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O funcionamento do dispositivo baseia-se no algoritmo Intellisense AFib. Durante a aferição padrão da pressão arterial e da frequência cardíaca, o sistema realiza uma varredura em busca de padrões anômalos no ritmo cardíaco. Com uma precisão de 97%, o equipamento não substitui o diagnóstico clínico, mas atua como um alerta eficaz para que o usuário busque uma investigação detalhada caso a sigla AFib apareça no visor.
Segundo a cardiologista Cecília Barroso, do Instituto Dante Pazzanese, a tecnologia representa um avanço significativo na autonomia do paciente. A facilidade de uso do monitor, que acompanha uma braçadeira adaptável para aferições em diversas posições, permite que o acompanhamento seja feito de forma rotineira, transformando dados brutos em informações valiosas para o controle de patologias crônicas.
A importância de identificar a fibrilação atrial precocemente reside no impacto direto que ela exerce sobre o sistema circulatório. A arritmia pode favorecer a formação de trombos no coração, que, ao se deslocarem, correm o risco de obstruir artérias cerebrais, aumentando em até cinco vezes a probabilidade de um AVC isquêmico.
Especialistas reforçam que grupos de maior vulnerabilidade devem manter vigilância constante. Indivíduos acima dos 65 anos, bem como pessoas com histórico de hipertensão, diabetes, obesidade, insuficiência cardíaca ou doenças valvares, compõem o público que mais se beneficia do monitoramento contínuo. Embora o aparelho seja uma inovação tecnológica, a realização de exames diagnósticos tradicionais, como o eletrocardiograma e o holter, permanece essencial para a confirmação de qualquer quadro clínico.
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