Nunca se dormiu tão pouco e tão mal. Pesquisas apontam que a tecnologia, embora essencial para a vida moderna, tem roubado horas importantes do nosso descanso. A exposição prolongada às telas inibe a produção de melatonina, hormônio responsável por regular o ciclo do sono, e contribui para quadros de insônia, ansiedade noturna e fadiga crônica.
O problema se intensificou após a pandemia, quando o trabalho remoto e o excesso de notificações misturaram vida pessoal e profissional, reduzindo a capacidade do corpo de “desligar”. Jovens adultos e profissionais que passam horas conectados estão entre os mais afetados, apresentando dificuldade de iniciar o sono, despertares noturnos e sensação de cansaço mesmo após dormir.
Especialistas recomendam a criação de rituais noturnos simples, mas eficazes: reduzir a exposição a telas pelo menos uma hora antes de dormir, manter o quarto escuro e silencioso, desacelerar por meio de leitura ou meditação e evitar estimulantes como café à noite. A adoção da chamada “higiene do sono” tem se mostrado uma das medidas mais eficientes para reverter quadros leves e moderados de distúrbios relacionados ao descanso.