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Micropigmentação: o que mudou na técnica, na regulação e no que o cliente espera encontrar

A micropigmentação deixou de ser um nicho para se tornar um dos serviços mais procurados no mercado de beleza. Design de sobrancelhas, lips blush, micropigmentação de couro cabeludo e efeito fio a fio fazem parte de uma oferta que cresceu de forma acelerada nos últimos anos, acompanhada por uma expansão igualmente acelerada de profissionais no setor. O resultado é um mercado maduro em demanda e ainda heterogêneo em qualidade.

A técnica evoluiu de forma significativa. O efeito fio a fio, que simula os pelos naturais da sobrancelha com precisão milimétrica, substituiu em grande parte a micropigmentação compacta que marcou gerações anteriores com resultados densos e artificiais. A nanopigmentação trouxe maior suavidade e naturalidade ao traço. Pigmentos de nova geração oferecem maior estabilidade de cor e menor tendência ao acinzamento com o tempo, que era uma das queixas mais frequentes de clientes de procedimentos mais antigos.

A regulamentação do setor, no entanto, ainda apresenta lacunas. A micropigmentação é uma técnica que perfura a pele e introduz pigmento na derme, o que a coloca em uma zona de atenção sanitária que nem sempre é tratada com o rigor adequado. Esterilização de materiais, descarte correto de resíduos perfurocortantes, uso de pigmentos registrados e condições adequadas de biossegurança são exigências que existem na regulação e que ainda não são universalmente cumpridas em todos os espaços onde o serviço é oferecido.

Para o cliente, o processo de escolha do profissional exige mais do que avaliar portfólio. Exige verificar o espaço de atendimento, questionar sobre os produtos utilizados e entender o que acontece em caso de reação ou resultado insatisfatório. Micropigmentação bem feita dura anos. Micropigmentação mal feita também.

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