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Dra. Bárbara Merlo: Precisão, Conhecimento e Cuidado com a Visão em Todas as Fases da Vida

A Oftalmologia reúne conhecimento técnico, tecnologia e sensibilidade para cuidar de um dos sentidos mais importantes para a qualidade de vida: a visão. Para a Dra. Bárbara Merlo, oftalmologista com formação em instituições de referência, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP), a escolha pela especialidade nasceu do interesse pela saúde e pelo desejo de transformar a vida das pessoas por meio da Medicina.

Com atuação em Oftalmologia clínica e cirúrgica, atendimento de adultos e crianças, além de especialização em Oftalmopediatria e Estrabismo, a médica dedica-se à avaliação individualizada de cada paciente, valorizando o diagnóstico precoce e a definição de condutas adequadas às necessidades de cada caso. Sua trajetória também é marcada por experiências internacionais, incluindo vivências acadêmicas na Columbia University, em Nova York, e cursos no Massachusetts Eye and Ear, ligado à Harvard Medical School, que ampliaram suas referências e contribuíram para o aprimoramento de sua prática.

Além da assistência médica, Bárbara mantém um olhar atento à inovação e ao empreendedorismo na saúde, desenvolvendo projetos e investindo na construção de um espaço de atendimento que prioriza o acolhimento, a confiança e a qualidade do cuidado. Entre a precisão dos procedimentos e a atenção dedicada a cada história, sua filosofia profissional reforça uma convicção essencial: cuidar da visão é também preservar possibilidades, favorecer o desenvolvimento e contribuir para um futuro com mais qualidade de vida.

Nesta entrevista à Revista Pulsar Brasil, a Dra. Bárbara Merlo compartilha os caminhos que marcaram sua formação, a importância do cuidado oftalmológico desde a infância, os desafios relacionados ao estrabismo e sua visão sobre o futuro da especialidade.

Dra. Bárbara, olhando para o início da sua trajetória, o que despertou em você o desejo de seguir a Medicina e, posteriormente, escolher a Oftalmologia como especialidade?

Desde cedo, sempre tive interesse pela área da saúde e pelo cuidado com as pessoas, e a escolha pela Medicina aconteceu de forma muito natural para mim. Durante a faculdade, eu costumava aproveitar minhas férias para fazer estágios extracurriculares e conhecer diferentes áreas. Em uma dessas experiências, fiz um estágio em Oftalmologia e me encantei pela especialidade.

A Oftalmologia reúne precisão, tecnologia e raciocínio, além de ser uma especialidade cirúrgica, que permite transformar de forma muito concreta a qualidade de vida dos pacientes. Foi uma área com a qual me identifiquei desde o primeiro contato e tive certeza de que era o caminho que queria seguir.

Sua formação inclui Residência em Oftalmologia pela UFRJ e especialização em Oftalmopediatria e Estrabismo pelo HC-USP. Como essas experiências contribuíram para a profissional que você se tornou?

Minha trajetória foi construída em etapas muito importantes. A residência em Oftalmologia na UFRJ foi um período de muita intensidade, aprendizado e amadurecimento, em que construí minha base como oftalmologista e tive contato com diferentes áreas da especialidade.

Depois, no HC-USP, escolhi me aprofundar em Oftalmopediatria e Estrabismo, áreas pelas quais já tinha grande interesse e que acabaram se tornando uma parte muito especial da minha atuação. Foi também uma fase em que passei a valorizar ainda mais a importância do diagnóstico precoce e do cuidado com a visão desde a infância.

Essas experiências foram fundamentais para definir não só a oftalmologista que sou hoje, mas também a forma como escolhi exercer a Medicina.

A Oftalmopediatria envolve não apenas o cuidado com a visão, mas também um olhar atento para o desenvolvimento da criança. Quais são os principais sinais que pais e responsáveis devem observar e que indicam a necessidade de uma avaliação oftalmológica?

Alguns sinais merecem atenção, como a criança apertar ou fechar um dos olhos, aproximar muito os objetos, apresentar dificuldade para enxergar de longe, dores de cabeça frequentes, lacrimejamento excessivo ou sensibilidade à luz. O desvio dos olhos, mesmo que ocasional, também deve ser investigado.

Mas nem toda alteração visual é percebida pelos pais. Por isso, mesmo uma criança que aparentemente enxerga bem pode apresentar algum problema. A avaliação oftalmológica é fundamental para identificar essas alterações precocemente, já que a visão está diretamente relacionada ao desenvolvimento e ao aprendizado.

O Estrabismo ainda é cercado por dúvidas e, muitas vezes, tratado apenas como uma questão estética. Qual é a importância do diagnóstico e do tratamento adequado, especialmente durante a infância?

O estrabismo vai muito além de uma questão estética e pode ter consequências importantes para a visão. Na infância, quando os olhos não estão alinhados, o cérebro pode passar a ignorar a imagem de um deles, levando à ambliopia, conhecida como “olho preguiçoso”. Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para preservar e desenvolver a visão da criança.

Nos adultos, o estrabismo também merece atenção e pode estar associado à visão dupla, a chamada diplopia, além de impactar a qualidade de vida. Por isso, é importante investigar a causa do desalinhamento e avaliar individualmente cada caso para definir o tratamento mais adequado.

Você também buscou experiências internacionais, incluindo um observership na Columbia University, em Nova York, e cursos no Massachusetts Eye and Ear, ligado à Harvard Medical School. O que essas vivências acrescentaram à sua prática médica e à sua visão sobre a Oftalmologia?

Minha experiência na Columbia University foi muito especial e é uma lembrança que guardo com muito carinho até hoje. Tive a oportunidade de acompanhar profissionais incríveis, observar de perto diferentes formas de conduzir os pacientes e vivenciar uma realidade médica diferente da que eu conhecia no Brasil. Foi um período de muito aprendizado, que ampliou minha visão sobre a Oftalmologia e trouxe novas referências para a minha prática, as quais utilizo até hoje.

Também fiz cursos no Massachusetts Eye and Ear, ligado à Harvard Medical School, que contribuíram para aprimorar meus conhecimentos em diferentes áreas da Oftalmologia e ampliar ainda mais minha formação.

Sua atuação reúne atendimento clínico e cirúrgico, incluindo cirurgias de estrabismo e procedimentos refrativos. Como você avalia cada paciente de forma individual para definir a melhor estratégia de tratamento?

Acredito que cada paciente precisa ser avaliado de forma individual. Procuro entender não apenas os exames, mas também as queixas, necessidades e expectativas de cada pessoa.

A partir de uma avaliação completa, definimos a melhor estratégia, que pode ser clínica ou cirúrgica. Quando há indicação de cirurgia, explico com clareza as possibilidades, benefícios, limitações e expectativas.

Meu objetivo é oferecer uma conduta personalizada, baseada em conhecimento técnico e em uma relação de confiança.

Além da Medicina, você também encontrou no empreendedorismo uma forma de desenvolver novos projetos e construir seu próprio consultório. Como conciliar a prática médica com esse olhar para gestão, inovação e desenvolvimento de negócios na área da saúde?

A partir da minha prática médica no dia a dia, percebi algumas necessidades que ainda são carentes de soluções, e isso despertou em mim a vontade de desenvolver alternativas. Hoje, estou trabalhando em um projeto relacionado a um protótipo oftalmológico. Ainda está em uma fase inicial, em construção, mas espero poder trazer novidades mais adiante.

A construção do meu próprio consultório também foi um passo muito importante na minha trajetória, pensado para oferecer uma estrutura completa e uma experiência de cuidado cada vez melhor aos meus pacientes.

Para finalizar, você afirma que “cuidar da visão é investir no futuro”. O que essa frase representa para você e qual legado deseja construir por meio da Medicina e da relação com seus pacientes?

Para mim, cuidar da visão é investir no futuro porque enxergar bem impacta diretamente a forma como vivemos, aprendemos, trabalhamos e nos relacionamos com o mundo.

Isso ganha ainda mais importância na infância, quando a visão está em desenvolvimento. Um diagnóstico e tratamento no momento certo podem mudar toda a trajetória visual de uma vida toda.

Quero construir um legado baseado em conhecimento, dedicação e cuidado individualizado, fazendo com que meus pacientes se sintam acolhidos e seguros. Mais do que tratar doenças, quero contribuir para que tenham mais qualidade de vida.

A trajetória da Dra. Bárbara Merlo evidencia como a formação contínua, a experiência clínica e o compromisso com cada paciente podem caminhar juntos na construção de uma Medicina mais atenta às necessidades individuais. Ao unir conhecimento especializado, atuação clínica e cirúrgica e interesse pela inovação, a oftalmologista reafirma a importância de olhar para a visão de maneira integral, considerando seu impacto no desenvolvimento, na autonomia e no bem-estar.

Sua mensagem é clara: a saúde ocular merece atenção em todas as fases da vida, e o cuidado oportuno pode fazer diferença no presente e no futuro de cada paciente.

 

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