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Especialistas, contudo, alertam para a necessidade de cautela na interpretação desses dados. O estudo foi observacional e não estabeleceu uma relação definitiva de causa e efeito. Além disso, a própria condição de base dos pacientes, como o diabetes, já é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de neuropatias ópticas, o que dificulta o isolamento da variável medicamentosa.
Sociedades médicas brasileiras, incluindo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), posicionaram-se de forma cautelosa. As entidades enfatizam que o risco absoluto é considerado muito baixo e que os benefícios do tratamento, quando bem indicado, superam os riscos potenciais. A interrupção do uso não é recomendada para pacientes assintomáticos sem orientação médica direta.
A recomendação atual é a manutenção do tratamento para quem não apresenta sintomas, aliada à realização de exames periódicos de retina. Caso o paciente perceba qualquer perda súbita de visão, a orientação é buscar avaliação oftalmológica imediata e suspender o uso do fármaco até que o quadro seja esclarecido por profissionais de saúde.
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