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Para os casos de insuficiência cardíaca de função de ejeção preservada, frequentemente associada a quadros de obesidade e diabetes, o protocolo introduz a finerenona. O fármaco, que atua na inibição da aldosterona sem os efeitos colaterais hormonais da espironolactona, surge como uma alternativa robusta para o controle da fibrose cardíaca.
Além disso, a diretriz valida o uso de análogos de GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. A recomendação baseia-se na capacidade dessas substâncias de reduzir a inflamação sistêmica que compromete o músculo cardíaco, atacando diretamente um dos fatores de risco mais prevalentes na atualidade.
O tratamento moderno vai além da farmacologia. A SBC enfatiza a necessidade de um acompanhamento multidisciplinar, preferencialmente em centros especializados, integrando enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas. Essa rede de apoio é considerada vital para a adesão do paciente e a melhoria da qualidade de vida.
A prática de exercícios físicos, antes vista com cautela, agora é recomendada como pilar do tratamento, visando o ganho de massa magra e a melhora da capacidade cardiorrespiratória. A diretriz também reforça a vacinação como medida de proteção, prevenindo infecções respiratórias que podem descompensar o quadro cardiovascular. Em contrapartida, o uso de suplementos como ômega-3 e coenzima Q10 foi desencorajado por falta de evidências científicas sólidas.
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