PUBLICIDADE

“Não existe uma fórmula de beleza que possa ser reproduzida em todos”, afirma Dra. Giovana Cambuí

Por Priscilla Ávila, jornalista e editora-chefe

Há uma pergunta que costuma anteceder qualquer procedimento na rotina de Giovana Cambuí: quem é a pessoa sentada à sua frente. Médica dedicada à estética, ela construiu uma prática que recusa fórmulas prontas e desconfia da ideia de padrão. Para ela, o rosto não é um projeto a ser corrigido, mas uma identidade a ser compreendida e preservada.

Formada por experiências entre o Brasil e a Bolívia e aprofundada pelo Fellow em Beleza Funcional, sua abordagem parte de uma escuta atenta e de uma avaliação que considera história, rotina, proporção e saúde antes de qualquer intervenção. É desse olhar que nasce também a Maison GIORÉ, projeto que reúne medicina, estética e bem-estar em um mesmo espaço e que traduz aquilo que ela vem construindo ao longo da carreira.

Na entrevista a seguir, Giovana Cambuí fala sobre o que a aproximou da Medicina Estética, sobre a maternidade como divisor em sua percepção de tempo e presença, e sobre o legado que pretende deixar: o de uma estética mais consciente, individualizada e humana.

O que despertou em você a paixão pela Medicina Estética e em que momento percebeu que essa seria uma área importante da sua trajetória?

Minha paixão pela Medicina Estética nasceu quando percebi que ela poderia ir muito além de uma transformação externa. Comecei a enxergar o quanto pequenas mudanças, quando bem indicadas e realizadas com equilíbrio, podiam interferir positivamente na autoestima, na segurança e na maneira como uma pessoa se reconhece.

Foi nesse momento que entendi que não queria trabalhar buscando padrões ou transformando rostos, mas ajudando cada paciente a valorizar aquilo que já possui de único. A partir daí, a Medicina Estética deixou de ser apenas uma área de interesse e passou a ocupar um lugar muito importante na minha trajetória profissional.

Como a sua visão de uma medicina que enxerga o paciente como um todo influencia a forma como você avalia e conduz cada tratamento?

Eu acredito que não existe um procedimento isolado de uma pessoa. Antes de pensar em uma técnica, procuro entender quem está diante de mim: sua história, suas queixas, sua rotina, seu momento de vida e, principalmente, o que realmente a incomoda.

Às vezes, o paciente chega pedindo um procedimento específico, mas durante a avaliação percebemos que a necessidade é outra, ou até que naquele momento não existe necessidade de intervir.

Por isso, minha consulta começa pela escuta e por uma avaliação global. Para mim, um bom resultado não é simplesmente aquele que fica bonito em uma fotografia. É aquele que respeita identidade, proporção, saúde e individualidade e faz sentido para aquela pessoa.

O que o Fellow em Beleza Funcional acrescentou à sua prática e como essa abordagem transformou seu olhar sobre beleza, saúde e individualidade?

O Fellow em Beleza Funcional foi um divisor importante na minha formação porque ampliou a maneira como eu enxergava o paciente. Passei a compreender ainda mais que beleza não deve ser analisada apenas por partes, mas dentro de um conjunto.

Essa abordagem trouxe para minha prática um olhar mais estratégico e individualizado, no qual anatomia, proporções, envelhecimento, características pessoais e funcionalidade precisam conversar entre si.

Talvez o maior aprendizado tenha sido compreender que não existe uma fórmula de beleza que possa ser reproduzida em todos. Cada pessoa possui uma identidade própria, e nosso papel como médicos é saber interpretá-la e preservá-la. Hoje, busco resultados que façam o paciente parecer uma versão mais saudável, equilibrada e segura de si mesmo, e não outra pessoa.

Como viver e construir sua trajetória profissional entre o Brasil e a Bolívia contribuiu para sua formação e para o seu olhar sobre a Medicina Estética?

Construir minha trajetória entre Brasil e Bolívia foi extremamente enriquecedor. São dois países que fazem parte da minha história e que me proporcionaram experiências profissionais e culturais diferentes.

A Bolívia teve um papel muito importante na construção da minha carreira e na Medicina Estética, enquanto o Brasil me mantém próxima de um mercado extremamente dinâmico, com grande produção científica, novas tecnologias e profissionais que são referências na área.

Transitar entre esses dois universos me ensinou a não ter um olhar limitado a uma única realidade. Hoje consigo absorver experiências, conhecimentos e diferentes formas de cuidar e trazer o que considero melhor de cada lugar para a minha prática.

Você busca constantemente novas técnicas, tecnologias e conhecimentos. O que considera essencial antes de incorporar uma novidade à sua prática médica?

Eu sou naturalmente muito curiosa e gosto de estudar e conhecer o que existe de novo, mas acredito que novidade, por si só, nunca deve ser motivo suficiente para incorporar algo à prática médica.

Antes de trazer uma nova técnica ou tecnologia para os meus pacientes, procuro entender sua segurança, indicação, evidência, resultados e, principalmente, se aquilo realmente acrescenta alguma coisa aos tratamentos que já realizamos.

Tecnologia precisa ter propósito. Não me interessa simplesmente ter o equipamento mais novo ou realizar o procedimento do momento. Ele precisa fazer sentido dentro da minha filosofia de trabalho e oferecer um benefício real ao paciente. A Medicina Estética evolui muito rapidamente, e acredito que nossa responsabilidade é acompanhar essa evolução sem perder o senso crítico.

De que maneira a maternidade e a experiência de ser mãe do Samuel transformaram sua forma de enxergar o cuidado, o tempo e o equilíbrio entre vida pessoal e carreira?

Ser mãe do Samuel transformou profundamente a minha percepção sobre o tempo e sobre aquilo que realmente importa. A maternidade trouxe uma sensibilidade diferente para minha vida e também para a maneira como cuido das pessoas.

Eu sempre fui muito dedicada à minha formação e à minha carreira, mas depois que ele nasceu passei a compreender que sucesso também significa estar presente. Hoje tento construir uma carreira que continue crescendo sem que eu precise abrir mão de viver momentos que não voltarão.

Não acredito em um equilíbrio perfeito todos os dias. Existem momentos em que a medicina exige mais de mim e outros em que minha prioridade precisa ser minha família. Aprendi a respeitar esses ciclos. Samuel também se tornou uma das minhas maiores motivações para construir algo que tenha significado e que, no futuro, represente um legado.

Como nasceu a Maison GIORÉ e qual é o conceito por trás desse novo projeto que une medicina, estética, saúde e bem-estar?

A Maison GIORÉ nasceu de um desejo que foi amadurecendo comigo: criar um espaço onde a pessoa não chegasse simplesmente para realizar um procedimento, mas para viver uma experiência de cuidado.

Eu queria ir além do conceito tradicional de clínica. A proposta é reunir medicina, estética, saúde e bem-estar em um mesmo universo, com diferentes especialidades e profissionais trabalhando de maneira integrada.

A palavra Maison traduz muito dessa ideia de casa, acolhimento e pertencimento. E a GIORÉ nasce como uma evolução daquilo que venho construindo com a Rejuvenus, porém com uma visão ainda mais ampla.

Quero que seja um lugar sofisticado sem ser impessoal; onde arquitetura, atendimento, ciência, tecnologia e pequenos detalhes façam parte da experiência. Um espaço em que a pessoa possa cuidar da pele, do corpo e da saúde, mas também desacelerar e se sentir verdadeiramente cuidada.

Quais são seus principais planos para a Maison GIORÉ e que futuro você imagina para sua trajetória na Medicina Estética?

Eu vejo a Maison GIORÉ como um projeto de longo prazo. Meu objetivo é consolidá-la como uma referência em cuidado integrado, reunindo profissionais de diferentes áreas que compartilhem da mesma filosofia: excelência médica, individualidade e uma experiência de cuidado realmente diferenciada.

Também quero continuar investindo muito na minha formação. Quanto mais estudo Medicina Estética, mais percebo o quanto ainda existe para aprender. Quero aprofundar cada vez mais meu conhecimento em tecnologias, medicina regenerativa, longevidade e abordagens que nos permitam tratar o envelhecimento de maneira mais completa.

Profissionalmente, desejo continuar crescendo entre Brasil e Bolívia e ampliando minha atuação, mas sem perder aquilo que considero essencial: minha identidade e a proximidade com meus pacientes.

Mais do que construir uma clínica ou uma carreira, quero construir um legado. Quero olhar para tudo isso daqui a alguns anos e perceber que contribuí para uma Medicina Estética mais consciente, mais individualizada e, acima de tudo, mais humana.

Entre a técnica e a escuta, Dra. Giovana Cambuí parece ter encontrado um ponto de equilíbrio raro na Medicina Estética, o de quem estuda incessantemente sem perder de vista a pessoa por trás da queixa. A Maison GIORÉ surge como desdobramento natural dessa trajetória, um lugar pensado para acolher antes de intervir e para cuidar sem despersonalizar.

Se há um fio que costura suas escolhas, ele está na recusa em transformar rostos em cópias. O que a move é devolver a cada paciente uma versão mais saudável e segura de si, e é nesse mesmo gesto que ela projeta o próprio futuro: construir, mais do que uma clínica, um legado capaz de tornar a estética um território mais humano.

Foto: @carrlosneto
Makeup: @lucasvieirabr
Styling: @luisazevedoo

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.

PUBLICIDADE