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Bebês a partir de 6 semanas passam a ter acesso à vacina Menquadfi contra meningite

Bebês a partir de 6 semanas passam a ter acesso à vacina Menquadfi contra meningite
© Paulo Pinto/Agencia Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou a ampliação da indicação da vacina MenQuadfi, que agora poderá ser administrada em crianças a partir de 6 semanas de vida. A medida visa fortalecer a prevenção da doença meningocócica invasiva, causada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis, estendendo a proteção que antes era restrita a faixas etárias superiores.

Segurança e eficácia da vacina MenQuadfi

A decisão da agência reguladora foi fundamentada em rigorosos estudos clínicos que acompanharam cerca de 6 mil bebês, com idades entre 6 semanas e 12 meses, submetidos a diferentes esquemas de vacinação. Adicionalmente, foram avaliados dados de mais de 5 mil crianças que receberam doses de reforço após completarem o primeiro ano de vida.

Os resultados apresentados confirmaram que o imunizante mantém um perfil de segurança consistente com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas. Não foram identificadas novas preocupações clínicas, reforçando a viabilidade da aplicação do fármaco, que é administrado por via intramuscular, para o público infantil mais jovem.

Riscos da doença meningocócica invasiva

A Neisseria meningitidis é uma bactéria que coloniza o sistema respiratório superior e possui alta capacidade de transmissão por meio de gotículas de secreção. Embora muitos indivíduos sejam portadores assintomáticos, a invasão do microrganismo na corrente sanguínea pode desencadear quadros clínicos de rápida evolução e alta gravidade.

A letalidade da doença meningocócica é expressiva, atingindo cerca de 10% dos casos diagnosticados. Além disso, estima-se que até 20% dos sobreviventes possam enfrentar sequelas permanentes e incapacitantes, sendo os bebês e crianças pequenas durante o primeiro ano de vida o grupo de maior vulnerabilidade a complicações severas.

Aprovação de novo tratamento oncológico

Além da atualização vacinal, a Anvisa aprovou o registro do medicamento Voraxaze, cujo princípio ativo é a glucarpidase. O fármaco é indicado para pacientes, incluindo crianças com mais de 28 dias de vida, que apresentam concentrações tóxicas de metotrexato, um imunossupressor utilizado em altas doses no tratamento de neoplasias.

O Voraxaze atua como uma enzima recombinante capaz de decompor o metotrexato, permitindo sua eliminação do organismo por vias alternativas à renal. Essa tecnologia é essencial para pacientes que desenvolvem insuficiência renal aguda ou apresentam retardo na excreção do quimioterápico, prevenindo quadros de toxicidade grave que podem comprometer o sucesso do tratamento oncológico.

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