O uso de medicamentos análogos ao GLP-1, como Ozempic e Wegovy, revolucionou o tratamento da obesidade, mas trouxe à tona um efeito colateral estético que vem preocupando pacientes e médicos: o chamado “Ozempic Face”. O termo descreve a aparência de flacidez, sulcos profundos e aspecto envelhecido no rosto após uma perda de peso acelerada.
Segundo a dermatologista Dra. Luciana Villas, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a gordura facial não é apenas estética, mas estrutural. “Quando a perda de gordura acontece de forma abrupta, o rosto perde sustentação. A pele não tem tempo de se adaptar, o que gera flacidez e queda dos compartimentos faciais”, explica.
Do ponto de vista metabólico, o endocrinologista Dr. Bruno Halpern, ex-presidente da ABESO, destaca que o problema não está no medicamento, mas na velocidade do emagrecimento. “O emagrecimento saudável preserva massa magra. Quando isso não acontece, o impacto é sistêmico, inclusive na face”, afirma.
Entre os tratamentos mais indicados estão bioestimuladores de colágeno, que melhoram a qualidade da pele, e preenchedores com ácido hialurônico, usados com cautela para devolver suporte estrutural sem exageros.