Após décadas de estigma, substâncias psicodélicas voltaram ao centro da ciência como potenciais aliadas no tratamento da depressão resistente, condição que afeta milhões de pessoas e não responde aos antidepressivos tradicionais.
Pesquisas conduzidas em centros como USP, UNIFESP e Unicamp investigam o uso controlado de psilocibina e cetamina, sempre em ambiente clínico e com acompanhamento terapêutico.
O psiquiatra Dr. Luís Fernando Tófoli, referência em medicina psicodélica, explica que essas substâncias atuam promovendo neuroplasticidade, permitindo que o cérebro saia de padrões rígidos associados à depressão severa.
“Não se trata de uma cura mágica, mas de uma ferramenta poderosa quando integrada à psicoterapia”, destaca.
Os resultados preliminares indicam melhora significativa em pacientes refratários, abrindo um novo capítulo no cuidado em saúde mental baseado em ciência e ética.