O estresse crônico é um dos principais males do século XXI e tem sido apontado por cientistas como um dos maiores aceleradores do envelhecimento. Quando o corpo é exposto continuamente a situações de tensão, o hormônio cortisol permanece em níveis elevados, o que interfere no metabolismo, na imunidade e até na regeneração celular.
“O estresse constante estimula o sistema nervoso a funcionar em modo de alerta permanente, o que prejudica a memória, aumenta a pressão arterial e acelera a degeneração neuronal”, explica o neurologista Dr. Daniel Moura, do Hospital Sírio-Libanês.
Pesquisas da Universidade de Stanford mostram que o cortisol em excesso reduz o tamanho do hipocampo região do cérebro ligada à memória e à concentração. Práticas como meditação, exercícios físicos, sono de qualidade e respiração consciente podem diminuir em até 30% os marcadores de envelhecimento cerebral. “Controlar o estresse é cuidar da saúde mental, mas também da biologia do envelhecimento”, reforça o especialista.


