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Dr. Paulo Laganá: A Inteligência Emocional Como Ferramenta de Alta Performance

Em um cenário onde saúde mental, produtividade e equilíbrio emocional se tornaram pilares essenciais para o sucesso profissional, o Dr. Paulo Laganá vem se destacando por uma abordagem que une psicologia, desenvolvimento humano e performance emocional. À frente do Instituto Laganá, ele defende um olhar completo sobre o indivíduo, trabalhando não apenas a mente, mas também os hábitos, relações e crenças que impactam diretamente os resultados pessoais e profissionais.

Com uma trajetória marcada pelo empreendedorismo e pela busca constante por evolução humana, Dr. Paulo acredita que alta performance vai muito além de produtividade: trata-se de construir uma vida emocionalmente forte, equilibrada e sustentável. Em entrevista ao Portal Pulsar Brasil, ele fala sobre propósito, transformação emocional, os desafios da saúde mental na atualidade e os próximos passos de expansão do Instituto Laganá.

O que te levou à psicologia? Houve um momento ou experiência que definiu essa escolha?

Desde cedo eu sempre fui muito curioso. Busquei outras áreas, tentei entender outros caminhos, mas a psicologia sempre acabava batendo na minha porta. Cheguei a começar a faculdade com 19 anos, mas não terminei naquele momento porque achei que não teria o retorno financeiro que eu imaginava. Depois, já mais velho, com mais maturidade e estabilidade financeira, percebi que aquele era realmente o meu propósito. Foi aí que decidi voltar, concluir a faculdade e começar a atender de forma profissional.

Como surgiu o Instituto Laganá e o que te motivou a criar uma estrutura própria em vez de seguir o caminho clínico tradicional?

Como eu sempre vim do meio do empreendedorismo e tive negócios diferentes ao longo da vida, essa veia empreendedora sempre esteve muito presente em mim. Então, quando criei o Instituto Laganá, já existia a ideia de construir algo maior do que uma clínica tradicional. A proposta sempre foi reunir profissionais de diferentes áreas, como psicologia, psiquiatria e coaching, para oferecer um atendimento mais completo e integrado. Acho que essa visão nasceu justamente da minha formação como empreendedor e da vontade de criar um espaço multidisciplinar.

Você trabalha com alta performance emocional. O que isso significa na prática e o que diferencia esse trabalho de uma psicoterapia convencional?

A alta performance emocional não é para todo mundo. É um trabalho voltado para pessoas que realmente querem melhorar o próprio rendimento e se tornar mais eficientes em menos tempo. Hoje o mundo exige respostas rápidas, principalmente no meio profissional, então é necessário olhar o indivíduo de forma completa.

Quando trabalhamos uma pessoa, trabalhamos o indivíduo em 360 graus: alimentação, sono, atividade física, relações familiares, amizades, rotina, emoções e crenças limitantes. Tudo influencia diretamente na performance.

Já acompanhei, por exemplo, um goleiro profissional que estava vivendo um conflito emocional muito forte por conta de uma situação pessoal. Isso afetava diretamente o desempenho dele em campo. Quando começamos a trabalhar essas questões emocionais e reorganizar a vida dele, o rendimento voltou a crescer.

O objetivo é tornar o indivíduo mais eficiente, emocionalmente mais forte e menos vulnerável aos impactos externos, para que ele consiga atingir o máximo do seu potencial.

Qual é o padrão limitante mais recorrente que você identifica em empresários e profissionais de alta exigência?

Muitos empresários chegam acreditando que já alcançaram tudo o que poderiam alcançar. Eles dizem: “Eu já estou onde queria estar, então o que mais eu preciso fazer?”. Só que, na maioria das vezes, eles conquistaram resultados financeiros, mas perderam qualidade de vida no processo.

O que essas pessoas muitas vezes não percebem é que existem ferramentas para viver melhor, trabalhar com mais eficiência e ter mais tempo para si mesmas. Uma empresa saudável precisa funcionar através de processos e boas equipes, não depender exclusivamente do dono o tempo inteiro.

Então existe muito essa crença de que “já cheguei lá” e não há mais o que evoluir. E, na verdade, sempre existe espaço para crescimento emocional, profissional e pessoal.

Existe algum caso, sem identificar o paciente, que representa bem o tipo de transformação que o seu trabalho proporciona?

Existem muitos casos marcantes. Um deles foi o de um executivo do setor de transporte publico que ganhava muito menos do que realmente valia profissionalmente. Era um profissional extremamente inteligente, responsável por criar rotas e estratégias importantes para a empresa, mas que vivia completamente preso a crenças limitantes.

Durante o processo, fomos trabalhando autoestima, percepção de valor e posicionamento profissional. Aos poucos ele começou a entender que merecia crescer, ganhar melhor e ter uma vida mais equilibrada. Com o tempo, passou a ocupar posições maiores, tornou-se sócio de negócios e hoje atua em projetos importantes ligados ao transporte urbano em São Paulo.

A maioria das pessoas que chegam até nós tem algum bloqueio relacionado à própria capacidade. Muitas vezes, ganhar dinheiro e crescer profissionalmente também passa pela psicologia e pela forma como a pessoa enxerga a si mesma.

 

Saúde mental virou pauta de mercado. Isso é avanço ou também traz riscos, como banalização e promessas vazias?

É um avanço importante, mas também exige muito cuidado. Saúde mental precisa ser tratada por profissionais preparados e especializados. Psicologia e psiquiatria são áreas extremamente sérias.

Hoje vemos muitas pessoas nas redes sociais se intitulando terapeutas e dando conselhos sem preparo técnico. Isso é perigoso, porque estamos falando da mente humana. Um direcionamento errado pode prejudicar profundamente alguém que já está emocionalmente fragilizado.

Por isso, acredito que o trabalho responsável precisa unir ética, conhecimento técnico e acompanhamento profissional adequado.

Como você pensa a comunicação pública sem perder a profundidade do conteúdo?

Esse é um desafio constante atualmente. Precisamos encontrar formas de transmitir conteúdos profundos de maneira acessível, sem perder a essência da mensagem.

A comunicação precisa tocar o indivíduo, fazer sentido para ele e gerar reflexão, mas sempre com muito cuidado, delicadeza e responsabilidade. Nas redes sociais conseguimos provocar pensamentos e despertar consciência, mas a profundidade verdadeira acontece dentro do consultório, no atendimento individual, onde a pessoa consegue realmente se abrir e mergulhar nas próprias questões.

Quais são os próximos passos do Instituto Laganá: projetos, novos formatos e expansões?

O Instituto Laganá está entrando em uma nova fase de expansão através de uma parceria com uma grande clínica voltada para saúde, estética e qualidade de vida, com atuação em franquias em São Paulo.

A ideia é unir saúde mental, psicologia, corpo e estilo de vida em um mesmo ecossistema de cuidado. Hoje entendemos que o ser humano precisa ser tratado de forma completa: corpo, mente e emoções caminham juntos.

Essa parceria vai ampliar o acesso aos serviços do Instituto e trazer novas possibilidades de acompanhamento integrado. Em breve, essa novidade será divulgada oficialmente na mídia, e acreditamos que será um passo muito importante para o crescimento do projeto.

Para o Dr. Paulo Laganá, desenvolver pessoas vai muito além de tratar emoções: é ajudar cada indivíduo a reconhecer o próprio potencial e construir uma vida mais consciente, equilibrada e eficiente. Em um mundo cada vez mais acelerado, ele acredita que saúde mental deixou de ser apenas uma necessidade clínica para se tornar uma ferramenta essencial de crescimento humano e profissional.

Com uma visão integrada entre mente, comportamento e performance, o Instituto Laganá segue ampliando sua atuação e reforçando um propósito claro: transformar vidas através do autoconhecimento, da inteligência emocional e do cuidado genuíno com o ser humano.

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