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Dra. Camille Grecchi: Frontoplastia, Precisão Cirúrgica e Cuidado Individualizado

A cirurgia estética da face vai além das transformações físicas. Envolve conhecimento anatômico, planejamento cuidadoso e, sobretudo, a compreensão das expectativas e particularidades de cada paciente. Para a Dra. Camille Grecchi, cirurgiã bucomaxilofacial com atuação em cirurgias estéticas da face, essa visão começa na escuta e se fortalece por meio da formação contínua e do compromisso com a segurança.

Sua trajetória na cirurgia teve início antes mesmo da faculdade, quando trabalhou como instrumentadora cirúrgica. A convivência com profissionais da área despertou sua vocação e a motivou a seguir carreira na Cirurgia Bucomaxilofacial. Formada há cinco anos e com residência concluída há dois, a médica segue aprofundando seus conhecimentos em Cirurgia Estética da Face, ampliando sua experiência e buscando aperfeiçoamento constante.

Entre as áreas que despertaram seu interesse está a frontoplastia com avanço capilar, procedimento que pode reduzir a altura da testa em pacientes selecionadas. Ao conhecer mulheres que conviviam há anos com esse incômodo, muitas vezes escondendo a região com o cabelo, Camille percebeu a importância de ampliar o acesso à informação sobre as possibilidades cirúrgicas, sempre com avaliação individualizada e expectativas realistas.

Nesta entrevista à Pulsar Brasil, a Dra. Camille Grecchi compartilha sua trajetória, explica os aspectos envolvidos na frontoplastia e fala sobre a importância de aliar precisão técnica, transparência e acolhimento em cada etapa do atendimento.

Como a experiência como instrumentadora despertou sua vocação?

Eu sempre fui apaixonada pela área da saúde, e minha história com a cirurgia começou antes mesmo da faculdade, quando trabalhei como instrumentadora cirúrgica. Nesse período, conheci um cirurgião que me inspirou e despertou em mim a vontade de também seguir esse caminho. Conviver com o ambiente cirúrgico me permitiu conhecer de perto a responsabilidade, o cuidado e a dedicação envolvidos em cada procedimento. Foi nessa vivência que a vontade de me tornar cirurgiã ganhou força e me levou a buscar a formação em Cirurgia Bucomaxilofacial.

Como tem sido sua jornada de formação contínua?

Sou formada há cinco anos, concluí minha residência em Cirurgia Bucomaxilofacial há dois e atualmente sigo aprofundando meus conhecimentos em Cirurgia Estética da Face. É uma jornada exigente, mas que faz sentido para mim. Trabalhar com a face exige conhecimento anatômico, precisão e sensibilidade para compreender as particularidades de cada pessoa. Vejo a atualização como parte da responsabilidade que assumo com quem confia em meu trabalho. Estudar continuamente também significa aprimorar o olhar para indicar uma cirurgia, reconhecer seus limites e planejar cada caso com mais segurança.

O que despertou seu interesse pela frontoplastia?

O que mais me chamou a atenção foi perceber como esse incômodo podia estar presente em situações simples do dia a dia. Conheci mulheres que evitavam prender o cabelo, entrar na piscina ou tirar uma foto por se sentirem desconfortáveis com o tamanho da testa. Muitas conviviam com isso havia anos e usavam a franja como uma forma de se esconder. Ouvir essas histórias me motivou a aprofundar meus conhecimentos em frontoplastia. Muitas dessas mulheres nem sabiam que existia uma possibilidade cirúrgica para avaliar aquela queixa.

Como funciona a cirurgia e quem pode ser candidata?

A frontoplastia com avanço capilar reduz a altura da testa por meio do reposicionamento definitivo da linha do cabelo. O couro cabeludo é avançado, e o excesso de pele da região é retirado, buscando uma proporção adequada às características de cada rosto.

A indicação depende de uma avaliação individual. Observo a mobilidade do couro cabeludo, a posição e a densidade da linha capilar, a presença de queda de cabelo, as proporções faciais e as condições gerais de saúde. A elasticidade é um dos fatores que ajudam a determinar quanto é possível avançar com segurança; por isso, não existe uma medida que sirva para todas as pacientes. Em alguns casos, também pode ser avaliada uma intervenção para o lixamento ósseo, mas isso não é necessário para todas.

Como você individualiza a avaliação e alinha expectativas?

Minha avaliação começa pela escuta. Quero entender o que incomoda aquela paciente, há quanto tempo ela se sente assim e o que espera da cirurgia. Cada mulher chega com uma história, e considero importante acolher essa história sem minimizar o que ela sente.

Depois, relaciono suas expectativas ao que a avaliação anatômica permite. Explico as possibilidades, os limites e a presença da cicatriz, além das etapas de recuperação. Meu objetivo é que ela tome uma decisão consciente e compreenda o que podemos buscar no seu caso. Para mim, um atendimento humano envolve carinho e empatia, mas também transparência para dizer quando uma expectativa não pode ser atendida com segurança.

Quais cuidados estão envolvidos e como você orienta sobre a recuperação?

Os cuidados começam antes da cirurgia, com a avaliação da saúde, dos medicamentos em uso, dos exames necessários e do planejamento junto à equipe anestésica. Durante o procedimento, o respeito à anatomia, o cuidado com os folículos capilares e a distribuição da tensão no fechamento são pontos importantes.

No pós-operatório, oriento sobre higiene, proteção da região operada, restrições temporárias e acompanhamento.

Uma mensagem que sempre reforço é a importância da paciência: a mudança na altura da testa pode ser percebida cedo, mas a cicatriz e os tecidos continuam evoluindo ao longo dos meses.

O que as pacientes ensinaram sobre cirurgia, autoestima e qualidade de vida?

Essas experiências me ensinaram a nunca diminuir um incômodo só porque, para outra pessoa, ele pode parecer pequeno. Às vezes, uma característica física faz parte de uma insegurança que aquela mulher carrega há muitos anos.

Uma das coisas que mais me realiza é receber o carinho das pacientes e ouvir o que mudou na maneira como elas se sentem. Poder prender o cabelo com mais tranquilidade ou se sentir à vontade em uma foto pode ter um significado enorme para alguém. Ao mesmo tempo, entendo que a autoestima é construída por muitos fatores. A cirurgia pode contribuir, quando bem indicada, mas cada pessoa precisa ser acolhida para além da aparência.

Quais são seus próximos objetivos e o legado que deseja construir?

Quero continuar aprofundando minha formação em frontoplastia e nas cirurgias estéticas da face, aperfeiçoando minha técnica e mantendo o cuidado individualizado como parte essencial do meu trabalho. Também quero contribuir para que mais pessoas tenham acesso a informações claras sobre os procedimentos e possam fazer escolhas conscientes.

O legado que desejo construir é o de uma profissional que une conhecimento, responsabilidade e humanidade. Quero que minhas pacientes se lembrem de terem sido ouvidas, respeitadas e cuidadas em todas as etapas. Para mim, crescer profissionalmente faz sentido quando consigo preservar essa proximidade e o compromisso com cada pessoa que confia em mim.

Um olhar que une técnica e humanidade

A trajetória da Dra. Camille Grecchi revela uma profissional que encontrou na cirurgia não apenas uma área de atuação, mas também uma oportunidade de unir conhecimento, precisão e cuidado individualizado. Seu interesse pela frontoplastia nasceu da escuta de mulheres que conviviam com um incômodo persistente e que, muitas vezes, desconheciam as possibilidades de avaliação e tratamento.

Ao destacar a importância do planejamento, da indicação criteriosa e de expectativas realistas, a médica reforça que cada procedimento exige uma análise particular, respeitando a anatomia e as necessidades de cada paciente. Sua visão também evidencia que o cuidado não termina na cirurgia: ele envolve orientação, acompanhamento e atenção à experiência de cada mulher durante todo o processo.

Com o compromisso de continuar se aperfeiçoando e ampliar o acesso à informação, Camille Grecchi busca construir uma trajetória pautada pela responsabilidade e pela proximidade com suas pacientes. Uma atuação que valoriza não apenas os aspectos técnicos da cirurgia estética da face, mas também a importância de ouvir, acolher e respeitar cada história.

Foto: @kaco.fotografo

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