PUBLICIDADE

Sociedade empresarial: o que ninguém avalia antes de assinar e quase todo mundo lamenta depois

Foto/ Reprodução: Internet

Entrar em sociedade é uma das decisões mais determinantes da trajetória de um negócio. E é, com frequência, uma das menos analisadas. O entusiasmo do projeto em comum, a complementaridade percebida de habilidades e a confiança construída em relações pessoais ou profissionais anteriores tendem a ocupar o espaço que deveria ser dado à avaliação criteriosa de compatibilidade, valores e modelo de operação. O resultado aparece depois, quando o dia a dia revela diferenças que o planejamento inicial não previu.

Sociedades se desfazem, em geral, não por incompetência técnica dos envolvidos, mas por desalinhamento em três eixos que raramente são discutidos com profundidade antes da formalização: visão de longo prazo, apetite a risco e modelo de tomada de decisão. Dois sócios podem ser igualmente competentes, igualmente comprometidos e igualmente honestos, e ainda assim tornarem-se um obstáculo um para o outro se um quer crescer de forma acelerada e o outro prioriza estabilidade, ou se um decide por instinto e o outro exige análise detalhada para qualquer movimento.

O contrato social bem estruturado não resolve incompatibilidade de perfil, mas organiza o que acontece quando os conflitos aparecem, porque aparecem. Define quem decide o quê, como se calculam retiradas, o que acontece em caso de saída de um dos sócios e em quais condições o negócio pode ser dissolvido. Um advogado especializado em direito empresarial não é custo no início de uma sociedade: é proteção para o que vem depois.

Antes de qualquer assinatura, vale uma conversa longa e honesta sobre dinheiro, sobre prioridades, sobre o que cada um está disposto a abrir mão e sobre o que não está. Sociedade que começa com clareza tem muito mais chance de durar do que uma que começa apenas com boa vontade.

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.

PUBLICIDADE