PUBLICIDADE

Médica Sarah Angélica: Atuação Na Emergência E Novo Foco Em Saúde Mental Marcam Trajetória De Força E Responsabilidade

Entre decisões sob pressão e formação contínua, médica amplia sua atuação e reforça presença feminina em áreas de alta complexidade.

O que define uma médica: o ambiente em que ela atua ou a forma como responde diante do inesperado?

Em situações onde a vida pode depender de segundos, a medicina ultrapassa protocolos e se torna presença, decisão e responsabilidade, independentemente do lugar. Seja dentro de um hospital ou em um voo internacional, a atuação exige preparo técnico, controle emocional e capacidade de condução sob pressão.

É a partir dessa perspectiva que o Portal Pulsar Brasil entrevistou a médica Sarah Angélica, profissional com atuação na emergência e na terapia intensiva. Com formação realizada na Argentina, diploma revalidado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e especializações voltadas à prática clínica, ela construiu sua trajetória em ambientes de alta complexidade.

Vamos entender como essa vivência moldou sua atuação e como a medicina, quando bem exercida, não se limita a um espaço físico, mas acompanha o profissional em qualquer contexto.

Sua trajetória na medicina é marcada pela atuação em ambientes de alta pressão. Como começou sua caminhada até chegar à emergência e à terapia intensiva?

Quando consegui a aprovação pela UFBA para atuar no Brasil, entrei rapidamente em um hospital de grande porte, com muitos casos gravíssimos. Lembro que, no primeiro dia, fiquei muito impactada e até pensei que não voltaria mais. Era um hospital regional muito grande.

Fiquei cerca de 15 dias em casa refletindo, até entender que não desisto com facilidade. Retornei e, desde então, nunca mais saí. Aprendi muito, corri atrás, fiz diversos cursos em Salvador e São Paulo e busquei desenvolver tudo o que ainda me faltava.

Meu primeiro ano de formada foi praticamente dentro desse hospital. Eu tinha muita vontade de não sentir ansiedade no que estava fazendo. Hoje, recebo qualquer caso com confiança e convicção. Tenho certeza do que estou fazendo e do que nasci para fazer.

Você realizou sua formação na Argentina e teve seu diploma revalidado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Como esse processo contribuiu para a sua construção profissional?

A UAI e a UNR, na Argentina, estão entre as melhores faculdades da América Latina, comparáveis à USP, além de possuírem convênios internacionais, como com Madri, que permitem acesso direto às residências.

Ainda assim, se formar no exterior, mesmo em instituições muito boas, não abre tantas portas no Brasil. A formação é bastante exigente, com necessidade de domínio do espanhol e, nos primeiros anos, também do inglês.

Quando fiz a prova de revalidação pela UFBA, estava bem preparada, o que me levou à aprovação na primeira tentativa. No entanto, nem tudo são flores. Me formei em plena pandemia, e o processo foi complicado, principalmente na parte prática, que não foi tão eficiente.

Precisei aprender muita coisa no Brasil quando comecei a trabalhar, associando diversos cursos. Foi um ano cansativo, mas muito produtivo. Estava focada 100% em mim. Foi uma experiência importante para a minha formação.

Sua formação inclui pós-graduação em Doenças Tropicais e especializações em Medicina Intensiva. Como essa base técnica influencia sua atuação nos plantões?

É essencial. Mesmo com uma boa formação e bons mestres, a especialização é necessária para ampliar o nosso entendimento.

Quanto mais sabemos, mais cuidado temos na qualidade da atenção a cada paciente de forma individualizada. O médico nunca para de aprender, está em constante evolução.

Sou muito grata por tudo o que consegui fazer e por cada paciente que pude ajudar ao longo da minha trajetória.

Ao longo da sua carreira, você também participou de congressos e apresentou estudos, especialmente na área de AVC. Qual a importância da produção científica na sua prática médica?

O estudo sobre o AVC surgiu para mim como um presente. Trabalho em um hospital que é referência em atendimentos de emergência para pacientes com AVC, tanto dentro quanto fora da janela terapêutica.

Isso me estimulou muito, porque vejo, na prática, o quanto é possível fazer um trabalho eficaz e melhorar a qualidade de vida desses pacientes. A trombólise, dentro da janela, é um tratamento realmente eficaz e salva vidas todos os dias.

Quando vi os resultados de um atendimento bem conduzido, me apaixonei ainda mais. É gratificante, você se sente bem e feliz com os resultados. A emergência é minha paixão. Nasci para ser o que sou.

Sua rotina envolve decisões rápidas e cenários críticos. O que a emergência ensinou sobre responsabilidade e condução em momentos decisivos?

A emergência me ensinou a ser mais focada, centrada, calma e segura. No início, tudo me afetava, mas hoje conduzo os casos de forma mais natural.

Estou ali para salvar. Esse é o meu trabalho. Na emergência, precisamos agir com calma e controle, e isso eu aprendi bem. Não me recordo do último caso em que fiquei ansiosa ou preocupada.

Isso só se aprende com prática e muito estudo. A condução precisa ser rápida e precisa para mudar o desfecho de cada paciente.

A experiência na terapia intensiva também me ajudou muito. A emergência é a parte mais imediata do atendimento, onde estabilizamos o paciente. A intensiva é a continuidade, onde mantemos e melhoramos sua condição até a recuperação. Hoje, consigo associar as duas. Me sinto muito orgulhosa disso.

Um episódio que chamou atenção foi o atendimento realizado durante um voo internacional. Como foi assumir esse papel fora do ambiente hospitalar?

Isso aconteceu em agosto de 2025, durante uma viagem de férias para a África e Europa. Um passageiro apresentou convulsões em pleno voo, enquanto sobrevoávamos o Atlântico.

Não é fácil atuar fora do ambiente hospitalar. O espaço era reduzido, estava escuro, havia muitas pessoas ao redor e um clima de tensão. Ainda assim, conseguimos estabilizar o paciente até a chegada em Madri, onde ele foi entregue aos médicos locais.

Foi um atendimento desafiador, inclusive pelas questões legais envolvidas em um voo internacional. Não sabíamos até que ponto estávamos resguardados. Mas tudo deu certo. O caso ganhou repercussão nacional e internacional, trazendo reconhecimento pela atuação. Fiquei muito feliz por toda essa experiência.

Além da medicina, você também atua como modelo. Em um ambiente tão exigente como o da saúde, qual o papel dessa outra dimensão na sua vida?

Sempre gostei de moda, desde os 15 anos, quando comecei a desfilar. Hoje, trabalho como modelo fotográfica em campanhas. A Home Model me encontrou de forma natural e me convidou para o casting, e atualmente faço parte da agência.

Espero ter mais tempo para me dedicar a isso este ano, porque a vida de emergencista e intensivista é muito corrida. Com a abertura do meu consultório, acredito que conseguirei equilibrar melhor a rotina e participar mais de campanhas e eventos de moda.

Atualmente, você cursa pós-graduação em Psiquiatria pelo Hospital Israelita Albert Einstein e se prepara para abrir seu consultório. Com essa vivência entre emergência e saúde mental, como você define hoje o cuidado com o paciente?

Quando fiz a faculdade de medicina, me apaixonei pela psiquiatria. Tenho uma conexão com pacientes que chegam fragilizados e, de alguma forma, consigo deixá-los mais calmos e oferecer conforto.

Quero associar a psiquiatria à minha prática, buscando uma qualidade de vida que hoje não tenho, como trabalhar menos e viver mais. A psiquiatria vai me proporcionar isso: viajar mais, cuidar da minha saúde, praticar exercícios, dormir melhor e construir uma família.

Tudo isso é um projeto para este ano, assim espero. Amo o que faço, mas também entendo a importância de viver com mais equilíbrio.

Para fechar esta matéria, a trajetória da médica Sarah Angélica revela uma formação consistente aliada à prática em ambientes de alta exigência. Sua atuação evidencia uma profissional que sustenta decisões sob pressão e amplia seu cuidado ao integrar a saúde mental à rotina médica.

Hoje, entendo que cuidar vai além do momento crítico. É estar presente, escutar e conduzir cada paciente com responsabilidade em todas as suas fases, afirma, e continua:

Quando eu vejo um paciente, entendo que a técnica é fundamental, mas também existe uma dimensão humana que precisa ser acolhida. É isso que eu busco levar para cada atendimento, conclui.

Mais do que o ambiente, é a forma como conduz cada situação que define sua atuação.

Para acompanhar mais conteúdos sobre a médica, siga nas redes sociais.

O Portal Pulsar Brasil acompanha e destaca profissionais que constroem suas trajetórias com consistência, responsabilidade e compromisso com a qualidade do cuidado.

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.

PUBLICIDADE