Todos os dias, cruzamos com pessoas que depositam em nossas mãos o que elas têm de mais precioso: a vida, a saúde, a esperança de melhora. E, diante desse compromisso, é impossível não refletir: quem eu sou quando cuido de alguém?
Humanização é mais do que tratar bem é entender que cada paciente é um universo.
É saber que por trás de um diagnóstico existe medo, existe história, existe família, existe alguém lutando para continuar. Empatia não é sentir “pena”, é sentir presença. É olhar para o paciente e perceber aquilo que ele não consegue colocar em palavras.
É ajustar o tom de voz, o jeito de tocar, a forma de explicar, porque você sabe que segurança nasce nos detalhes. Quando perguntamos “eu me sentiria seguro sendo atendido por mim?”, estamos olhando para dentro com coragem. Estamos revisando nossas atitudes, nossa paciência, nossa ética, nossa postura. Estamos reconhecendo que técnica salva, mas o vínculo cura, que protocolos orientam, mas o cuidado aproxima e que profissional nenhum é completo se perder sua humanidade no processo.
O paciente não lembra apenas do exercício, da manobra ou da técnica, ele lembra de como você o fez sentir, lembra da calma que você transmitiu, da confiança que você passou, da luz que você trouxe num dia difícil. Ser um profissional seguro é ser alguém que o próprio coração escolheria para cuidar de si e isso só é possível quando a empatia guia nossas ações e a humanização molda nossa essência.
Que cada atendimento seja mais do que um procedimento: seja um encontro de almas, de cuidado e de propósito.
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Fisioterapeuta Humanizada


