Uma quinzena na UTI, um mês no hospital e anos de dedicação marcaram a trajetória de recuperação de uma grave lesão medular. O cineasta, escritor e carnavalesco Estêvão Ciavatta Pantoja detalha agora essa jornada de superação em uma nova produção audiovisual e em uma publicação autobiográfica.
Quase duas décadas após o incidente que mudou sua rotina, o artista revisita o passado para narrar os desafios físicos e emocionais enfrentados desde o diagnóstico inicial. A história ganha as telas e as páginas para mostrar a evolução de um quadro que inicialmente apontava para a imobilidade permanente.
O acidente e o atendimento de urgência
O episódio ocorreu durante um passeio a cavalo, quando uma queda brusca lesionou as vértebras do pescoço. O socorro exigiu cuidados rigorosos para evitar o agravamento do quadro, visto que movimentações incorretas podem comprometer ainda mais a medula espinhal.
Após ser encaminhado para uma unidade hospitalar, o paciente passou por intervenção cirúrgica imediata para estabilizar a coluna. O período pós-operatório exigiu adaptação intensa, transformando o ambiente doméstico em um espaço de cuidados contínuos e sessões diárias de fisioterapia.
A evolução nos anos de reabilitação
A recuperação gradual foi favorecida pela combinação de atendimento especializado e determinação pessoal. Especialistas acompanharam a reabilitação que permitiu ao sistema nervoso reorganizar funções e recuperar movimentos que pareciam perdidos.
Em avaliações médicas posteriores, profissionais constataram uma expressiva recuperação da mobilidade. Essa trajetória é o tema central da obra No Passo da Cobra, que detalha os altos e baixos desse processo de reestruturação física e mental.
Retomada das atividades e novas produções
Com os avanços obtidos no tratamento, o artista retomou atividades cotidianas e desafios físicos antes impensáveis, como a prática de esportes e a escalada de formações rochosas na cidade do Rio de Janeiro. A experiência consolidou uma nova perspectiva de vida baseada no respeito ao próprio ritmo.
O documentário homônimo estreou em circuitos de cinema e expandiu seu alcance para plataformas digitais de transmissão. Paralelamente, o lançamento da autobiografia pela editora Record amplia o relato sobre a adaptação à condição de pessoa com deficiência.