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Dra. Carine Mendes: Rejuvenescimento Facial, Naturalidade e Precisão em Cada Detalhe

O rejuvenescimento facial exige muito mais do que a escolha de procedimentos estéticos. Envolve compreender as transformações que ocorrem ao longo do envelhecimento, avaliar as estruturas da face e identificar as abordagens mais adequadas para cada paciente. Para a Dra. Carine Mendes, cirurgiã-dentista com 12 anos de trajetória na Odontologia e quase nove anos de atuação em Harmonização Orofacial, a excelência está na combinação entre conhecimento anatômico, planejamento individualizado e respeito à identidade de cada pessoa.

Sua experiência clínica despertou o interesse por abordagens capazes de tratar alterações estruturais que nem sempre podem ser resolvidas apenas com procedimentos minimamente invasivos. Esse caminho a levou a aprofundar seus conhecimentos em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e a ampliar sua atuação nas Cirurgias Estéticas da Face, construindo uma visão integrada do rejuvenescimento.

Com uma filosofia de trabalho que valoriza a naturalidade, a precisão técnica e a responsabilidade nas indicações, a Dra. Carine defende que cada tratamento deve ser planejado a partir das necessidades reais do paciente, sem excessos ou descaracterização dos traços individuais. Para ela, saber quando intervir e quando preservar também faz parte do cuidado.

Nesta entrevista à Pulsar Brasil, a profissional compartilha sua trajetória, aborda a importância da integração entre cirurgia e Harmonização Orofacial e explica como a anatomia, a ciência e a escuta contribuem para resultados equilibrados e individualizados.

Como a sua trajetória na Odontologia e na Harmonização Orofacial contribuiu para a sua atuação atual com Cirurgias Estéticas da Face?

Minha trajetória foi construída de forma muito progressiva. Estou na Odontologia há 12 anos e, há quase nove, atuo com Harmonização Orofacial, área na qual me especializei e que foi fundamental para desenvolver um olhar muito criterioso sobre proporções, envelhecimento e individualidade facial.

Com o passar dos anos e a experiência clínica, comecei a perceber que existiam situações em que os procedimentos minimamente invasivos já não eram suficientes para tratar determinadas alterações estruturais. Isso despertou em mim a necessidade de aprofundar ainda mais meu conhecimento e ampliar as possibilidades de tratamento.

A Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e minha atuação nas Cirurgias Estéticas da Face surgem dentro desse processo de evolução. Elas me permitiram aprofundar o conhecimento anatômico, técnico e científico e compreender a face em diferentes planos e estruturas.

Hoje, consigo unir esses conhecimentos dentro de um mesmo raciocínio: entender quando harmonizar, quando reestruturar cirurgicamente e, principalmente, quando associar as duas abordagens. Não vejo essa evolução como uma mudança de caminho, mas como uma ampliação daquilo que sempre busquei oferecer aos meus pacientes: tratamentos cada vez mais completos, individualizados e naturais.

Quando falamos em rejuvenescimento facial, como identificar o momento em que procedimentos minimamente invasivos deixam de ser suficientes e a cirurgia passa a ser uma indicação mais adequada?

Essa decisão começa por um diagnóstico correto. O envelhecimento facial acontece em diferentes camadas e envolve alterações de pele, gordura, ligamentos, musculatura e estrutura óssea. Por isso, não podemos tratar todas as queixas da mesma maneira.

Procedimentos minimamente invasivos são excelentes quando bem indicados, principalmente para reposição de volume, estímulo de colágeno, melhora da qualidade da pele e refinamento de determinadas regiões. Mas, quando existe uma flacidez mais importante, excesso de pele ou uma alteração estrutural que exige reposicionamento dos tecidos, insistir apenas em procedimentos injetáveis pode não entregar o resultado desejado e, em alguns casos, até comprometer a naturalidade.

É nesse momento que a cirurgia passa a ser uma alternativa mais coerente. O mais importante não é escolher entre procedimento ou cirurgia pela preferência do profissional ou do paciente, mas compreender qual abordagem realmente trata a causa daquela queixa.

Para mim, uma boa indicação é tão importante quanto uma boa execução.

De que forma a combinação entre cirurgia da face e Harmonização Orofacial pode proporcionar resultados mais naturais e equilibrados?

Eu gosto muito de enxergar a Harmonização Orofacial como um refinamento quando associada à cirurgia.

A cirurgia tem a capacidade de atuar em alterações que os procedimentos minimamente invasivos não conseguem corrigir adequadamente, como excesso de pele, flacidez e necessidade de reposicionamento de determinados tecidos. Já a harmonização nos permite trabalhar detalhes, proporções, perdas de volume e outros pontos específicos que contribuem para o equilíbrio global da face.

Quando existe uma indicação correta, essas abordagens não competem entre si; elas se complementam.

O objetivo não é realizar o maior número de procedimentos, mas utilizar cada recurso exatamente onde ele é necessário. É justamente essa combinação criteriosa que permite buscar um rejuvenescimento mais completo sem criar uma aparência artificial ou descaracterizada.

Quais são os principais sinais do envelhecimento facial que você observa durante uma avaliação e como eles influenciam a definição de uma estratégia personalizada para cada paciente?

Eu procuro avaliar a face como um conjunto, e não apenas a região que trouxe o paciente ao consultório.

Observo qualidade e flacidez da pele, distribuição e perda dos compartimentos de gordura, alterações de sustentação, estrutura óssea, região periocular, terço médio da face, contorno mandibular, região cervical, além da dinâmica muscular e das proporções faciais.

Mas existe outro ponto muito importante: pessoas da mesma idade não envelhecem da mesma forma. Anatomia, genética, hábitos, qualidade da pele e até tratamentos realizados anteriormente interferem nessa evolução.

Por isso, a idade isoladamente não define a indicação. Duas pacientes de 45 anos, por exemplo, podem precisar de estratégias completamente diferentes.

Meu planejamento nasce dessa leitura individual. Primeiro, compreendo quais estruturas estão realmente envolvidas na queixa; depois, defino quais recursos fazem sentido. Personalizar, para mim, não significa apenas escolher técnicas diferentes, mas saber estabelecer prioridades e respeitar o momento de cada paciente.

Você defende que rejuvenescimento não significa transformar o rosto. Como preservar a identidade e as características individuais do paciente durante um tratamento?

Esse é um dos princípios mais importantes do meu trabalho.

Quando um paciente procura um tratamento de rejuvenescimento, meu objetivo não é construir uma nova face. É compreender quais mudanças aconteceram ao longo do processo de envelhecimento e intervir de maneira estratégica, preservando características que fazem aquela pessoa ser reconhecida como ela mesma.

Naturalidade não significa ausência de resultado. Pelo contrário: acredito que os resultados mais sofisticados são aqueles em que existe uma melhora perceptível, mas ela permanece coerente com a anatomia, as proporções e a identidade do paciente.

Para isso, é preciso ter critério. Nem toda assimetria precisa ser corrigida, nem todo volume perdido precisa ser completamente reposto e nem tudo aquilo que tecnicamente podemos fazer necessariamente devemos fazer.

Existe muita beleza na individualidade. Meu papel é preservar isso enquanto trato aquilo que realmente incomoda e envelhece aquela face.

Até que ponto a anatomia e o conhecimento científico são fundamentais para alcançar resultados elegantes e seguros em procedimentos faciais?

São a base de tudo.

A face possui uma anatomia extremamente complexa, com estruturas vasculares, nervosas, musculares e diferentes planos teciduais que precisam ser profundamente compreendidos. Quanto mais avançamos tecnicamente, maior deve ser a nossa responsabilidade sobre esse conhecimento.

A minha trajetória na Harmonização Orofacial, somada à formação em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e à atuação nas Cirurgias Estéticas da Face, ampliou muito a maneira como enxergo e compreendo a anatomia facial.

Mas conhecimento técnico não é algo que se conclui. A ciência evolui, as técnicas evoluem e nós, como profissionais, precisamos acompanhar esse movimento de forma responsável.

Segurança e resultado caminham juntos. Para mim, buscar excelência significa estudar continuamente, compreender profundamente aquilo que estou fazendo e nunca banalizar a responsabilidade de intervir na face de alguém.

Você destaca a importância de saber dizer “não” quando um procedimento não é necessário. Como essa responsabilidade influencia a relação de confiança entre profissional e paciente?

Acredito que saber dizer “não” também é uma forma de cuidar.

Existe uma responsabilidade muito grande quando alguém nos confia o próprio rosto. Nem sempre aquilo que o paciente deseja naquele momento é o que tecnicamente considero mais adequado, e uma relação de confiança precisa permitir essa conversa com transparência.

Procuro entender as expectativas, explicar possibilidades e limitações e alinhar o que realmente pode ser alcançado. Se acredito que determinado procedimento não tem indicação, que o momento não é adequado ou que aquela expectativa não é compatível com o que consigo entregar de maneira responsável, prefiro não realizá-lo.

Talvez essa não seja sempre a resposta que o paciente gostaria de ouvir, mas acredito que seja uma das atitudes que mais fortalecem uma relação profissional no longo prazo.

Meu compromisso não é simplesmente realizar um procedimento. É cuidar de quem me procura com a mesma responsabilidade com que eu gostaria de ser cuidada.

Olhando para os próximos anos, quais são seus planos para ampliar essa abordagem integrada entre Cirurgias Estéticas da Face e Harmonização Orofacial?

Quero consolidar cada vez mais essa integração como parte central da minha atuação.

Acredito muito em uma abordagem de rejuvenescimento que não seja limitada a uma técnica específica, mas construída a partir de um diagnóstico completo. Quero continuar aprofundando minha atuação nas Cirurgias Estéticas da Face e, ao mesmo tempo, preservar toda a experiência que construí ao longo de quase nove anos na Harmonização Orofacial.

Vejo o futuro do meu trabalho justamente nessa união: cirurgia quando houver indicação de reestruturação e reposicionamento; harmonização como ferramenta de tratamento e refinamento; tecnologias e protocolos para qualidade da pele e estímulo de colágeno, cada recurso ocupando o seu lugar dentro de um planejamento individualizado.

E pretendo continuar investindo intensamente em formação e conhecimento científico. Sou muito dedicada à minha profissão e acredito que, quando um paciente escolhe estar sob os meus cuidados, tenho a responsabilidade de continuar evoluindo para oferecer a ele o meu melhor.

Existe também um propósito pessoal muito forte por trás dessa trajetória. Tenho um carinho genuíno pelos meus pacientes e faço questão de manter um atendimento próximo e humanizado, independentemente do quanto minha atuação cresça. Sou profundamente grata a Deus pelo dom que Ele me concedeu e pela possibilidade de exercer uma profissão que amo.

Meu projeto para os próximos anos é crescer sem perder essa essência: unir ciência, técnica, naturalidade e cuidado para oferecer uma visão cada vez mais completa do rejuvenescimento facial.

A trajetória da Dra. Carine Mendes reflete uma busca constante por conhecimento e por abordagens cada vez mais individualizadas no rejuvenescimento facial. Ao integrar sua experiência em Harmonização Orofacial ao aprofundamento em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e às Cirurgias Estéticas da Face, a profissional amplia seu olhar sobre o envelhecimento e as possibilidades de tratamento, sempre considerando as particularidades de cada paciente.

Sua filosofia de trabalho reforça que resultados naturais dependem não apenas de domínio técnico, mas também de diagnóstico criterioso, planejamento e responsabilidade nas indicações. Saber quando intervir, quais recursos utilizar e quando preservar as características individuais faz parte de uma prática que valoriza a identidade e a segurança.

Com planos de continuar investindo em formação e consolidar uma abordagem integrada, a Dra. Carine Mendes mantém como propósito oferecer um cuidado que une conhecimento, precisão e proximidade. Uma visão de rejuvenescimento em que a elegância não está em transformar quem a pessoa é, mas em respeitar sua individualidade e buscar resultados coerentes com sua própria beleza.

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