PUBLICIDADE

Dr. Thiago Freitas: Cirurgia Facial, Rinoplastia e a Busca pela Harmonia entre Estética e Função

A cirurgia facial exige conhecimento anatômico, precisão técnica e sensibilidade para compreender as expectativas de cada paciente. Para o Dr. Thiago Freitas, cirurgião com atuação em Otorrinolaringologia, cirurgia facial e rinoplastia, essa combinação representa a essência de uma prática médica que busca aliar harmonia estética, funcionalidade e respeito à individualidade.

Sua trajetória começou no interior da Bahia, onde nasceu o sonho de cursar Medicina. Com dedicação aos estudos, conquistou uma vaga na Universidade Federal do Pará, mudou-se para outro estado e iniciou uma jornada de formação que o levaria à residência em Otorrinolaringologia, em Recife, e posteriormente à especialização em Cirurgia Plástica da Face, em Uberlândia, Minas Gerais.

Ao longo desse percurso, encontrou na rinoplastia uma área de profunda identificação profissional, motivado pela possibilidade de unir o cuidado com a função respiratória à busca por resultados estéticos naturais. Essa experiência também ampliou seu interesse por outras cirurgias faciais e contribuiu para a criação do Instituto Rinoface, projeto que reflete sua visão médica e empreendedora.

Nesta entrevista à Pulsar Brasil, Dr. Thiago compartilha os desafios de sua formação, a importância do relacionamento com os pacientes, os planos para sua atuação profissional e o desejo de contribuir para o desenvolvimento da cirurgia facial no Brasil.

Sua trajetória começou no interior da Bahia, com o sonho de cursar Medicina, que se concretizou após sua aprovação na Universidade Federal do Pará. Como essa experiência, longe de casa e diante de tantos desafios, contribuiu para a construção do médico e do profissional que você é hoje?

Sair de casa ainda muito jovem para morar em outra cidade, em outro estado, e mergulhar em uma cultura diferente poderia parecer assustador. Mas, além do apoio constante da minha família, encontrei um ambiente que tornou essa experiência muito mais natural do que eu imaginava.

Entrei em uma turma extremamente diversa, com pessoas de várias regiões do Brasil. Eu era mais uma peça que se encaixou perfeitamente naquele grupo multirregional. Assim como eu, praticamente metade da turma vinha de outros estados, e não foi difícil criar laços com aqueles colegas. Construímos relações sólidas, que se tornaram verdadeiros vínculos familiares.

Estar inserido naquele ambiente tornou os seis anos de graduação mais leves e me permitiu concentrar minhas energias no que realmente importava naquele momento: os estudos e a formação médica. Olhando para trás, vejo que essa experiência também contribuiu para ampliar minha visão de mundo e minha capacidade de me adaptar a diferentes realidades, características que considero importantes tanto na vida pessoal quanto na prática da Medicina.

Após a graduação, você se mudou para Recife, onde realizou a residência em Otorrinolaringologia. Quais foram os principais aprendizados desse período e por que essa etapa foi tão decisiva para direcionar sua carreira à cirurgia facial?

Costumo dizer que, de certa forma, foi a Otorrinolaringologia que me escolheu. Durante a graduação, tive contato com diferentes especialidades médicas, especialmente no internato, e percebi que queria seguir uma área cirúrgica. Entre as possibilidades que mais despertaram meu interesse estavam a Ortopedia, a Ginecologia e a Otorrinolaringologia.

Embora já tivesse tido experiências importantes nas duas primeiras, senti que precisava conhecer melhor a Otorrinolaringologia antes de tomar uma decisão. Por isso, escolhi fazer meu rodízio opcional nessa especialidade e passei dois meses acompanhando de perto a rotina dos otorrinolaringologistas. Foi nesse período que me apaixonei pela área.

Entrei na residência já com um interesse muito direcionado à cirurgia. A Otorrinolaringologia é uma especialidade bastante ampla, com diferentes campos de atuação, mas meu interesse cirúrgico sempre foi muito forte.

A residência foi fundamental para consolidar essa escolha e me proporcionar uma base sólida. Mais do que definir minha especialidade, ela me permitiu descobrir, progressivamente, dentro da própria Otorrinolaringologia, a área com a qual eu mais me identificava: a rinologia e, posteriormente, a cirurgia plástica da face.

A rinoplastia se tornou o grande foco da sua atuação e uma das marcas da sua trajetória profissional. O que despertou seu interesse especial pela cirurgia do nariz e quais são os principais desafios para alcançar resultados naturais, funcionais e harmônicos?

Desde o primeiro ano da residência, ficou muito claro para mim que havia uma afinidade especial com a rinologia e a cirurgia nasal. Enquanto a Otorrinolaringologia oferece diferentes caminhos, como a cirurgia do ouvido, a laringologia e a Medicina do Sono, entre outros, eu mergulhei de cabeça no estudo das doenças e dos procedimentos relacionados ao nariz.

Durante a formação, tive uma excelente mentora que despertou ainda mais minha curiosidade pela rinoplastia estética e pela cirurgia facial. Foi uma influência importante, mas meu contato com essa área específica ainda era limitado. E foi justamente essa limitação que acabou se transformando em motivação.

Eu me sentia muito bem preparado para tratar as doenças nasais e realizar os procedimentos funcionais da especialidade, mas queria ir além. Queria me tornar um profissional mais completo, capaz de cuidar também das questões estéticas do nariz e de oferecer aos meus pacientes um tratamento mais abrangente.

Minha busca pela rinoplastia nasceu, em parte, da percepção de que ainda havia muito a aprender. Essa inquietação me levou a procurar mais conhecimento e formação depois da residência.

Acredito que um dos grandes desafios da rinoplastia seja justamente conciliar estética e função sem perder de vista a individualidade de cada paciente. Não se trata de reproduzir um determinado formato de nariz, mas de compreender as características anatômicas e faciais de cada pessoa para buscar um resultado natural, harmônico e funcional. É uma cirurgia que exige estudo contínuo, precisão técnica e muita capacidade de planejamento.

Para aprofundar seus conhecimentos, você realizou uma pós-graduação em Cirurgia Plástica da Face, em Minas Gerais. Como essa formação ampliou sua visão cirúrgica e contribuiu para o desenvolvimento da sua técnica e da sua segurança nos procedimentos?

Apesar de já ter adquirido uma experiência importante durante os três anos de residência em Otorrinolaringologia, minha passagem por Uberlândia foi, sem dúvida, um divisor de águas na minha formação como cirurgião facial.

A intensidade do aprendizado ao longo daquele ano foi extraordinária. Além de dedicar muito mais tempo à rinoplastia e à cirurgia plástica da face, tive a oportunidade de estar inserido em um ambiente acadêmico muito especial. Meus mentores mantinham relações próximas, tanto acadêmicas quanto pessoais, com alguns dos maiores nomes da rinoplastia mundial. Isso proporcionava um intercâmbio de conhecimento muito rico e uma proximidade com técnicas, discussões e inovações que estavam na vanguarda da especialidade.

Eu estava em um ambiente no qual o conhecimento científico e a experiência cirúrgica caminhavam juntos. Como residente daquela equipe, pude acompanhar de perto essa dinâmica, aprofundar minha compreensão das diferentes técnicas e desenvolver uma visão muito mais ampla da rinoplastia.

Foi uma experiência que transformou minha maneira de enxergar a cirurgia nasal. Mais do que aprender novos procedimentos, passei a compreender melhor os fundamentos por trás das decisões cirúrgicas, a importância do planejamento e as diferentes possibilidades para abordar cada caso.

Essa formação teve um impacto decisivo na construção do cirurgião que sou hoje e reforçou minha convicção de que, na cirurgia facial, a busca por conhecimento nunca termina.

Sua atuação é reconhecida não apenas pelo trabalho técnico, mas também pela empatia e pelo relacionamento com os pacientes. Como você equilibra a precisão cirúrgica com o acolhimento e a compreensão das expectativas de cada pessoa que busca uma rinoplastia?

Acredito que uma boa rinoplastia começa muito antes da cirurgia, na consulta. É nesse momento que precisamos compreender não apenas o que incomoda o paciente, mas também o que ele espera alcançar e quais são suas motivações.

Cada pessoa chega com uma história, uma percepção da própria imagem e expectativas particulares. Por isso, considero fundamental estabelecer uma relação de confiança, ouvir com atenção e explicar de maneira clara o que é possível fazer, quais são as limitações e quais resultados podem ser realisticamente esperados.

Ao mesmo tempo, é importante ter responsabilidade para orientar o paciente quando suas expectativas não são compatíveis com as possibilidades da cirurgia. O acolhimento não significa concordar com tudo, mas saber escutar, orientar e tomar decisões com ética.

A precisão técnica é indispensável, mas ela precisa estar associada à compreensão de que estamos cuidando de pessoas, não apenas modificando estruturas anatômicas. Para mim, o melhor resultado é aquele que respeita a individualidade do paciente, atende a indicações bem estabelecidas e busca aliar harmonia estética, função e segurança.

A criação do Instituto Rinoface representa uma etapa importante da sua trajetória empreendedora. Como surgiu o projeto e quais foram os principais desafios para consolidar uma estrutura voltada à rinoplastia e a outras cirurgias faciais em um dos principais polos médicos de Recife?

A criação do Instituto Rinoface surgiu de uma percepção muito clara, compartilhada por mim e pelo meu sócio: para alcançar os objetivos que tínhamos para nossa atuação profissional, precisávamos construir uma marca própria e desenvolver uma estrutura alinhada à nossa visão de futuro.

Eu trabalhava em uma grande instituição, onde tive oportunidades importantes de crescimento e reconhecimento. No entanto, percebi que, apesar dos aspectos positivos daquela experiência, o modelo de atuação não correspondia integralmente ao caminho que eu desejava seguir.

Decidi, então, buscar novos horizontes e construir algo que tivesse uma identidade própria, diretamente conectada à minha trajetória profissional, mas que também pudesse crescer como uma marca independente e especializada.

O objetivo era criar uma estrutura voltada à rinoplastia e à cirurgia facial, capaz de oferecer uma experiência mais organizada e personalizada aos pacientes. Queríamos ter maior autonomia para aprimorar processos, reduzir entraves burocráticos e tornar a relação entre médico e paciente mais direta e eficiente.

Empreender na Medicina exige conciliar a excelência assistencial com a gestão do negócio. Não basta ter uma boa técnica cirúrgica: é preciso desenvolver uma estrutura que funcione, uma equipe alinhada e processos que permitam oferecer um atendimento consistente.

O Rinoface nasceu dessa combinação entre ambição profissional e visão empreendedora. Mais do que um espaço de atendimento, representa a possibilidade de construir um projeto com identidade própria e de desenvolver, de maneira estruturada, tudo aquilo em que acredito para a cirurgia facial.

Além da rinoplastia, você vem ampliando sua atuação para outras cirurgias faciais. Como você enxerga essa expansão e de que maneira o estudo contínuo e a atualização científica contribuem para oferecer tratamentos cada vez mais completos aos pacientes?

Enxergo essa expansão como uma evolução natural da minha trajetória na cirurgia facial. A rinoplastia continua sendo um eixo central da minha atuação, mas o aprofundamento no conhecimento da face como um todo amplia nossa capacidade de avaliar cada paciente de maneira mais completa.

A harmonia facial não depende de uma estrutura isolada. Por isso, conhecer diferentes procedimentos permite compreender melhor as relações entre as estruturas da face, identificar necessidades específicas e propor tratamentos individualizados, sempre respeitando as indicações e os limites de cada intervenção.

Essa ampliação da atuação precisa vir acompanhada de estudo contínuo, treinamento e atualização científica. A Medicina está em constante evolução, e considero fundamental avaliar criticamente novas técnicas, acompanhar a literatura e buscar formação com profissionais experientes.

Meu propósito é desenvolver uma atuação cada vez mais abrangente em cirurgia facial, sem perder a profundidade técnica e a dedicação que construí na rinoplastia. Não se trata simplesmente de realizar mais procedimentos, mas de ampliar conhecimentos para oferecer soluções adequadas a cada paciente.

Olhando para sua trajetória, desde o sonho de estudar Medicina no interior da Bahia até a consolidação do Instituto Rinoface, quais são seus próximos objetivos profissionais e que legado deseja construir na cirurgia facial brasileira?

Quando olho para os próximos cinco a dez anos, vejo dois grandes objetivos profissionais. O primeiro é continuar expandindo minha atuação como cirurgião facial, consolidando meu trabalho em rinoplastia e desenvolvendo minha atuação no lifting facial, uma área na qual já venho investindo em formação e que representa um novo passo na minha carreira.

O segundo objetivo é participar mais ativamente da vida institucional da nossa especialidade, contribuindo para as discussões e decisões que influenciam o futuro da cirurgia facial no Brasil.

Historicamente, os otorrinolaringologistas conquistaram espaço na rinoplastia demonstrando sua capacidade técnica e a importância de uma formação que integra a anatomia nasal, a função respiratória e a estética. O nariz não pode ser compreendido apenas pela sua aparência externa. A estrutura interna e a externa estão intimamente relacionadas, e uma cirurgia bem planejada precisa considerar ambas.

Esse conhecimento, associado ao aprofundamento técnico e à experiência cirúrgica, permitiu que muitos otorrinolaringologistas ampliassem sua atuação para outras áreas da cirurgia facial. Entretanto, ainda existe um desafio de reconhecimento institucional dessa atuação.

Por isso, considero importante fortalecer nossa participação nas sociedades médicas e trabalhar pelo reconhecimento da Cirurgia Plástica Facial como uma área de atuação formalmente estabelecida no âmbito do Conselho Federal de Medicina. Acredito que esse avanço contribuiria para dar maior clareza à formação, fortalecer a identidade da área e ampliar o diálogo institucional entre as especialidades envolvidas.

Meu objetivo é continuar crescendo como cirurgião, desenvolver o Instituto Rinoface e contribuir para que a cirurgia facial brasileira avance tanto na qualidade técnica quanto no reconhecimento de seus profissionais. Quero fazer parte desse processo de evolução, ajudando a construir um cenário no qual a formação, a competência e a qualificação sejam cada vez mais valorizadas.

A trajetória do Dr. Thiago Freitas revela como curiosidade científica, dedicação à formação e capacidade de reconhecer novas possibilidades podem direcionar uma carreira médica. Do interior da Bahia à consolidação do Instituto Rinoface, sua caminhada foi marcada pela busca constante por conhecimento e pelo aprofundamento em uma área que combina função, estética e precisão cirúrgica.

Na rinoplastia, sua visão parte do entendimento de que cada nariz precisa ser avaliado em conjunto com a estrutura facial e a função respiratória. Essa perspectiva também orienta sua expansão para outras cirurgias faciais, sempre com atenção ao planejamento, à individualidade e à segurança do paciente.

Ao olhar para o futuro, o médico busca ampliar sua atuação e contribuir para o desenvolvimento institucional da cirurgia facial no país. Seu propósito é construir uma trajetória em que excelência técnica, responsabilidade e evolução científica permaneçam como fundamentos de cada etapa.

Foto: @julianaa_videomaker

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.

PUBLICIDADE