesso de intervenções.

Mesmo quando a tendência do mercado era o exagero, eu continuava estudando profundamente, traduzindo artigos e buscando compreender cada processo anatômico e detalhe do rejuvenescimento natural.

Claro que houve momentos de dúvida. Mas, com o tempo, o que me pesava se transformou em certeza: o futuro da estética é natural, consciente e sustentável.

Além da harmonização facial, você também atua em outras áreas? Quais e como elas se conectam ao seu propósito profissional?

Sim. Além da harmonização facial, atuo fortemente no rejuvenescimento, no tratamento de acne e melasma e na harmonização corporal.

A acne, em especial, é uma das minhas grandes paixões. É um processo de transformação que vai muito além da pele, é sobre devolver à pessoa a confiança que ela havia perdido.

Outra área que amo é o glúteo. Costumo dizer que é o meu xodó dentro da estética corporal, porque ali consigo unir técnica e arte para entregar um resultado natural e harmônico.

Na Concept Clinic Sérénique, oferecemos tratamentos completos, do fio de cabelo à ponta dos pés.

Além da prática clínica, também sou fundadora do Instituto Sérénique, voltado para a formação de profissionais e o desenvolvimento da nova geração da estética.

E recentemente lancei o Elevate, meu primeiro grande evento voltado à capacitação profissional. O propósito é transformar a mentalidade dos profissionais da estética, tirar o foco do injetor técnico e formar o injetor empresário.

Qual foi a reação mais marcante de uma paciente ao ver o resultado?

Esse caso eu nunca vou esquecer. Ela chegou até mim contando algo que me marcou profundamente. Disse:“Questionei o meu chefe sobre o motivo de não ser promovida, já que entrego mais resultados do que muitos colegas.”

E completou, emocionada: “A resposta dele foi dura. Ele disse que eu era uma profissional excelente, mas que nunca conseguiria me colocar de frente com os figurões, porque tenho uma carinha de menininha e não passo credibilidade suficiente.”

Foi então que ela me procurou e disse: Tayna, eu não quero mudar quem eu sou, mas quero que as pessoas enxerguem em mim a mulher forte e capaz que eu sei que sou.”

Fizemos pequenos ajustes, sutis, apenas o suficiente para tirar aquele ar juvenil e entregar uma expressão mais confiante. O resultado foi extraordinário, e ela acabou sendo promovida duas vezes.

Mas o que mais me marcou foi a ligação que recebi dela, emocionada:
Tayna, você mudou a minha vida. Hoje eu me vejo e acredito no que sempre fui capaz.”

O que a motivou a também atuar na docência?

Durante a faculdade, eu sempre fui apaixonada por Química e Virologia, eram as matérias em que eu mais me destacava.

Percebi que as pessoas me pediam ajuda para entender os conteúdos e que eu explicava de forma leve.

Na estética, à docência surgiu naturalmente. Uma colega me pediu orientação sobre um caso de Botox e, após a explicação, perguntou se eu daria um curso.
Foi ali que descobri o quanto amo ensinar. Ensinar me dá vida.

E o mais bonito é que isso se reflete no meu atendimento clínico, porque eu ensino as minhas pacientes também.

Eu não apenas aplico, eu explico.

Quero que elas entendam o porquê de cada escolha, o que aquele procedimento faz no organismo e como vai transformar a pele.

A docência, para mim, é uma extensão do meu propósito.

Como você busca transmitir para os novos profissionais essa filosofia de naturalidade?

O primeiro passo é a conscientização. Antes de ensinar qualquer técnica, faço questão de mostrar todo o processo de envelhecimento da pele, de forma profunda e científica.

Explico cada detalhe, desde o impacto do colágeno até as mudanças estruturais.
Não imponho minha visão, provo cientificamente.

É incrível ver quando os alunos, por conta própria, dizem:“Nossa, então aquele volume exagerado que vemos por aí não é tão benéfico assim.”

Esse é o momento em que percebo que a consciência começou a ser despertada.
Durante as práticas, é gratificante ver a transformação no olhar deles quando percebem que um resultado natural é mais bonito, mais duradouro e mais ético.

Transmito minha filosofia não por imposição, mas por consciência e exemplo real.

Como você enxerga o futuro da harmonização facial e quais metas ainda deseja conquistar?

O futuro, para mim, está muito claro.

Nos grandes congressos internacionais, como o AMWC de Mônaco, percebemos que o mercado está caminhando para o rejuvenescimento real, e não para o preenchimento excessivo.

A ciência está direcionando seus esforços para restaurar, e não apenas corrigir.
Estamos entrando em uma era em que os protocolos serão mais inteligentes, integrativos e personalizados.

Acredito que o novo luxo da estética é o cuidado completo, tecnologia, ciência e alma.

A minha grande meta é expandir a Sérénique, mas não no formato tradicional de franquia. Quero levar essa filosofia para outros estados, com poucas unidades, cada uma traduzindo o conceito de experiência e consciência estética.

Mais do que abrir clínicas, quero expandir o Instituto Sérénique e os projetos educacionais, formando profissionais com propósito.

“Quero ser lembrada como a profissional que naturalizou a estética, que uniu ciência, técnica, sensibilidade e propósito para criar uma forma de harmonização que respeita a essência.” Conclui TaynáVieira.

Instagram: @drataynavieira
Clínica: Concept Clinic Sérénique — Salvador/BA

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