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Remédio Injetável que Previne o HIV Pode Entrar no SUS até o Fim de 2026

O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá ampliar ainda este ano as estratégias de prevenção ao HIV com a incorporação da PrEP injetável de longa duração, baseada no medicamento cabotegravir. A tecnologia está em análise pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e, se aprovada, poderá ser disponibilizada à população até o fim de 2026. (Serviços e Informações do Brasil)

Atualmente, a PrEP oferecida pelo SUS é realizada por meio de comprimidos de uso diário. O cabotegravir representa uma alternativa de longa duração, administrada por injeção a cada dois meses. Segundo especialistas, essa opção pode melhorar a adesão ao tratamento preventivo, especialmente entre pessoas que encontram dificuldades para manter o uso diário da medicação. (Serviços e Informações do Brasil)

O medicamento já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso como profilaxia pré-exposição (PrEP). O cabotegravir atua bloqueando a enzima integrase do HIV, impedindo que o vírus se estabeleça nas células humanas após uma possível exposição. (Serviços e Informações do Brasil)

De acordo com o infectologista Dr. Carlos Brites, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pesquisador em HIV, a PrEP injetável representa um dos maiores avanços recentes na prevenção da infecção. Segundo ele, a aplicação bimestral reduz a dependência do uso diário de comprimidos e pode aumentar significativamente a proteção em grupos mais vulneráveis.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) também considera a PrEP de longa duração uma ferramenta estratégica para reduzir novas infecções. Estudos clínicos internacionais demonstraram que o cabotegravir apresentou eficácia superior à PrEP oral em populações com maior risco de exposição ao vírus, principalmente por favorecer uma melhor adesão ao tratamento preventivo. (Serviços e Informações do Brasil)

O Ministério da Saúde informou que a proposta de incorporação será analisada pela Conitec, etapa necessária antes da oferta do medicamento na rede pública. Caso a recomendação seja favorável, o Brasil poderá se tornar um dos primeiros países do mundo a disponibilizar gratuitamente a PrEP injetável em larga escala por meio de um sistema público de saúde. (Serviços e Informações do Brasil)

Especialistas ressaltam que a chegada do cabotegravir ao SUS não substitui outras formas de prevenção. O uso de preservativos, a testagem regular para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além do acompanhamento com profissionais de saúde, continuam sendo medidas fundamentais para o controle da epidemia.

Se incorporado ao SUS, o novo medicamento poderá ampliar o acesso à prevenção e fortalecer as políticas públicas brasileiras de enfrentamento ao HIV, oferecendo uma alternativa mais prática e eficaz para milhares de pessoas em situação de maior vulnerabilidade à infecção.

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