Quatro décadas de história não se celebram apenas com troféus, fotos antigas e depoimentos emocionados. Celebram-se com propósito, permanência e legado. Em 2025, o JHC — Jundiaí Handebol Clube — completa 40 anos mantendo viva a essência que o fundou: formar pessoas através do esporte. O resultado? Gerações transformadas, escolas conectadas ao esporte, atletas que atravessaram fronteiras e uma cidade que aprendeu a pulsar handebol.

Desde a sua criação, o clube fincou raízes em escolas, comunidades e centros esportivos. Foi ali, entre quadras simples e sonhos grandes, que nasceu um movimento que foi além da técnica: um projeto de educação, disciplina e desenvolvimento humano. “O esporte ensina antes mesmo de vencer. Ele prepara, educa, fortalece e, principalmente, dá sentido para quem acredita que o futuro pode ser construído com esforço e propósito”, diz Rita de Cássia Orsi, ex-atleta, líder do clube e hoje Secretária do Esporte de Jundiaí.

Referência estadual e nacional, o JHC coleciona participações em competições importantes, títulos expressivos e revelações que hoje integram equipes no Brasil e no exterior. Muitas atletas tornaram-se técnicas, treinadoras de goleiras e profissionais reconhecidas internacionalmente. Outras seguiram para a Europa, onde o handebol tem valorização cultural e estrutura profissional ainda maiores — mas reforçando sempre a origem: Jundiaí.
“O handebol me ensinou a ter coragem, responsabilidade e disciplina. Não foi apenas um esporte, foi a minha escola de vida. Levo o nome de Jundiaí com orgulho por onde passo”, afirma uma ex-atleta formada no JHC, hoje jogadora profissional na Alemanha.
Rita de Cássia Orsi, mentora desse legado, tem uma trajetória marcada por conquistas históricas: participação em Olimpíadas, títulos Pan-Americanos e Mundial com a seleção feminina. A liderança dela vai além da técnica. “Vitórias e derrotas fazem parte. Mas o que realmente fica é a certeza de que o esporte forma caráter, cria oportunidades e muda trajetórias. Quando alguém encontra um caminho dentro do handebol, toda a sociedade ganha”, afirma.

O JHC sempre se sustentou entre esforços públicos e privados, buscando apoio e parcerias para manter viva a proposta de democratizar o esporte como ferramenta social. Uma luta constante, mas necessária. “Investir em esporte não é gasto, é inteligência. O esporte é parte da educação, é proteção, é saúde e é futuro”, defende Rita.
No Brasil, o handebol é o esporte mais praticado nas escolas, prova de sua força popular e formativa. Em Jundiaí, ele se tornou símbolo de identidade e movimento social. O coração bate mais forte, a quadra vira palco de possibilidades.

Porque o esporte deixa marcas. Marca quem joga, quem torce, quem acompanha e quem acredita que, dentro de uma linha de sete metros, cabe o sonho de uma vida inteira.
Mais do que comemorar 40 anos, o JHC celebra a certeza de que valeu a pena — e de que ainda há muito para construir.
“Ter um legado deixado é a certeza de que, na vida, tudo valeu a pena.”
Colunista: Maria Claudia Vieira


