O protetor solar já faz parte da rotina de cuidados de muitas pessoas, mas escolher o produto adequado envolve mais do que simplesmente observar o número indicado no FPS. Textura, composição, exposição à luz visível e características individuais da pele também podem influenciar a escolha.
O dermatologista Dr. Sérgio Schalka, mestre em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da USP e coordenador do Consenso Brasileiro de Fotoproteção, é um dos especialistas brasileiros que estudam o tema. Seu trabalho científico inclui pesquisas sobre fator de proteção solar, fotoproteção e proteção contra a luz visível. (Schalkadermatologia)
A fotoproteção tem importância tanto na prevenção dos danos provocados pela radiação ultravioleta quanto na manutenção da saúde da pele. A exposição solar excessiva está relacionada ao fotoenvelhecimento e ao desenvolvimento do câncer de pele, considerado o câncer mais frequente no Brasil e no mundo pelo Ministério da Saúde. (Serviços e Informações do Brasil)
Outro ponto importante é a utilização correta. O protetor deve ser aplicado de maneira uniforme e reaplicado de acordo com o nível de exposição, especialmente após contato com água, suor ou atividades ao ar livre.
Para quem apresenta melasma, manchas ou outras condições dermatológicas, a avaliação individualizada pode ser ainda mais importante. Nesses casos, o produto escolhido deve fazer parte de uma estratégia de cuidados orientada por um dermatologista.
Mais do que procurar o maior número na embalagem, a recomendação é entender as necessidades da própria pele e manter a fotoproteção como um hábito diário.