A construção de uma carreira sólida na Medicina exige dedicação, disciplina e a disposição de nunca parar de aprender. Para a Dra. Layse Xavier, médica pós-graduada em Dermatologia, a busca pela excelência começou ainda nos primeiros anos de formação e ganhou novos caminhos a partir de escolhas que exigiram coragem, renúncias e muito comprometimento. Após se formar aos 24 anos, ela deixou Minas Gerais para aprofundar seus conhecimentos em Dermatologia em São Paulo, onde teve contato com referências da área e ampliou sua visão por meio de experiências internacionais na França e na Coreia do Sul.
Com uma trajetória marcada pela atualização profissional, pelo interesse em novas tecnologias e pelo compromisso com a segurança dos pacientes, a médica também encontrou na educação uma forma de ampliar seu impacto na profissão. Hoje, além da atuação clínica, dedica-se à formação de outros médicos por meio de cursos e mentorias, compartilhando não apenas técnicas, mas também o raciocínio clínico e a responsabilidade que devem acompanhar cada decisão. Em uma nova fase profissional, com atuação em Goiânia e vínculos mantidos em São Paulo, a Dra. Layse Xavier segue construindo uma história que une conhecimento, inovação e propósito.
Nesta entrevista à Pulsar Brasil, ela fala sobre os desafios de sua formação, as experiências que transformaram sua prática médica, a importância da educação continuada e os sonhos que pretende realizar na área da Dermatologia.

Sua trajetória na Medicina foi marcada pela busca constante por conhecimento. Você se formou aos 24 anos e, pouco depois, decidiu sair de Minas Gerais para aprofundar seus conhecimentos em Dermatologia em São Paulo. O que motivou essa decisão e quais foram os maiores desafios desse período?
Sempre acreditei que o conhecimento é uma das ferramentas mais poderosas de transformação. Desde muito cedo, eu sabia que queria construir uma carreira sólida na Medicina e que, para isso, precisaria sair da minha zona de conforto.
Sair de Minas Gerais e me mudar para São Paulo foi uma decisão motivada pelo desejo de estar próxima de grandes referências médicas, ter acesso a novas tecnologias e buscar uma formação de excelência na área.
Os maiores desafios foram, sem dúvida, a distância da família, a adaptação a uma cidade completamente diferente e a necessidade de conciliar uma rotina intensa de trabalho e estudos. Foi um período de muitos sacrifícios, mas também de amadurecimento. Aprendi que crescer profissionalmente exige coragem para fazer escolhas difíceis e disciplina para permanecer fiel aos nossos objetivos.
Durante sua formação, você conciliou estudos com plantões no SAMU e em UTI, trabalhando à noite para investir na própria qualificação. Como essas experiências contribuíram para a médica que você é hoje?
Minha experiência no SAMU e na UTI foi fundamental para a construção da minha identidade médica. Trabalhar em situações de urgência e com pacientes críticos me ensinou a tomar decisões com responsabilidade, desenvolver raciocínio clínico rápido e compreender a importância de conhecer profundamente a Medicina antes de qualquer atuação específica.
Durante muito tempo, trabalhei em plantões noturnos para conseguir investir na minha formação. Muitas vezes, saía de uma noite inteira de trabalho diretamente para as aulas e atividades de aperfeiçoamento.
Foi uma fase exigente, mas que me ensinou muito sobre resiliência, disciplina e propósito. Hoje, mesmo atuando na área da Dermatologia Estética, carrego comigo essa base clínica. Acredito que, antes de sermos profissionais que realizam procedimentos, precisamos ser médicos capazes de avaliar, prevenir, reconhecer e conduzir possíveis complicações com segurança.

Você teve a oportunidade de aprender com grandes referências da Dermatologia em São Paulo, além de participar de congressos na França e na Coreia do Sul. Como essas experiências internacionais influenciam sua prática clínica e sua visão sobre o futuro da Dermatologia?
Ter contato com referências da Dermatologia, tanto no Brasil quanto internacionalmente, ampliou profundamente minha visão sobre a área.
As experiências na França e na Coreia do Sul me permitiram conhecer diferentes abordagens, tecnologias e tendências que estão transformando a Dermatologia Estética mundial.
A Coreia do Sul, especialmente, chama atenção pela inovação tecnológica e pela valorização de tratamentos que buscam melhorar a qualidade da pele, estimular processos regenerativos e preservar a naturalidade.
Essas experiências reforçaram algo em que acredito muito: o futuro da Dermatologia não está apenas em transformar características físicas, mas em compreender o envelhecimento de maneira global, respeitando a anatomia, a individualidade e a saúde de cada paciente.
Procuro trazer esse olhar para minha prática clínica, sempre diferenciando tendências promissoras de tratamentos que realmente apresentam evidências científicas de eficácia e segurança.
A busca pela excelência exige atualização constante. Na sua visão, qual é a importância de unir conhecimento científico, inovação tecnológica e segurança na escolha dos tratamentos dermatológicos?
Acredito que a verdadeira excelência médica acontece quando conseguimos unir três pilares fundamentais: conhecimento científico, domínio técnico e responsabilidade com a segurança do paciente.
A Dermatologia Estética evolui rapidamente, com novas tecnologias, produtos e protocolos surgindo constantemente. Entretanto, inovação não significa necessariamente superioridade.
É fundamental compreender a anatomia, a fisiologia da pele, os mecanismos de ação dos tratamentos e, principalmente, as evidências científicas que sustentam cada indicação.
Na minha prática, procuro individualizar os tratamentos e compreender o envelhecimento como um processo multifatorial. Mais importante do que oferecer o procedimento mais recente é saber identificar o que cada paciente realmente precisa, respeitando suas características e expectativas.
Para mim, resultados estéticos de excelência são aqueles que preservam a identidade, valorizam a naturalidade e são construídos com segurança.

Depois de anos investindo na própria formação, você passou a compartilhar seus conhecimentos por meio de cursos e mentorias para outros médicos. Em que momento percebeu que estava preparada para assumir também esse papel de mentora, e o que mais a motiva na docência?
A docência surgiu como uma consequência natural da minha trajetória. Depois de tantos anos dedicados ao estudo, à prática clínica e ao aperfeiçoamento técnico, comecei a perceber que poderia contribuir também para a formação de outros profissionais.
Mais do que ensinar a executar procedimentos, senti vontade de compartilhar o raciocínio clínico que existe por trás de cada decisão médica.
Foi assim que comecei a desenvolver minha metodologia de ensino, que busca facilitar a compreensão da anatomia, das proporções faciais, dos volumes e dos vetores de tratamento.
O que mais me motiva é acompanhar a evolução dos alunos. Ver um médico desenvolver autonomia, compreender melhor suas decisões e adquirir segurança para conduzir seus atendimentos é extremamente gratificante.
Acredito que o conhecimento só alcança seu verdadeiro potencial quando é compartilhado com responsabilidade.
Ao ensinar outros profissionais, sua responsabilidade com o conhecimento ganha uma nova dimensão, já que esse aprendizado também impacta os pacientes atendidos por eles. Como você estrutura suas mentorias para desenvolver não apenas habilidades técnicas, mas também segurança clínica e responsabilidade médica?
Minhas mentorias são estruturadas para desenvolver muito mais do que habilidades manuais. Meu principal objetivo é ensinar o aluno a pensar clinicamente. Trabalhamos conceitos fundamentais de anatomia, proporções, planejamento facial, volumes, vetores de aplicação e identificação de áreas de risco.
A metodologia combina fundamentação teórica com uma experiência prática intensiva, utilizando pacientes-modelo e acompanhamento próximo durante os procedimentos.
Sempre reforço que o profissional precisa compreender não apenas onde e como realizar uma aplicação, mas principalmente por que indicar determinado tratamento, quando não realizá-lo e como reconhecer e conduzir possíveis intercorrências.
Para mim, formar médicos mais seguros significa contribuir diretamente para uma prática em Medicina Estética mais responsável. Esse é um compromisso que levo muito a sério, porque sei que o conhecimento transmitido em sala de aula continuará impactando muitos outros pacientes.

Após construir uma trajetória importante em São Paulo, você decidiu expandir sua atuação para Goiânia, mantendo também vínculos profissionais na capital paulista. O que motivou essa mudança e quais são suas expectativas para essa nova fase da carreira?
Depois de construir uma parte tão importante da minha história profissional em São Paulo, decidi iniciar um novo capítulo e expandir minha atuação para Goiânia.
Essa mudança também esteve relacionada a uma nova fase da minha vida pessoal, mas, profissionalmente, enxerguei uma oportunidade de crescimento, de construir novas conexões e de levar toda a experiência e o conhecimento adquiridos ao longo dos anos para uma nova cidade.
São Paulo continua sendo uma parte fundamental da minha trajetória. É onde mantenho vínculos profissionais, acompanho pacientes e desenvolvo projetos de ensino e mentorias médicas.
Minha intenção é continuar presente nas duas cidades, conciliando os atendimentos, a educação médica e minha busca constante por atualização científica.
Vejo Goiânia como um novo capítulo, repleto de oportunidades, no qual desejo consolidar minha atuação, ampliar meus projetos e continuar oferecendo uma prática médica baseada em conhecimento, segurança e excelência.
Vejo essa fase como a oportunidade de unir toda a experiência que construí até aqui com novos desafios e possibilidades.
Olhando para sua trajetória, desde os primeiros anos de formação até a atuação na área da Dermatologia e como mentora, quais são os próximos sonhos que deseja realizar e que legado gostaria de deixar para a Medicina e para os profissionais que aprendem com você?
Tenho muitos sonhos e acredito que essa vontade de continuar aprendendo é uma das maiores forças que impulsionam minha carreira.
Entre meus próximos objetivos estão aprofundar minha atuação na pesquisa científica, desenvolver publicações na área de Dermatologia Estética e Regenerativa e ampliar minha formação acadêmica e internacional.
Também sonho em levar meus projetos educacionais para outros países, participar de congressos como palestrante e contribuir para a formação de médicos que valorizem o conhecimento científico tanto quanto a habilidade técnica.
Mas, acima de qualquer conquista profissional, gostaria de construir um legado baseado na ética, na responsabilidade e na transformação por meio da educação.
Quero que os profissionais que passam pelas minhas mentorias compreendam que excelência não significa apenas dominar uma técnica, mas desenvolver pensamento crítico, respeitar a individualidade dos pacientes e reconhecer que a Medicina exige aprendizado contínuo.
Se eu conseguir inspirar outros médicos a estudarem mais, questionarem mais e exercerem uma Medicina cada vez mais segura e consciente, sentirei que minha trajetória teve um propósito que vai muito além das minhas próprias realizações.

Da dedicação aos estudos nos primeiros anos da carreira à atuação como médica pós-graduada em Dermatologia e mentora, a trajetória da Dra. Layse Xavier revela uma profissional que compreende a excelência médica como um processo contínuo, construído por meio do conhecimento, da experiência e da responsabilidade. Sua visão sobre a Dermatologia Estética reforça a importância de aliar inovação e evidências científicas, respeitando a individualidade de cada paciente e priorizando resultados naturais e seguros.
Ao compartilhar sua experiência com outros médicos, ela amplia o alcance de seu trabalho e contribui para uma formação profissional mais consciente, na qual o domínio técnico caminha lado a lado com o pensamento crítico e a ética. Com novos projetos, planos de aprofundamento acadêmico e o desejo de expandir sua atuação educacional para outros países, a Dra. Layse Xavier olha para o futuro com a mesma determinação que marcou o início de sua jornada. Uma história que evidencia que o verdadeiro crescimento na Medicina vai além das conquistas individuais: está também na capacidade de transformar conhecimento em cuidado e de inspirar outros profissionais a seguirem esse mesmo caminho.
CRM SP 224645
Foto: Higor Lima