Mais do que transformar rostos, Dra Mônica Costenaro transforma percepções. Com mais de dez anos dedicados à harmonização orofacial, construiu uma trajetória pautada não apenas pela técnica, mas pelo cuidado integral, pela escuta ativa e pela criação de vínculos reais com cada paciente. Sua atuação ultrapassa a estética isolada e se firma em um olhar responsável, ético e profundamente humano.
Defensora da individualidade, Dra Mônica Costenaro acredita que o verdadeiro full face não cria padrões, mas revela identidades. Em um cenário dominado por referências externas e comparações constantes, seu trabalho propõe o oposto: resgatar a essência, valorizar traços únicos e fortalecer a autoestima sem descaracterizar quem está diante dela. Para ela, harmonizar é devolver ao paciente a liberdade de se reconhecer no espelho.
Ao longo dos anos, acompanhou a evolução da harmonização facial, desde o acesso ampliado à informação até a necessidade de maior maturidade na disseminação de conteúdos responsáveis. Tornou-se referência não apenas pela visibilidade digital consolidada em 2025, mas pela coerência entre o que comunica e o que pratica no consultório, sempre com consentimento, ética e profundidade.
Sua busca por excelência inclui formações internacionais em Portugal, Mônaco e, mais recentemente, em Mônaco e em Nova York, na NYU College of Dentistry, reforçando seu compromisso com atualização constante e embasamento científico.
Convidada a atuar como conselheira do corpo feminino na APCD, Dra Mônica Costenaro assume também o papel de liderança e fortalecimento da presença feminina na odontologia, inspirando outras mulheres a crescerem sem fragmentar suas identidades.
Entre carreira, maternidade e liderança, carrega a consciência de que vulnerabilidade também é força. É nesse equilíbrio real, imperfeito e humano que encontra o maior privilégio da profissão: testemunhar o momento em que alguém se reencontra consigo mesma e entende que a verdadeira beleza nasce da própria essência.

Em que momento da sua trajetória o cuidado integral com o paciente passou a fazer mais sentido do que a estética isolada, e como isso transformou sua forma de atuar na harmonização orofacial?
Esse entendimento não surgiu em um momento pontual, mas foi se construindo ao longo dos anos, com experiência, estratégia e, principalmente, vínculo. Com o tempo, ficou muito claro para mim que, quando criamos laços reais com os pacientes, o trabalho deixa de ser apenas execução técnica e passa a ser cuidado genuíno.
A relação profissional evolui para uma conexão de confiança. Você conhece a história, os desejos, os medos e os objetivos daquela pessoa. Isso direciona completamente o plano de tratamento, tornando-o mais assertivo, responsável e alinhado às reais necessidades do paciente. Muitas vezes, esse vínculo me permite inclusive orientar sobre o que é, de fato, um procedimento necessário e o que está relacionado a um momento emocional específico que pode distorcer a forma como a pessoa se enxerga. Esse olhar integral transformou profundamente minha atuação clínica.
Você fala muito sobre não criar padrões, mas revelar individualidades. Como esse conceito se traduz na prática clínica do full face no dia a dia do consultório?
Vivemos imersos em referências externas, mídias sociais, televisão e padrões impostos direta ou indiretamente por pessoas próximas. Com isso, muitas vezes esquecemos que somos indivíduos com estruturas físicas, traços, histórias e personalidades únicas.
Quando trabalho um full face, não executo apenas técnicas. Minha principal ferramenta é o olhar crítico e sensível para aquilo que é belo, harmônico e natural dentro dos limites do rosto daquela paciente. O objetivo é deixá-la mais bonita sendo quem ela é, e não transformá-la em outra pessoa.
Vejo a harmonização como um processo de construção da autoestima e do amor próprio, sem estimular comparações ou influências externas. Vivemos em um mundo diverso, e para mim é profundamente gratificante ver as pessoas se reconhecendo, se aceitando e se amando a partir da sua própria identidade.

Ao longo desses mais de dez anos de atuação, o que mais mudou na forma como as pessoas enxergam a harmonização facial e o que ainda precisa amadurecer nesse olhar?
A maior mudança, sem dúvida, foi o acesso à informação, aos procedimentos e à aceitação social. Hoje a harmonização é compreendida não apenas como estética, mas também como parte de tratamentos que impactam diretamente a qualidade de vida e o bem estar físico.
Por outro lado, ainda vejo a necessidade de amadurecimento em alguns aspectos. Um exemplo claro é a resistência masculina, muitas vezes ligada ao estigma equivocado de que a harmonização tem relação com masculinidade. Além disso, o acesso à informação correta ainda é um desafio. Já recebi pacientes com medos e inseguranças baseados em vídeos da internet ou relatos descontextualizados.
A harmonização é uma área de estudo séria, que exige tempo, técnica, ética e responsabilidade. O amadurecimento na disseminação de informações corretas é, a meu ver, um dos pontos mais importantes para o crescimento saudável da profissão.
O reconhecimento nas mídias sociais em 2025 consolidou seu nome como referência. Como você equilibra visibilidade digital com ética, responsabilidade e profundidade no atendimento?
Eu não vejo a visibilidade digital como algo que precise ser equilibrado com a ética. Para mim, elas se complementam. Todo o meu trabalho nas redes é pautado em consentimento formal, responsabilidade profissional e respeito absoluto aos pacientes.
As mídias sociais funcionam como uma extensão do meu consultório. Elas permitem que pessoas que não se sentem pertencentes a esse universo conheçam meu trabalho, entendam minha abordagem e se sintam seguras para buscar um atendimento presencial. Uso as redes como um canal de acesso, informação e acolhimento, sempre alinhado aos princípios éticos que norteiam minha prática clínica.

Muitos profissionais passaram a buscar você como referência e mentora. O que considera essencial para quem deseja construir uma carreira sólida e respeitada na estética hoje?
Sem dúvida, o estudo. Tornar-se capaz vai muito além da prática clínica, exige compreensão integral do que se está fazendo. Capacitação é teoria, prática, atualização constante e responsabilidade.
Muitas pessoas veem apenas o glamour das viagens internacionais ou dos congressos, mas por trás disso há horas de estudo, apostilas, dedicação e aprofundamento técnico. Inclusive, para quem deseja visibilidade nas redes sociais, também é necessário estudo, entender público alvo, horários de postagem, estratégias e necessidades reais.
Uma carreira sólida e respeitada se constrói com conhecimento e persistência. O caminho nunca é fácil, mas quando se tem um objetivo claro, é fundamental que nada seja capaz de derrubar o pilar da crença no próprio propósito.
O convite para atuar como conselheira do corpo feminino na APCD marca um novo capítulo da sua história. O que esse espaço representa para você e para o fortalecimento feminino na odontologia?
Ainda vivemos em um contexto sociocultural marcado por estigmas em relação à potência profissional feminina. Para mim, esse espaço representa influência e responsabilidade. Estar em uma posição de liderança, em qualquer nível, é assumir o compromisso de abrir caminhos, incentivar e mostrar que é possível crescer mesmo em ambientes competitivos e julgadores.
Ser conselheira vai muito além de um cargo. É sobre potência, ação e transformação. Gosto de lembrar a frase de Simone de Beauvoir, não se nasce mulher, torna se mulher. Meu objetivo é orientar outras mulheres a serem grandes sem precisarem fragmentar quem são, sem separar mulher e profissional como se fossem identidades incompatíveis.

Conciliar carreira, liderança, maternidade e vida pessoal é um desafio real. Quais aprendizados esse equilíbrio, ou até os momentos de desequilíbrio, trouxeram para você como mulher e profissional?
Conciliar tudo isso exige mais do que força, exige vulnerabilidade. Aprendi que é preciso diálogo, escuta e maturidade emocional. Existem momentos de cansaço, impaciência e reflexão profunda, e tudo isso faz parte do processo.
Ouvir meus pacientes, meus filhos, meu marido e minha equipe me ensinou a acolher o outro sem perder a mim mesma. Aprendi a separar o que é sentimento, pensamento e objetivo do outro, mantendo clareza sobre o meu próprio caminho.
Ser vulnerável o suficiente para reconhecer meus sentimentos me permite caminhar por todas as facetas que exerço diariamente. No fim, minha rotina me ensinou que, apesar de todos os papéis, eu continuo sendo, antes de tudo, a Mônica.
Quando você diz que a verdadeira beleza nasce no reencontro de alguém consigo mesmo, o que esse momento significa para você dentro do consultório e por que ele continua sendo o maior privilégio da sua profissão?
Fomos condicionados, ao longo da vida, a tentar corresponder ao que o outro espera, o que é belo nas redes sociais, na televisão, nos padrões externos. Pouco se fala sobre a beleza da diversidade.
Participar do processo de revelar aquilo que a pessoa já é, e muitas vezes não consegue enxergar, é o que me realiza. Não trato apenas dos processos biológicos do envelhecimento, mas de prevenção, autoestima e autoconfiança.
É ver uma mulher que nunca usou batom sair do consultório usando um vermelho intenso porque, naquele momento, ela se sentiu inteira sendo quem é. Não há valor financeiro que pague a liberdade de se olhar no espelho sem precisar de validação externa. Esse reencontro é, sem dúvida, o maior privilégio da minha profissão.

Ao longo da conversa, Dra Mônica Costenaro deixa claro que sua trajetória é guiada por algo que vai além da técnica: propósito. Entre ciência, sensibilidade e responsabilidade, sua atuação reafirma que harmonizar não é padronizar, mas compreender, respeitar e revelar.
Sua história mostra que estética e ética caminham juntas quando há preparo, consciência e compromisso real com o outro. Seja no consultório, nas redes sociais ou em espaços de liderança, ela sustenta o mesmo princípio: a beleza só faz sentido quando nasce do autoconhecimento e da liberdade de ser quem se é.
No fim, mais do que resultados visíveis, o que move Dra Mônica Costenaro é o impacto invisível. A transformação silenciosa que acontece quando alguém se olha no espelho e se reconhece com orgulho. É nesse encontro entre técnica e verdade que sua carreira continua se fortalecendo e inspirando.
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