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Dr. Murilo Cecilio: o Nome da Harmonização Facial que Você Precisa Conhecer

Com uma trajetória consolidada na harmonização facial, Dr. Murilo Cecilio apresenta seus projetos mais recentes, entre eles a construção de uma nova clínica, e os novos caminhos de uma área da estética que ganha cada vez mais espaço no Brasil.

Na estética facial, transformar não significa necessariamente mudar. Para o Dr. Murilo Cecilio, o verdadeiro refinamento está na capacidade de reconhecer o que cada rosto tem de único, valorizar suas proporções e intervir apenas quando existe propósito. É uma visão que coloca a naturalidade não como tendência, mas como princípio.

Essa filosofia acompanha uma trajetória construída entre técnica, experiência e conhecimento compartilhado. São mais de 59 mil ml aplicados, mais de 3.000 alunos em 17 países e uma história que começou de forma muito diferente da estrutura que hoje está em construção: uma sala de aproximadamente 4 m² e um empréstimo de R$ 25 mil. Em 2026, esse percurso ganha um novo capítulo com a construção de um instituto de aproximadamente 1.200 m².

À Pulsar, Dr. Murilo Cecilio fala sobre a evolução da estética facial, os limites da harmonização, a influência das redes sociais, o papel do ensino e os princípios que orientam sua busca por resultados naturais, individualizados e coerentes com cada paciente.

Dr. Murilo, olhando para o início da sua trajetória e para o momento profissional que vive hoje, o que mais mudou na sua forma de enxergar a estética e o cuidado com o paciente?

Mudou praticamente tudo, inclusive a dimensão da responsabilidade que eu sinto hoje. Comecei minha carreira com um empréstimo de R$ 25 mil e atendendo em uma sala de aproximadamente 4 m². Naquele momento, estava muito focado em técnica: aprender a executar, dominar produtos, entender anatomia e buscar bons resultados.

Hoje, depois de mais de 59 mil ml aplicados, percebo que a estética vai muito além de saber injetar. Passei a olhar primeiro para a pessoa e depois para o procedimento. Quero entender o que incomoda, o que ela deseja transmitir e, principalmente, o que precisa ser preservado.

Minha visão deixou de ser sobre “corrigir partes” e passou a ser sobre compreender o rosto como um todo. Muitas vezes, uma mudança pequena e bem planejada gera um impacto maior do que uma grande transformação.

Em um mercado em que durante anos a harmonização facial ficou associada a grandes transformações, o que significa entregar um resultado verdadeiramente natural?

Para mim, naturalidade não significa necessariamente fazer pouco. Significa fazer exatamente o que aquele rosto precisa, respeitando sua anatomia, suas proporções e, acima de tudo, sua identidade.

Um Full Face pode envolver diferentes áreas e ainda assim ser extremamente natural quando existe planejamento. O problema nunca foi simplesmente a quantidade, mas a falta de critério na indicação e na distribuição.

Eu gosto de pensar que o melhor resultado é aquele em que as pessoas percebem que o paciente está melhor, mais bonito, mais descansado ou mais harmônico, mas não conseguem identificar exatamente o que foi feito. A harmonização não deveria criar um novo rosto. Ela deveria potencializar o que aquela pessoa já tem de melhor.

Você costuma defender que um bom resultado começa muito antes do procedimento. O que precisa ser observado em um rosto antes de decidir o que deve ou não ser feito?

Eu costumo dizer aos meus alunos que a agulha é uma das últimas etapas de um bom tratamento. Antes dela existe diagnóstico, leitura facial e planejamento.

Quando avalio um paciente, analiso estrutura óssea, proporções, projeções, simetria, relação entre os terços faciais, sustentação dos tecidos e processo de envelhecimento. Mas também preciso entender aquele paciente: idade, características individuais, queixa, expectativa e até o que ele não gostaria de perder no próprio rosto.

Não acredito em uma fórmula pronta de harmonização. Dois pacientes podem chegar com a mesma queixa e precisarem de tratamentos completamente diferentes. Essa capacidade de leitura é o que diferencia simplesmente realizar um procedimento de realmente construir um resultado.

Existe um momento em que o melhor profissional é justamente aquele que sabe dizer “não” ao paciente? Como equilibrar desejo, expectativa e indicação profissional?

Sem dúvida. Saber dizer “não” também faz parte da excelência profissional.

O paciente pode chegar com uma referência ou uma tendência que viu nas redes sociais, mas isso não significa que aquela seja a melhor indicação para o rosto dele. Meu papel é entender esse desejo e mostrar, tecnicamente, qual caminho pode entregar um resultado mais harmônico e seguro.

A confiança também se constrói quando o paciente percebe que o profissional não está preocupado apenas em vender mais um procedimento. Às vezes, preservar um resultado significa justamente saber a hora de parar.

Hoje, o paciente chega ao consultório muito mais informado e também muito mais influenciado pelas redes sociais. Como isso transformou a relação entre profissional e paciente dentro da estética?

As redes sociais democratizaram muito o acesso à informação. Hoje o paciente pesquisa técnicas, profissionais, produtos e resultados antes mesmo de chegar ao consultório.

Ao mesmo tempo, existe um excesso de referências. O paciente vê um resultado em determinado rosto e pode acreditar que precisa exatamente daquilo, sem considerar que anatomia, proporção e necessidades são individuais.

Por isso, acredito que o profissional assumiu também um papel de educador. A consulta precisa ser um momento para alinhar expectativas, explicar possibilidades e, quando necessário, desconstruir referências que não fazem sentido para aquele paciente.

Além da atuação clínica, você também compartilha conhecimento e experiência com outros profissionais. O que ensinar fez você enxergar de maneira diferente sobre a própria prática?

Ensinar me fez questionar muito mais aquilo que eu fazia de maneira quase intuitiva. Quando você precisa transmitir seu raciocínio para outro profissional, não basta mostrar onde colocar uma agulha ou quantos mililitros utilizar. É preciso explicar por que tomou determinada decisão e como aquela escolha interfere no resultado final.

Isso tornou minha própria prática mais consciente.

Hoje, perceber que mais de 3.000 alunos, em 17 países, já tiveram contato com aquilo que construímos traz uma dimensão muito maior da responsabilidade de ensinar. Quando ensino um profissional, aquele conhecimento não termina nele. Ele será aplicado em dezenas ou centenas de pacientes ao longo da carreira.

Formar profissionais também é uma maneira de multiplicar o impacto que posso gerar dentro da estética.

Sua trajetória também tem um componente forte de empreendedorismo. O que foi necessário construir, além da técnica, para transformar seu nome em uma marca e seu trabalho em um negócio?

Eu não comecei com uma grande estrutura. Comecei com um empréstimo de R$ 25 mil e uma sala de aproximadamente 4 m². Por muito tempo, crescer significava reinvestir aquilo que o próprio trabalho gerava e dar um passo de cada vez.

Além da técnica, precisei aprender sobre gestão, vendas, posicionamento, marketing, experiência do paciente, liderança e construção de equipe. Também precisei aprender a pensar no longo prazo.

Durante muito tempo, praticamente tudo dependia diretamente de mim. Com o crescimento, entendi que, se quisesse construir algo realmente grande, precisaria deixar de pensar apenas como profissional e começar a pensar também como empresário.

Em 2026, essa evolução ganha uma representação física: a construção de um novo instituto, com aproximadamente 1.200 m². Quando comparo essa estrutura com aquela primeira sala de 4 m², não vejo apenas crescimento. Vejo todas as etapas que existiram entre um ponto e outro.

Quando você pensa nos próximos anos da sua carreira, qual legado gostaria de deixar para a estética e para os profissionais que hoje acompanham o seu trabalho?

Quando olho para números como mais de 59 mil ml aplicados, mais de 3.000 alunos em 17 países e agora uma estrutura de 1.200 m², claro que tenho orgulho. São marcos importantes da minha história.

Mas não gostaria que meu legado fosse resumido a números. Quero ser lembrado por ter contribuído para uma estética mais criteriosa, planejada e individualizada.

Para os profissionais que me acompanham e passam pelas minhas formações, quero deixar principalmente uma forma de pensar. Técnica evolui, produtos mudam e tendências passam. Mas a capacidade de avaliar um rosto, construir um planejamento e tomar boas decisões acompanha o profissional durante toda a carreira.

Também quero mostrar para outros profissionais que a origem não precisa determinar o tamanho do que você pode construir. Eu comecei com um empréstimo de R$ 25 mil, dentro de uma sala de 4 m². Alguns anos depois, estou construindo um instituto de 1.200 m² e levando meu conhecimento para profissionais de diferentes partes do mundo.

No futuro, quero olhar para tudo isso e perceber que não construí apenas uma clínica, cursos ou uma marca. Quero ter construído uma forma de enxergar a estética e, principalmente, ter aberto caminhos para que outros profissionais percebessem que também poderiam construir algo muito maior.

Produção: @juliafagundes_
Foto: @mauriciobatistax

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