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Beleza com Propósito Quando Ciência Experiência e Individualidade se Encontram

Com uma trajetória construída entre diferentes países, climas e escolas de pensamento na saúde, Dra. Rita Cheruti desenvolveu uma visão de estética que foge de padrões prontos e resultados artificiais. Sua prática une ciência, escuta atenta e respeito absoluto à individualidade, partindo do entendimento de que cada pele carrega uma história única — biológica, emocional e cultural.

Nesta entrevista, ela compartilha como a vivência internacional moldou sua forma de enxergar a pele e a harmonização facial, aprofunda o conceito de naturalidade tão defendido em seu trabalho e reflete sobre os limites éticos da estética moderna. Também fala sobre envelhecimento em diferentes fases da vida, a importância do skincare e do home care como pilares dos resultados duradouros e como a própria experiência com a pele madura transformou sua atuação profissional.

Com um olhar crítico e didático, Dra. Rita aborda ainda a necessidade de informação clara em meio ao excesso de tendências e antecipa os principais ensinamentos do e-book que está prestes a lançar, reforçando que cuidar da pele não precisa ser complexo, mas sim consciente, estratégico e consistente.

Sua carreira passou por diferentes áreas da saúde e por países com climas e culturas distintas. De que forma essa vivência internacional moldou a sua visão sobre pele e estética facial hoje?

Minha trajetória me ensinou que a pele é um reflexo direto do estilo de vida, do clima, da alimentação e até da forma como cada cultura se relaciona com o autocuidado. Em 18 anos de carreira, tive a oportunidade de fazer cursos e residências em Cuba, na Florida International University e em Harvard, além de morar durante nove anos em Nashville, TN.

Entre os cursos de prática clínica, cirurgia bucomaxilofacial e harmonização orofacial, vi uma odontologia preventiva e focada na atenção básica à saúde no caso de Cuba, mas com zero foco na pele, até mesmo por questões financeiras da população local. Na Flórida, observei o impacto do sol e do fotoenvelhecimento precoce. Em Harvard, a estética baseada em ciência, evidência e personalização. Em Nashville, pude perceber os efeitos das temperaturas negativas e o impacto disso na pele. Tudo isso moldou minha visão atual: não existe tratamento padrão. Cada pele carrega uma história, e meu papel é respeitá-la e entender suas necessidades antes de planejar qualquer procedimento.

Você costuma defender a naturalidade e a preservação da individualidade como pilares da harmonização facial. O que, na sua opinião, ainda é mal compreendido sobre esse conceito dentro da estética?

Muita gente ainda associa harmonização facial à transformação radical ou a um “rosto da moda”. Naturalidade não é ausência de procedimentos; é precisão, equilíbrio e respeito à anatomia. O objetivo não é mudar quem a pessoa é, mas devolver proporções, suavizar sinais do tempo e valorizar os traços únicos. O excesso geralmente vem da pressa por resultados imediatos e da falta de um plano de tratamento estruturado.

Ao longo da sua prática, como você define o limite entre realçar a beleza natural e cair em excessos que acabam descaracterizando o paciente?

O limite está na escuta, no estudo facial detalhado e na ética profissional. Antes de qualquer procedimento, avalio estrutura óssea, qualidade da pele, simetria, idade e expectativa emocional do paciente. Harmonizar é, muitas vezes, saber dizer não ou propor algo mais sutil. O rosto sempre precisa continuar parecendo com ele mesmo, apenas mais descansado, com aspecto de pele saudável e equilibrado.

Você destaca muito a importância da faixa etária na escolha dos tratamentos. Quais são os principais erros que as pessoas cometem ao tentar aplicar o mesmo tipo de procedimento em idades diferentes?

O maior erro é tratar o envelhecimento como algo igual para todos. Uma pele de 25 anos precisa de prevenção e estímulo de colágeno. Aos 40+, já falamos de perda de volume, flacidez, alterações hormonais e danos acumulados. Aplicar protocolos iguais ignora os processos biológicos de cada fase. O resultado costuma ser excesso precoce ou tratamentos ineficazes mais tarde.

Tendo 43 anos, você se coloca também como paciente e observadora da pele madura. O que muda na prática quando o profissional entende a pele a partir da própria experiência?

Muda tudo. Você passa a perceber sinais sutis de envelhecimento, perda de viço, textura irregular e como o home care influencia diretamente nos resultados. Entende que não existe milagre; existe constância, ciência e escolhas inteligentes. Isso me tornou uma profissional mais realista, empática e focada em resultados sustentáveis, não imediatistas.

Mesmo sendo referência em harmonização facial, você sempre direciona o paciente para os cuidados com a pele e o home care. Por que essa etapa ainda é subestimada por muitas pessoas?

Porque os procedimentos em consultório geralmente possuem efeito visível mais rápido, enquanto o skincare é silencioso, mas transformador. Sem uma pele bem cuidada, nenhum preenchedor ou bioestimulador atinge seu potencial máximo. O home care é um dos pilares que estimula e mantém o colágeno, controla a inflamação, melhora a textura e prolonga os resultados. Hoje, sabemos que estética de verdade começa na saúde da pele.

Sua formação extensa e a busca constante por atualização mostram um compromisso contínuo com o estudo. O que mais te motiva a seguir se aprofundando mesmo após tantos anos de atuação?

A ciência da pele evolui todos os dias. Novos ativos, tecnologias e estudos sobre envelhecimento, inflamação crônica e regeneração celular surgem o tempo todo. Países como China e Coreia estão sempre no topo desses estudos. Os lançamentos não param, e estar constantemente atualizada é meu dever enquanto profissional. Minha motivação é entregar o melhor para meus pacientes, com segurança, embasamento científico e resultados reais. Além disso, aprender me mantém apaixonada pela profissão.

Você está prestes a lançar um e-book sobre skincare e cosméticos. Que tipo de orientação você sente que ainda falta hoje para quem quer cuidar melhor da pele sem se perder em informações excessivas ou contraditórias?

Falta clareza. As pessoas estão sobrecarregadas por tendências, produtos virais e promessas milagrosas. Meu objetivo é ensinar o que realmente funciona: como montar uma rotina inteligente, entender ativos, respeitar o tipo de pele e a idade e investir no que traz resultado de verdade. Skincare não precisa ser complicado; precisa ser estratégico e, acima de tudo, consistente.

Para encerrar a entrevista, Dra. Rita Cheruti deixa uma mensagem clara e necessária em um cenário cada vez mais marcado por excessos e promessas imediatas. Para ela, estética não é sobre transformar rostos, mas sobre compreender histórias, respeitar o tempo do corpo e agir com responsabilidade científica e sensibilidade humana.

Sua trajetória mostra que resultados verdadeiros nascem da soma entre conhecimento, experiência e constância. Cuidar da pele é um processo contínuo que começa no autocuidado diário, passa pela escuta profissional e se sustenta em escolhas inteligentes ao longo da vida. Mais do que procedimentos, trata-se de consciência, equilíbrio e respeito à própria identidade.

Foto: @studioessenzza
Beleza: @allehairstudio

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