Aos 16 anos, jovem compartilha decisão com seguidores e fala sobre autonomia e maturidade emocional
Nesta segunda-feira (27), Rafaella Justus surpreendeu os seguidores ao revelar que passou por uma nova rinoplastia. e não demorou para mostrar o resultado. Com milhões de pessoas acompanhando cada movimento, ela optou por um relato direto, explicando o que a levou de volta ao centro cirúrgico.
“Sim, fiz mais uma rinoplastia. Não foi sobre mudar quem eu sou, mas sobre me olhar com mais carinho. Não foi por falta de autoestima, foi por escolha”, escreveu. No mesmo texto, reforçou que a decisão partiu de um lugar mais íntimo: “A autoestima não vem só do exterior, ela vem, principalmente, de dentro, de como a gente se conhece, se respeita e se ama”.
A publicação rapidamente mobilizou comentários, entre eles, o da mãe, Ticiane Pinheiro: “Sim, você está ainda mais linda e, o mais importante de tudo, mais feliz”. Filha também de Roberto Justus, Rafaella vem construindo sua própria presença digital, com um discurso cada vez mais centrado em identidade e bem-estar.
Para o cirurgião plástico Carlos Tagliari, a rinoplastia está entre os procedimentos mais delicados da especialidade, justamente por envolver estética e função respiratória. Ele ressalta que a decisão precisa ser madura e bem orientada. “A rinoplastia não é só uma mudança de forma. É um procedimento que exige planejamento, respeito às características do rosto e, principalmente, alinhamento entre expectativa e realidade”, afirma.
Segundo o médico, revisões como a de Rafaella não são incomuns. “Há casos em que o paciente busca pequenos ajustes após a primeira cirurgia, seja por questões funcionais ou por refinamentos estéticos. O mais importante é entender o momento certo e ter indicação adequada”, explica. Ele também chama atenção para pacientes mais jovens: “Cada caso precisa ser avaliado com cautela, considerando a estrutura facial e a estabilidade emocional”.
A especialista em autoamor e autodesenvolvimento, Renata Fornari, amplia esse olhar ao falar de autonomia, mesmo quando se trata de alguém tão jovem. “Ficar mais bonita, às vezes, não nasce do espelho, mas do lugar interno de onde vem a escolha. Existe uma diferença entre se moldar para caber e se escolher para florescer. Quando essa decisão vem sem culpa, ela toca no ‘Dona de Si’”, afirma.
Sobre procedimentos em adolescentes, Tagliari reforça o alerta: “É fundamental avaliar não só a estrutura facial, que ainda pode estar em desenvolvimento, mas também a maturidade emocional. A decisão precisa ser consistente, acompanhada pela família e livre de pressões externas”.