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Onicofagia: O Costume De Roer As Unhas Que, Apesar De Parecer Inofensivo, Pode Causar Sérios Danos À Sua Saúde

Roer as unhas é um hábito comum que costuma começar na infância e pode se estender até a vida adulta. Conhecida como onicofagia, essa prática é muitas vezes associada à ansiedade, estresse ou nervosismo e, por parecer inofensiva, acaba sendo negligenciada. No entanto, especialistas alertam que o costume pode trazer impactos relevantes para a saúde bucal, dermatológica e até para o organismo como um todo.

Segundo a Dra. Luciana Soares Aydos, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a onicofagia vai além de uma questão estética. “Roer as unhas provoca microlesões constantes na pele ao redor dos dedos, facilitando a entrada de bactérias, fungos e vírus, o que pode resultar em infecções recorrentes”, explica a especialista.

Entre os problemas mais frequentes estão as paroníquias, inflamações dolorosas ao redor das unhas, além de micoses e deformidades permanentes na lâmina ungueal. Em casos mais graves, o hábito repetitivo pode comprometer o crescimento normal das unhas, tornando-as frágeis, irregulares e suscetíveis a quebras.

Os riscos, porém, não se limitam às mãos. Do ponto de vista da saúde bucal, a onicofagia pode causar desgaste dos dentes, microfraturas no esmalte, alterações na mordida e dores na articulação temporomandibular (ATM). “É comum observarmos pacientes com sensibilidade dentária e até deslocamentos dentários associados ao hábito de roer unhas por longos períodos”, afirma o Dr. Alexandre Costa, cirurgião-dentista e especialista em odontologia estética.

Outro ponto de atenção é a ingestão involuntária de microrganismos. As unhas acumulam sujeira e agentes patogênicos ao longo do dia, e levá-las constantemente à boca pode aumentar o risco de infecções gastrointestinais e outras doenças, especialmente em pessoas com imunidade mais baixa.

Especialistas destacam que a onicofagia costuma estar ligada a fatores emocionais. Ansiedade, estresse crônico e dificuldade de lidar com situações de pressão estão entre os gatilhos mais comuns. Por isso, o tratamento vai além de “força de vontade”. Estratégias multidisciplinares, que envolvem acompanhamento psicológico, cuidados dermatológicos e orientação odontológica, tendem a apresentar melhores resultados.

Identificar o hábito como um sinal de alerta e buscar orientação profissional é o primeiro passo para evitar complicações futuras. Embora pareça um costume simples do dia a dia, roer as unhas pode trazer consequências significativas para a saúde e a qualidade de vida quando não recebe a devida atenção.

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