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Regra que prevê punição por danos à saúde mental no trabalho pode ser adiada novamente

Foto/ Reprodução: Internet

A regra que permitiria punir empresas por danos à saúde mental no ambiente de trabalho pode ser adiada mais uma vez pelo governo.

A medida faz parte da atualização da NR-1, norma que trata das diretrizes de saúde e segurança no trabalho, e inclui pela primeira vez os chamados riscos psicossociais na fiscalização.

Na prática, isso abriria espaço para autuações em casos como metas abusivas, excesso de jornada, pressão constante e situações de assédio.

A previsão era que as punições começassem a valer em maio de 2026, mas, a menos de dois meses do prazo, o governo já admite rever a data após pressão de setores empresariais.

O ponto central da discussão não é a regra em si, mas como aplicá-la.

Empresas alegam falta de critérios objetivos para avaliar questões como estresse e ambiente de trabalho, o que pode gerar insegurança jurídica.

Do outro lado, especialistas defendem que o adiamento prolonga uma lacuna importante. Pela primeira vez, fatores ligados à saúde mental passariam a ter o mesmo peso que riscos físicos dentro da fiscalização trabalhista.

O impasse mostra que o tema deixou de ser secundário.

Saúde mental no trabalho entrou na pauta — mas ainda não encontrou um ponto de equilíbrio entre regulação e prática.

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