Brasília, 26 de julho de 2025 O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nesta sexta-feira (26) uma resolução que proíbe o uso de anestesia geral e sedação por médicos com a finalidade exclusiva de realizar tatuagens. A medida foi adotada após o órgão avaliar os riscos associados ao uso desses métodos anestésicos fora de ambientes hospitalares e sem necessidade médica comprovada.
Segundo o texto da resolução, a prática fere os princípios éticos da medicina e representa um desvio de finalidade, uma vez que não há justificativa clínica para o uso de anestesia em procedimentos puramente estéticos, como é o caso da tatuagem.
O CFM alerta que tanto a anestesia geral quanto a sedação consciente envolvem riscos importantes, como depressão respiratória, reações adversas e até parada cardiorrespiratória, principalmente quando aplicadas fora de ambientes adequados, sem equipamentos de suporte à vida e equipe treinada.
A decisão veio após o crescimento de relatos de médicos anestesistas sendo contratados para atuar em estúdios de tatuagem, com o objetivo de eliminar a dor durante o procedimento. Ainda que a intenção seja atender ao conforto do cliente, o Conselho enfatiza que não se justifica, do ponto de vista médico, o uso de medicamentos que afetam o sistema nervoso central para finalidades não terapêuticas.
Com a nova norma, médicos que realizarem esse tipo de sedação para tatuagens estarão sujeitos a sanções ético-profissionais, incluindo advertência, suspensão e até cassação do registro, conforme previsto pelo Código de Ética Médica.
A resolução entrou em vigor imediatamente após sua publicação, em 26 de julho de 2025.