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Com a chegada do inverno, a necessidade da vacinação de gestantes contra a bronquiolite tornou-se prioridade de saúde pública

Campanha nacional segue com o objetivo de imunizar pelo menos 2 milhões de mulheres

Com a chegada do inverno e a consequente queda das temperaturas, a necessidade de incentivar as gestantes a se vacinarem contra a bronquiolite tornou-se uma prioridade de saúde pública.
O alerta é fundamentado por dados alarmantes: em 2025, os casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês tiveram um aumento de 52%. Este vírus é o principal agente causador de doenças respiratórias graves, sendo responsável por 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos.
Embora o Ministério da Saúde tenha celebrado a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas gratuitamente na primeira quinzena de maio, a campanha nacional segue com o objetivo de imunizar pelo menos 2 milhões de mulheres, atingindo a meta de 80% de cobertura do público-alvo. (Estima-se que o Brasil tem atualmente cerca de 2,4 a 2,5 milhões de gestante por ano – estimativas usadas pelo Ministério da Saúde e pelo IBGE com base no número de nascidos vivos registrados no país).
A vacinação pelo SUS é uma estratégia de imunização passiva. Ao receber a dose única, recomendada oficialmente pelo governo brasileiro a partir da 28ª semana de gestação, a mãe transfere anticorpos para o feto através da placenta. Esse processo garante que o bebê já nasça protegido contra formas graves de VSR durante os seus primeiros seis meses de vida, fase em que os pulmões ainda estão em desenvolvimento e o risco de internação é maior.
Além do impacto clínico, a vacinação na rede pública evita a sobrecarga nos hospitais e garante mais qualidade de vida.
O imunizante é seguro, eficaz e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, estando disponível em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país.

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